Encha sua pia de água, tampando o ralo. Passe o dedo rapidamente e observe pequenas ondas se formarem. Quando um objeto com massa muito – mas muito – grande e pesado se move no espaço, causa a mesma coisa. Isso são as ondas gravitacionais. Elas foram previstas há 100 anos por Albert Einstein e confirmadas essa semana por pesquisadores que operam o LIGO [1], um projeto feito especialmente para caçar as ondas gravitacionais. Essas ondas guardam a origem das coisas que a formam. As ondas detectadas pelos pesquisadores resultaram do choque entre dois buracos negros, que formaram outro buraco negro maior ainda. Essas ondas não alteram em nada o nosso dia a dia – são infimamente pequenas -, mas vão jogar uma luz sob assuntos como os próprios buracos negros, o big bang etc.
Só faltava essa
De todo o trabalho de Einstein, esse era o único ponto que ainda precisava ser confirmado. Einstein provou ser um gênio completo e, agora, seu trabalho será usado integralmente para fazer a Astronomia caminhar cada vez mais longe.
Oito milhões de pessoas
Uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) mostrou que, durante o período colonial, cerca de oito milhões de pessoas viviam na região amazônica antes da chegada dos portugueses [2]. O professor e arqueólogo Eduardo Neves diz que “Na Amazônia o difícil não é achar um sítio arqueológico, mas é saber o que fazer com ele”, mostrando que a ampla ocupação da Amazônia resulta em grandes achados arqueológicos. Grande parte dessas pessoas morreram ao contraírem doenças trazidas pelos europeus.
Bloqueio de transmissão
Henrique Silveira, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEM), pretende caracterizar a resposta dada pelos mosquitos transmissores da malária para, assim, bloquear a doença em humanos. [3]Ele pretende fazer isso estudando a interação do mosquito com o vírus e, assim, criar mecanismos para controlar a infecção.
Zika e microcefalia
Pesquisadores do Centro Médico Universitário de Ljuljana, na Eslovênia, encontraram um número grande de Zika vírus no cérebro de um feto com microcefalia [4]. Esses vírus estavam dentro dos neurônios do feto e, além disso, uma placa de cálcio estava crescendo no seu córtex. A mulher europeia, que estava grávida do feto, contraiu a doença no Brasil e engravidou logo depois.
Acidez de lua
Encélado, uma das luas de Saturno e grande candidata a abrigar vida em seu interior, teve sua acidez medida [5]. E ela equivale a um copo de água com sabão. A medição foi feita através de uma pesquisa financiada pela Nasa e deixou astrônomos surpreendidos.
Yara Laiz Souza, acadêmica de Ciências Biológicas da UEA, manauara. Ex-aluna do IFAM/CMDI, ex-pesquisadora de PIBIC. Escreve sobre ciências para o Amazonas Atual, para a organização Livres Pensadores, para o Núcleo de Pesquisas de Ciências – NUPESC, para o site Ciência e Astronomia e para o site Universo Racionalista.
Participe da coluna: mandesuapautaprayara@gmail.com
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