Porque a existência um deus é uma impossibilidade

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No início do mês de setembro de 2010 houve um alvoroço na mídia, salve assim como em meios religiosos, viagra dosage devido ao lançamento do livro “The Grand Design”, generic de Stephen Hawking. O motivo é muito simples: neste livro, Hawking afirma com todas as letras que “deus não criou o Universo”.

Você pode ver a repercussão que houve na época nestes links:

Isto gerou até mesmo uma declaração do Papa, de que deus seria sim o responsável pelo Big Bang, como você pode ler aqui.

Confesso, ainda não li o livro de Hawking, mas assisti o 1º episódio da série Curiosidade, do Discovery Channel, entitulado “Deus criou o universo?”, que foi ao ar no último domingo (23/10/2011).

Neste programa Hawking explica exatamente isto, isto é, o argumento pelo qual ele afirma que deus não criou o universo, o qual eu tentarei explicar abaixo.

Segundo Hawking, um universo é basicamente formado de matéria, energia e espaço que, portanto, o que você precisaria para criar um universo seria destes 3 ingredientes. Contudo, para quem conhece minimamente a Teoria da Relatividade Restrita, de Einstein, sabe que a matéria e energia são, em termos leigos, apenas duas formas da mesma coisa. Isto é expresso pela equação mais famosa da física:

Assim, deixaríamos de necessitar de 3 ingredientes e passaríamos a necessitar de apenas 2 ingredientes: energia e espaço. Hawking ainda chamou o espaço de energia negativa, fazendo com que estes 2 ingredientes passem a ser energia positiva e energia negativa, isto é, apenas 2 formas de energia. Mais que isto, segundo ele, se você subtraísse a energia negativa da positiva, o resultado final seria 0 (zero).

Para explicar isto é simples. Imagine a seguinte analogia: um homem tem um terreno plano e quer criar um monte sobre ele. Então ele pega uma pá, tira terra do chão e vai a amontoando. O que acontece ali é que, além de criar o monte (energia positiva – matéria e energia), ele também cria um buraco (energia negativa – espaço).

O significado disto é que quando o universo surgiu, ele tinha tanta energia, que as próprias leis da física fizeram com que ele expandisse. Ou seja: uma vez que surgiu, não poderia ter acontecido outra coisa.

Mas e o surgimento do universo em si? De onde veio toda esta energia concentrada num ponto menor que um átomo? Bem, para explicar isto, basta lembrar-se de dois artigos que já foram postados aqui no Livres Pensadores anteriormente: “Confirmado: a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico” e “Luz é gerada a partir do nada”.

Citando o segundo dos dois artigos indicados:

Um exemplo típico da estranheza do mundo quântico é o vácuo: faça um vácuo perfeito, eliminando tudo de um determinado espaço, até a última molécula e o que você terá? Nada?

Não exatamente: você terá o vácuo quântico.

O vácuo quântico é um estado com a menor energia possível, uma espécie de sopa de campos e ondas de todas as frequências, o que inclui as forças eletromagnéticas, mas também as ondas que representam as partículas.

Nessa sopa real, partículas saltam continuamente entre a existência e a inexistência.

Este tipo de coisa, isto é, partículas saltarem entre a existência e a inexistência acontece a todo o tempo. Contudo, sempre em pares: uma partícula positiva e uma negativa, fazendo com que, no final, elas se anulem (por isto elas voltam para a inexistência).

Segundo a Wikipedia:

Ao contrário do que se entende comumente, o vácuo é cheio de partículas potenciais, pares de matéria e antimatéria virtuais, que estão sendo constantemente criadas e destruídas. Elas não existem como entidades observáveis, mas exercem pressão sobre outras partículas (Efeito Casimir).

Assim, basicamente, o que aconteceu foi que uma partícula infinitesimalmente pequena e infinitesimalmente densa pulou da não existência para a existência e, antes mesmo que ela pudesse ser destruída, passou a se expandir.

Além disto, como argumenta Hawking, não existia tempo antes do surgimento do Big Bang. Em outras palavras, o tempo foi criado exatamente como consequência do Big Bang. Afinal, o próprio espaço foi gerado pelo Big Bang e tanto ele quanto o tempo são intrinsecamente ligados.

Uma analogia possível para explicar isto, imagine um buraco negro. Buracos negros são extremamente massivos e extremamente pequenos por esta massa, ao pondo que nem mesmo a luz escapa dele. E, como sabemos pela Teoria da Relatividade Geral, de Einstein, a massa distorce tanto o espaço (gerando a gravidade), quanto o tempo. Agora imagine um relógio sendo sugado por este buraco negro. Conforme ele se aproximasse do buraco negro, ele iria passando mais e mais devagar. Agora o relógio entrando no buraco negro e, claro, que ele resistisse a gigantesca força gravitacional, não se destruindo. Bem… O relógio simplesmente pararia. Isto porque o tempo dentro do buraco negro. No buraco negro o tempo simplesmente não existe.

