Da Origem de Determinados Argumentos Tolos – VI

Posted by on jun 11, 2014 in Artigos | 0 comments

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Matemática e a Realidade   Talvez você se pergunte o que tal tema a ver com criacionistas (fora outros “pseudo”). Garanto que um pouco de paciência revelará.   Citemos dois autores: Mario Livio e Gregory Chaitin Um – Livio – ataca o problema pela abordagem “romântica” de que os princípios mais básicos de nossa mais intuitiva Matemática, e tudo que construímos dela e nela, são os mais básicos rudimentos da Física que primeiramente desenvolvemos, como verificar que a soma de duas laranjas mais duas laranjas resulta em quatro laranjas. Uma noção que muito mais estendida, leva ao sofisticado Princípio da Conservação da Energia e mais além, ao colosso da conquista intelectual humana que é o Teorema de Noether. Ele sustenta que esta “Matemática” que origina-se e desenvolve-se no físico, seja a verdadeira e mais profunda Física. Pela maneira que trata o problema, não teria qualquer problema com este senhor, pois ele não opõe-se à demarcação e falseabilidade.     Chaitin é um iconoclasta – e não está nem de perto sozinho nisto – ataca o problema com a solução de Alexandre sobre o Nó Górdio , simplesmente, cortando-o, e abandonando uma resolução dentro de regras mais suaves. Ele busca mostrar […]

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Da Origem de Determinados Argumentos Tolos – V

Posted by on jun 10, 2014 in Artigos | 0 comments

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A Desconstrução de Uma Racionalidade Aristotélica (mas sua renitente sobrevivência em certos meios)   Um pequeno conjunto das tolices deste senhor     Aristóteles colecionou desastres ao tratar do natural, e destacadamente, no que  iríamos chamar posteriormente de Física. Figuram neste conjunto, que a função do cérebro era esfriar o sangue, que mulheres tinham dentes a menos*, que elefantes cairiam mais rápido do que cães de uma torre (não coloco animal muito pequeno porque nem desejo lembrar da variável da resistência do ar que até poderia ser uma desculpa experimental para o grande grego), que o movimento não seria perpetuado ao não incidir mais no objeto uma força, e por aí vai. * E ele foi casado comprovadamente com duas mulheres! E é indiscutível sua relação com uma prostituta, Phyllis.     O livro “A Historia Da Filosofia”, de Will Durant, disponível na coleção “Os Pensadores” – no sebo mais próximo de você! – fornece uma ótima panorâmica nos erros deste senhor, e no quanto esteve perto de perceber e deduzir, pasmemos, o processo evolutivo nos seres vivos. Mas notemos que aqui não pretendemos um “anti-ad verecundiam”, desmerecendo o trabalho do grande homem. Recomendaria, leitor, antes de prosseguirmos, que passasse […]

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Da Origem de Determinados Argumentos Tolos – IV

Posted by on jun 9, 2014 in Artigos | 0 comments

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A mentalidade patologicamente teísta Expliquemos este título, que admitiria perfeitamente que tem um tom agressivo. Quando nos encontramos com uma pessoa religiosa, que cumpre suas obrigações religiosas da maneira mais honesta consigo e, como é de se esperar do honesto, outros, não estamos diante do patológico. Talvez diante do iludido, do ingênuo, até aceitaríamos aquele que pretende na intimidade e em segredo o atendimento de certos desejos, daquele em busca de algo que o conforte nas perdas, ou que diminua seus temores quanto ao futuro, ou até mesmo em compensação por males feitos no passado. O leitor poderia dizer que todos estes meus pontos seriam criticáveis, e eu aceitaria que sim, mas antes de me criticar, certamente ateus, céticos ou os que chamo de “agnósticos fortes”, num panorama, e os “a-religiosistas”, noutro, que estivesse me lendo, acrescento que tal tipo de pessoa dificilmente lhe amola com suas pregações ou afronta-lhe na sua fé ou não fé, sejam estas como forem, pois sua fé é de fórum íntimo, e nem mesmo aos grupos a que pertence produz qualquer “pressão”. Os deístas não se preocupam com uma divindade providente e benevolente, e lhes basta a crença em uma inteligência ordenadora e mantenedora […]

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Da Origem de Determinados Argumentos Tolos – III

