A juventude brasileira contemporânea
Na história humana, os jovens sempre seguiram, ao se tornarem adultos, o modelo de vida de seus pais. Isso incluía desde a profissão até a religião a ser seguida. Isso, somado a diversos outros fatores (como até mesmo a linguagem e demais traços culturais), é passado de pais para filhos por meio do que chamamos de tradição. Contudo, devido à gigantesca quantidade de informações às quais hoje temos acesso, esse paradigma tem sido quebrado.
Segundo dados do Censo do IBGE, o número de católicos tem caído muito nas últimas décadas, enquanto que o número de evangélicos e de pessoas que se dizem “sem religião” tem crescido, o que demonstra perfeitamente essa quebra de paradigmas. Não apenas isso, mas dificilmente, hoje, um jovem seguirá a mesma carreira dos pais.
Ainda segundo o artigo “Censo: Igreja Católica tem queda recorde no percentual de fiéis” do O Globo:
Segundos os dados do Censo 2010, a idade mediana dos católicos apostólicos romanos é de 30 anos e dos evangélicos pentecostais – da Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Nova Vida, etc - é de 27 anos. Já a idade média dos evangélicos de missão – luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, etc – é de 29 anos.
Os espíritas são o grupo religioso com idade mediana mais elevada, 37 anos, e os sem religião, a mais baixa, 26 anos. Seguidores da umbanda e do candomblé têm idade mediana de 32 anos.
Por outro lado, quando falamos do aspecto político, a coisa parece vir esfriando, acomodando-se mesmo, conforme as gerações se seguem: nas décadas de 60 e 70, tivemos até mesmo movimentos políticos armados; na década de 80, tivemos as Diretas Já; e na de 90, os Caras-pintadas. Agora, com toda a corrupção que temos assistido em nosso país, as marchas contra a corrupção dificilmente ultrapassam os dois mil integrantes.
Assim, por mais ousada e inovadora que a juventude contemporânea esteja em alguns aspectos, peca demasiadamente, por acomodação, em outros. Afinal, as “marchas” estão aí, sendo marcadas pelas próprias redes sociais, mas os jovens mostram pouco engajamento e disposição para mudar algo além de suas próprias vidas.
A questão é que não se pode engajar na política, quem quer que seja, à força. Tão pouco isto acontecerá ridicularizando quem não se interessa por política (e aqui não falo de política partidária, mas de engajamento em manifestações que exijam mudanças, por exemplo). Então… O que fazer? Como “desalienar”, digamos assim, os jovens no que tange a esta questão? Eu sinceramente não tenho uma resposta.
A juventude brasileira contemporânea,



