Assim, não há como existir um deus antes do Big Bang, simplesmente porque não existe um “antes do Big Bang”.

Adicionando mais um argumento, o qual foi criado por mim mesmo (do autor do artigo). Segundo a Wikipedia:

Um moto-contínuo, ou máquina de movimento perpétuo (o termo em latim perpetuum mobile não é incomum) são classes de máquinashipotéticas as quais reutilizariam indefinidamente a energia gerada por seu próprio movimento. A existência de um dispositivo moto-contínuo é geralmente aceita como sendo impossível, de acordo com o nosso atual conhecimento das leis da física.

Ou seja, segundo a ciência, só podemos afirmar a inexistência ou impossibilidade de coisas que violem as leis da física (é o caso de moto-contínuos). Então… A existência do paranormal, em si, não violaria as leis da física?

Pois é. Tais questões, como aquelas apresentadas por Hawking e esta apresentada por mim, não costumam ser encaradas pelas pessoas. Elas não desafiam a questão existência ou inexistência de deidades simplesmente por medo da reação dos religiosos ou por respeito a religiões. Mas, acho, já passou o tempo de isto ser modificado.

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Autor(es):

Mário César

Sou formado em Engenharia de Software e QUASE em Ciência da Computação (não concluí). Pretendo, agora, fazer astronomia na USP assim que possível para, depois, me especializar em astrobiologia. Sou um apaixonado pela ciências em geral e gosto muito de investigar alegações extraordinárias (como a ufologia, por exemplo).

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45 Comments

  1. Ví vários errinhos conceituais, porém, a idéia geral está correta.

    Eu não diria que não existia tempo antes do Big Bang, não quando a teoria dos universos paralelos pode afirmar o contrário, embora não com toda a certeza.

    Mas em todo o caso, teríamos aí, no início de tudo (inclusive do primeiro dos universos, caso a Teoria dos paralelos seja verdadeira) o surgimento (e não criação, evite esta palavra neste contexto) do tempo.

    O tempo nada mais é do que o grau de transformação da matéria, sem matéria não há tempo, como você disse, num vácuo total não existe tempo.

    Mas eu não creio que possa existir ou que possa ter existido o que chamamos de “nada” absoluto, pois num pensamento matemático (proposto por exemplo na filosofia de Spinoza) podemos conceber que as leis das ciências e da matemática são eternas, embora a matéria possa não ser, até mesmo o mais “absoluto” dos “nadas” é regido por estas leis e outras que nós não conhecemos.

    Assim, posso perceber que sempre houve e sempre haverá um “algo”, independente do tempo e da matéria, pois como vemos, estes dois são efeitos da natureza (para Spinoza, a Natureza -ou Deus spinozano- é o conjunto infinito das causas e efeitos finitos, novos efeitos surgem a cada dia que passa, novos efeitos que podem ou não desencadear em novas causas, até mesmo as leis do universo estão sujeitas à esta árvore de surgimentos).

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    • Não, Octavio. Mesmo no multiverso, que é o local onde todos os universos ficariam, não existe tempo. Apenas dentro de universos. Além disso, mesmo que isto exista e existam universos mais antigos, eles não podem interagir de forma alguma, seja com o multiverso, seja com outros universos. 😉

      No vácuo total existe tempo sim. E passa mais rápido do que aqui na Terra, que passa mais rápido que no Sol, etc. No caso de Buracos Negros é que o tempo não existe. Saca?

      Sim, o “nada” era regido pelas leis da física. Mas, como não havia tempo, elas não aconteciam, digamos assim.

      Então… Se você fala de Spinoza, você está falando de panteísmo. E o panteísmo é só uma forma mais leve de ateísmo, digamos assim. Pra eles, deus é o universo em si, ou a natureza, como preferir. Ou seja, não é uma inteligência. Saca?

      Além disso, a ideia do universo eterno e estático, como o que Spinoza imaginava, já foi derrubada. E isto aconteceu por causa de Albert Einstein, das teorias dele, apesar dele imaginar o mesmo que Spinoza. 🙂

      Abraços!

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      • O que você chama de nada? O “não-ser”? Vácuo absoluto? Acho que o termo nada que Hawking usa não significa “inexistência de qualquer coisa” é o que ele chama de vácuo quântico, algo que está muito longe de ser nada!
        Acho que a ciência ainda não deu a resposta para a pergunta: “Porque existe algo ao invés de nada?”

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  2. Muito bom o texto !!

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  3. Por favor, esclareça a duvida de um leigo.
    Seguindo está lógica de energia positiva – energia negativa é zero, quer dizer que O UNIVERSO NÃO É INFINITO, uma vez que a quantidade de espaço deve ser proporcional á quantidade de energia, ou seja, o espaço existe até atingir esse tamanho (proporcional há quantidade de energia) depois disso não pode haver nada.
    É isso mesmo ou entendi errado O UNIVERSO NÃO É INFINITO? Ou a idéia de que o universo é infinito se baseia no fato de que esse processo de criação de energia positiva e energia negativa nunca para?