Posted by on jun 6, 2014 in Artigos, Ceticismo, Ciência, Filosofia | 0 comments

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Decréscimo infinito ou o método de intersecções de Newton aplicado como falácia   Primeiramente, definamos o que seja um “decréscimo infinito”, ou, como considero mais bonito, um “descenso infinito”, como o chamam os castelhanos. Um descréscimo infinito é um tipo de demonstração por indução ao absurdo que aplica-se em demonstrações euclidiano-pitagóricas em Matemática. Complexo? Na verdade, é uma demonstração simples. faz-se uma construção tal que frações surjam, cada vez produzindo números menores, até o ponto que mostre-se que serão infinitamente produzidas, e como não se pode dividir eternamente um número, por maior que este seja, a demonstração surge desta contradição absurda. O que supomos no início como uma hipótese mostra-se uma impossibilidade que contradiz a própria hipótese que foi proposta. O exemplo mais clássico que conheço é a demonstração de que a raiz quadrada de 2 é um número irracional, ou seja, não seja representável por uma fração de números inteiros. Fiz uma demonstração destas para sustentar que PHI, o número da proporção áurea  (1,618…) é um número irracional. Scientia est Potentia – Mostre-me o universo II Repitamos aqui, com a clássica demonstração que atormentou os pitagóricos, ao ponto de a lenda dizer que isto que causou a morte de […]

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Diâmetro angular do Sol e da Lua, a alegada coincidência… “hoje”

Posted by on maio 16, 2013 in Artigos, Astronomia, Ciência | 3 comments

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Na Astronomia e Geometria, diâmetro angular de um objeto é o diâmetro aparente do objeto a um certa distância medido em uma medida de ângulo. Especificamente na Astronomia o diâmetro angular é usado para medir o tamanho de objetos no céu, como vistos da Terra. Pelo conhecimento de sua distância a partir da Terra, com seu diâmetro angular é possível então calcular o seu tamanho real.   www.astronomynotes.com     Recomendamos:   Diâmetro angular – Wikipédia {pt} Angular diameter – Use in Astronomy – Wikipedia {en}     Agora um interessante gráfico com comparações de diâmetros angulares, incluindo os máximos e mínimos da Lua e do Sol, que pode servir de ferramenta até para se ter o diâmetro angular sem necessitar-se de uma medição “no céu”.     Comparação de diâmetro angular do Sol, da Lua e dos planetas. Para se ter uma verdadeira representação dos tamanhos, deve-se ver a imagem a uma distância de 102,6 [= 1 / tan (33.5/60 * pi/180)] vezes a largura do maior círculo (Lua, Moon: max.). Por exemplo, se este círculo é de 10 cm de largura em seu monitor, deve-se vê-lo de 10,26 m. Ref.: m.teachastronomy.com   No caso da Lua e do […]

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Detalhes esquecidos em Oblivion

Posted by on maio 16, 2013 in Artigos, Astronomia, Ciência, Curiosidades | 0 comments

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Não posso ainda, pelo desagradável que é tornar-se um spoiler, de tratar algumas coisas de Oblivion (2013, IMDB, Wiki). Já nos primeiros minutos de filme ficamos sabendo que uma civilização alienígena atacou a Terra inicialmente explodindo a Lua, e com isso causando tsunamis colossais que arrasaram nossa civilização. O problema é que o que causariam os tsunamis seriam marés, e estas realmente são causadas pela Lua (e não somente por ela, pois o Sol também tem uma pequena influência), mas não por ela estar íntegra ou em pedaços, mas sim pela sua massa total, seja em que agregação for. O que interessa predominantemente, portanto, é a posição do centro de massa da Lua em relação à Terra. Noutras palavras, a distância deste, mais uma certa contribuição da distribuição das massas dos pedaços – se a Lua fosse feita em pedaços – em relação às massas de águas na Terra. Primeiramente, trataremos da distância do centro de massa da Lua e como ele pode, mesmo com a explosão desta, ficar no mesmo lugar em que está. Primeiramente, façamos um modelo simplificadíssimo da Lua, como um disco, evidentemente plano, que parta-se em “fatias” com a explosão. A seguir, separemos estas fatias por […]

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Da Origem de Determinados Argumentos Tolos – II

Posted by on abr 3, 2012 in Artigos | 0 comments

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Uma análise da religiosidade com foco na “divindade providente”, em Freud, como uma ilusão genérica ao humano, consequências perniciosas do processo histórico da divindade judaico-cristã e o criacionismo biblicista oriundo destas questões.

