Bebida liberada na copa!

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Devido a exigências da FIFA, o governo brasileiro e, ao menos, alguns dos governos estaduais com cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, tiveram de aceitar que a boa e velha “cervejinha” voltasse a ser vendida em estádios durante jogos de futebol. Muitos acham que isso é um retrocesso em relação às brigas em estádios, enquanto que outros acham ser um avanço no que diz respeito a direitos civis.

A proibição à venda de bebidas alcoólicas em estádios ocorreu entre os anos de 1980 e 1990, quando as brigas em estádios estavam em sua pior época. As brigas e inclusive mortes eram recorrentes: quase jogo algum acabava sem violência.

Do blog De Olho na Copa de Fernando Vives:

“A proibição de se consumir álcool no ambiente de futebol surgiu entre os anos 1980 e 1990, quando havia muitas brigas entre torcidas organizadas. O álcool, é verdade, para muita gente funciona como um potencializador de agressividade. Então algum gênio resolveu dar uma canetada na brincadeira e baniu a cerveja dos estádios. Bebida, só refrigerante, água ou a intragável cerveja sem álcool.”

Ainda pelo Estatuto do Torcedor, lei nº 10.671, de 15 de maio de 2003, adicionadas as modificações feitas pela Lei nº 12.299, de 2010:

Art. 13-A. São condições de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo, sem prejuízo de outras condições previstas em lei:

I – estar na posse de ingresso válido;

II – não portar objetos, bebidas  ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência;

Contudo, tal proibição de nada adiantou: as brigas continuavam e as mortes idem. O problema só começou a ser resolvido quando promotores e a polícia passaram a investigar as torcidas organizadas e a prender seus integrantes e dirigentes.

Do artigo “Torcida organizada: discussão interminável. Por Willian Yamamoto”:

“No Brasil, a questão da violência envolvendo torcidas organizadas ficou generalizada.  Além do preconceito e do rótulo de brigonas, as torcidas organizadas são constantemente fiscalizadas pelo Ministério Público. O promotor de justiça e hoje deputado estadual Fernando Capez investigou as torcidas em meados da década de 90. Sobraram torcidas processadas, bens confiscados, além da proibição de entrar nos estádios.”

Briga entre as torcidas do Palmeiras e do São Paulo durante a final da Taça São Paulo de Juniores de 1995.

Hoje, o problema da violência migrou dos estádios para as ruas, praças, estações de metrô e qualquer outro lugar para onde as brigas possam ser marcadas. E, sim, elas são marcadas até com alguma antecedência, pela internet. A polícia e promotores? Já sabem disto e estão sempre investigando.

Vejam, por exemplo, a matéria “Torcidas de Flamengo e Vasco marcam briga pela internet e polícia do Rio entra em alerta”, de 22 de outubro de 2010.

Assim, fica claro que o problema da violência em estádios não tem nada a ver com a cerveja, mas sim com a mente doentia e, por que não, suicida do ser humano. A bebida de volta aos estádios nada mais é que uma vitória do bom torcedor. E, a minha, quero com colarinho e “trincando” de gelada.

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Autor(es):

Mário César

Sou formado em Engenharia de Software e QUASE em Ciência da Computação (não concluí). Pretendo, agora, fazer astronomia na USP assim que possível para, depois, me especializar em astrobiologia. Sou um apaixonado pela ciências em geral e gosto muito de investigar alegações extraordinárias (como a ufologia, por exemplo).

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