Pesquisadores da University College London estudaram, pela primeira vez, uma super-Terra com mais detalhes. [1] A super-Terra escolhida foi a 55 Cancri, descoberta em 2004. Utilizando o telescópio Hubble, da Nasa, os pesquisadores concluíram que a temperatura do planeta é de 2 mil graus Celsius, completa uma volta em torno de sua estrela-mãe a cada 18 horas e indícios de cianeto de hidrogênio foram encontrados.
Importância do estudo
As super-Terras são planetas semelhantes ao nosso, mas são maiores. Estuda-las mais afundo significa dar passos importantes na corrida para encontrar vida em outros locais do espaço. 2016 tem sido, até agora, o ano da reinvenção da astronomia.
Alfabetização científica
O pesquisador Orleylson Cunha fez uma análise sobre o Programa Ciência na Escola (PCE), do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), e concluiu que a alfabetização científica é crucial para diversas carreiras acadêmicas [2]. O estudo procurou entender como o PCE impacta a vida de vários estudantes do ensino médio e fundamenta de Manaus.
Peixes-bois na natureza
Três peixes-bois, um mamífero importante da Amazônia, começaram o processo de adaptação a natureza graças ao trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). [3] Os animais foram levados para o semi-cativeiro, uma lagoa localizada em Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus.
Satélite Amazônia-1
Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), fabricaram três câmeras que irão aumentar a qualidade das imagens feitas pelo satélite Amazônia-1 [4]. O satélite monitora o desmatamento e os recursos naturais brasileiros, reforça a segurança das áreas de fronteira brasileiras e ajuda na vigilância ao tráfico de drogas.
Astronomia indígena pede socorro
A etnoastronomia, ou astronomia indígena, corre o risco de desaparecer por conta da dificuldade de repassar os conhecimentos nos dias atuais. [5] Antigamente, a astronomia indígena era praticada por muitas tribos das terras brasileiras e servia para marcar a passagem do tempo, cultuar deuses, conhecer as estrelas. É necessário um esforço conjunto para que essa leva de conhecimento não seja perdida e continue sendo repassada nas aldeias.
Yara Laiz Souza, acadêmica de Ciências Biológicas da UEA, manauara. Ex-aluna do IFAM/CMDI, ex-pesquisadora de PIBIC. Escreve sobre ciências para o Amazonas Atual, para a organização Livres Pensadores, para o Núcleo de Pesquisas de Ciências – NUPESC, para o site Ciência e Astronomia e para o site Universo Racionalista.
Participe da coluna: mandesuapautaprayara@gmail.com
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