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Da Origem de Determinados Argumentos Tolos – I

Posted by on mar 21, 2012 in Artigos, Ateísmo, Ceticismo, Ciência | 2 comments

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Uma análise de um permanente erro dos criacionistas do que seja realmente o processo evolutivo dos seres vivos em seu quadro mais amplo. A permanente avaliação absurda de que o processo evolutivo se dê “em escada” e não “em árvore”.

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Réplicas à Reinaldo Azevedo e Paulo Brossard em Defesa do Estado Laico

Posted by on mar 13, 2012 in Artigos | 22 comments

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No dia 06 de Março de 2012 o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul determinou a retirada dos crucifixos e demais símbolos religiosos dos prédios da justiça do estado, uma vitória inédita do estado laico. No dia seguinte, o jornalista Reinaldo Azevedo publicou em seu blog uma matéria contrária a decisão do TJ-RS. É claro que ele, assim como qualquer outra pessoa, tem o direito de discordar desta decisão. Contudo, em momento algum o texto de Reinaldo Azevedo visou falar sobre a laicidade do estado, apenas tentou legitimar o poder político do cristianismo e denegrir a imagem daqueles que defendem o estado laico. Preparamos uma réplica, afim de esclarecer os fatos distorcidos por Reinaldo Azevedo. “Num momento em que o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo, TJ do RS, decide cassar e caçar os crucifixos. Os cristãos podem se preparar: vem uma onda por ai! Com o crucifixo, TJ expulsa também um pouco da justiça”. O jornalista Reinaldo Azevedo já começa a trazer falácias logo na introdução do texto. Reinaldo Azevedo começa “vitimizando” o cristianismo, alegando que está sofrendo uma perseguição.Ora, hoje, segundo o próprio Reinaldo Azevedo, mais de 90% da nossa população é […]

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Clareando as nuvens sobre Gliese 581g

Posted by on dez 2, 2010 in Artigos, Ciência | 0 comments

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Antes de iniciarmos, algumas notas Recentes publicações sobre Gliese 581 g tem lançado sombras sobre sua existência: Doubt Cast on Existence of Habitable Alien World Mas o que aqui trataremos poderia se aplicar a qualquer planeta que venha a ser descoberto nas mesmas condições de distância/temperatura/densidade/composição das que foram inicialmente afirmadas sobre este planeta.   Uma concepção artística de Gliese 581 g e sua estrela vermelha.   Recentemente cientistas estadunidenses afirmaram com boas bases que planetas na faixa de tamanho da Terra devem ser bem mais comuns do que era suposto até agora, com a possibilidade de que cada cem estrelas similares ao Sol e situadas a até 80 anos-luz de distância de nosso sistema solar, cerca de um quarto pode possuir planetas em seus sistemas do tamanho da Terra, e há considerações do grupo de pesquisadores de que este número pode até estar subestimado. Esta pesquisa levou a uma estatística de que 1,5 % das estrelas possuem planetas com massas próximas da de Jupiter, 6% com massas como a de Netuno e aproximadamente 12% possuem planetas com massas de 3 a 10 vezes a da Terra, levando a existência de planetas tais como a Terra, e na faixa ótima […]

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Vida, um produto do universo, não um milagre

Posted by on ago 31, 2010 in Artigos, Ciência | 9 comments

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Um ensaio sobre a possibilidade de vida extraterrestre, numa análise de diversas afirmações Seguidamente vemos afirmações da impossibilidade ou extrema raridade da vida pelo universo – seja isto em que escala for e seja vida o que possa ser – e até mesmo em nossa galáxia, da raridade de planetas tais como a Terra, da raridade de estrelas tais como o Sol, da raridade da conjunção de condições para a formação da vida tal como a conhecemos e da dificuldade dos processos que formaram a vida a Terra se repetirem. Muitas destas argumentações são bem construídas, e apresentam pontos com os quais concordamos em grande parte. Mas em determinados outros pontos, discordamos completamente. Para apresentar e sustentar os pontos nos quais discordamos, teremos de analisar tais afirmações, e realizar tais coisas por partes, e inclusive, definir termos, desde o próprio título deste texto. Após fazermos isto, pretendemos que se entenda que dizer “raridade” para a vida é algo razoável, porém em determinados níveis arriscado, e dizer “impossibilidade”, é quase um absurdo. Alguns princípios de Filosofia da Ciência Antes de qualquer coisa, tratemos de alguns pontos em filosofia da ciência, úteis à questão. Seguidamente, argumentadores contra a possibilidade de vida pelo […]

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