Dia Internacional da Mulher 2013

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Nesse Dia Internacional da Mulher eu gostaria de debater um pouco a respeito dos movimentos feministas e, sildenafil principalmente, de alguns de seus exageros. Exageros esses que têm causado discussões intermináveis nas redes sociais, principalmente no Facebook. Assim, já aviso: vou fazer críticas ao feminismo neste texto. Contudo, espero que essas críticas sejam encaradas como construtivas.

A ideia inicial do movimento feminista, lá em seu início, era a luta por igualdade entre os gêneros. O feminismo era, basicamente, igualitarismo. Contudo, de lá pra cá a coisa mudou muito, ao ponto de parecer que é contra até mesmo ao sexo. Demonstração disto é a ideia de que existiria uma “cultura do estupro”, onde tudo relacionado ao sexo acaba sendo enquadrado nessa “cultura”.

Devido a essa ideia de “cultura do estupro” muitas feministas são contra a pornografia e a prostituição. Isso é curioso porque, ao mesmo tempo, vemos mulheres nas Marchas das Vadias exibindo cartazes com dizeres como “A buceta é minha e faço com ela o que quiser”. Quer dizer, é dela mas ela não pode fazer o que bem entende com ela? Se ela quiser exibi-la em troca de dinheiro, ou oferecer favores sexuais em troca de dinheiro, ela não deve ter o direito disso? Estranho, muito estranho.

Não me entenda mal: sou absolutamente contra que se explore mulheres, chegando muitas vezes ao ponto da escravidão, para forçá-las à prostituição. Mas não é disto que falo, falo caso a mulher quiser. Vontade própria dela. Isto sem falar que muitas jovens mulheres entram na prostituição para, por exemplo, poder pagar a faculdade, o que não conseguiria de outra forma. Deveríamos, então, proibir tais mulheres de se prostituir e, portanto, proibi-las de estudar?

Eu sou o que pode se chamar de “libertino” mesmo. Totalmente. Para mim, as pessoas devem ter total liberdade para fazer o que bem entenderem com seus corpos e com suas vidas. Não prejudicando terceiros, não vejo como isto possa ser algo antiético. Antiético, por outro lado, é querer proibir pessoas, sejam homens, sejam mulheres, de fazerem o que bem entendem. Quanto ao sexo, não sendo feito contra a vontade de quem quer que seja, deve ser praticado como cada um bem entender.

No passado eu me disse feminista. Hoje não, sou igualitarista no que diz respeito a isso (não à parte econômica da coisa). Acho que homens e mulheres, sejam heterossexuais ou homoafetivos, devem ter direitos e liberdades iguais. Isto garante que, por mais que as pessoas sejam diferentes, todas possam exercer sua sexualidade, sua liberdade de pensamento, etc., sem que quem quer que seja se meta nisso.

Enfim, tudo o que estou dizendo é que falta um pouco de bom senso, para que haja mais coerência. E é essencial que se atinja isto, pois o movimento feminista continua extremamente necessário. Afinal, por mais que a situação feminina tenha melhorado (e muito) nas últimas décadas, ainda estamos longe de uma total igualdade.

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Autor(es):

Mário César

Sou formado em Engenharia de Software e QUASE em Ciência da Computação (não concluí). Pretendo, agora, fazer astronomia na USP assim que possível para, depois, me especializar em astrobiologia. Sou um apaixonado pela ciências em geral e gosto muito de investigar alegações extraordinárias (como a ufologia, por exemplo).

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