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    • Fala, Rodrigo. Tudo bem?

      Então, o universo realmente não é infinito. E é fácil de explicar o motivo: ele surgiu de um ponto e passou a expandir. É, muito provavelmente, uma esfera, mas em 4D (nem me pergunte como seria isso, porque também não consigo imaginar).

      Energia negativa continua sempre sendo criada, com a expansão do universo. Os limites estão ficando cada vez mais distantes, as galáxias estão se distanciando devido a isto, etc.

      E energia positiva (energia e matéria) também: estrelas de nêutrons são capazes de ativar o vácuo quântico à sua volta, fazendo com que a matéria pule pra realidade e não seja destruída. 😉

      Enfim, é basicamente isso. 🙂

      Abraço!

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      • Oi Mário, tudo certo?

        O texto está bem didático porém esse comentário nem tanto. Não se sabe se o Universo é infinito. Você afirma que ele não é, porém, é mais provável que o Universo seja infinito.

        Tente se aprofundar nisso.
        Abraço.

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        • Fala, Ricardo!

          Não, ao contrário! O mais aceito, hoje, é que o universo seja finito. Afinal, ele expande, o que faz com que fique cada vez… maior. Só dá pra ficar maior se for finito. 😉

          Além disto, o mais provável é que ele seja uma esfera em 4D. (Nem ideia de como poderia se parecer, mas enfim.)

          Dá uma pesquisada sobre o tema, você vai achar ótimos textos sobre o tema. 🙂

          Abraços!

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          • Não é o que parece Mário.
            Dê uma olhada no que o Ernesto falou a respeito

            http://www.formspring.me/wolfedler/q/26654428638689289
            6
            http://www.formspring.me/wolfedler/q/2147644862

            Não é tão simples quanto parece. Quando falamos de Universo estamos falando do maior mistério de todos.

            Se bem que infinito ou finito não muda muita coisa…o que muda mesmo é saber como tudo começou.

            Abraços.

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          • Eu sei, Ricardo Diaz. Mas o Ernesto não é astrônomo, apesar de gostar do tema.

            Entre numa comunidade de astronomia qualquer, seja no Orkut, seja no Facebook (posso te indicar a minha: http://www.facebook.com/groups/astronomia.brasil/ ) e pergunte isto. 😉

            Abraços!

            VN:F [1.9.22_1171]
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      • ”que a maeteria PULE PARA A REALIDADE e não seja destruida” , olha fiquei realmente intrigado com o que quer dizer essa afirmação?
        Pular pra onde, o que seria a realidade?rs

        Se pude eu , um semivacuo quantico, com um leve tom de intelgencia aleatoria – que me faz um DEUS?! Afinal Deus é inteligencia governante e eu governo meu sintema de vacuo quanticos proprios; sou Deus dos meus arredores percebidos – agradeço muito!

        * toda materia oscila a ponto de existir por metade do tempo pelo qual vibrando existe, ou seja, tal como pela lei da gravidade existe o ponto de não gravidade , o ponto zero – basta jogar algo para o ar e constatar – , existe um vacuo onde não existimos enquanto materia ‘nessa nossa dimensão de : 4D?!?!”. Entende? Isso é Fisica Quantica moderna. Dai sou um semi vacuo…. E ja que tenho grande maestria sob um conjunto de massa que representa uma quantidade x,dizem mesmo qu eé incalculavel em termos quanticos de nergia!, sou um Deus de meu sistema – ate porque meu nivel de intepretação modula todas as leis desse sistema aponto de causar um comportalmento aleatorio variavel, onde tenho um poder de maestria bem diverso de outros semi-vacuos iguais a mim. Entende semi-vacuo espelho psicodinamico a quem agora chamo de Mario Cesar!? COncorda que somos Deuses, ou melhor dizenod Semi-Deuses?

        Sera que em temros macro existe esse mesmo tipo de aleatoriedade em algum sistema tambem?

        Como explicaros MONGES SHAOLIN que conseguem literalmente extinguir o proprio vaco quantico ao utilizar grandes facões de onde se apoiam ,unicamente, como força da gravidade… pois, não expliquei bem: o vacuo quantico determina a ”dureza de uma susbntancia”. Por exemplo, a agua tem um vacuo quantico,e portanto um tempo de oscilação maior, do que nosso corpo ”humano”. E uma faca por exemplo qu efacilmente nos perfuraraia tem uma oscilação menor ,e portanto um vacuo quantico menor, do que o nosso. O misterio estar quando CAMINHAMOS SOBRE AGUAS ou quando AS FACAS NÂO NOS PERFURAM! Tecnicamente ,visto isso, esses dois ‘atos’ historicos,,e no caso dos Monges Shaolin,catalogadas, é a replicação de um fenomeno quantico alterado pelas leis da INTELEGINECIA, ou seja POR UM DEUS?

        Se desejar explico-lhe com melhor meio as bases teoricas desse termo da oscilação que aprendi em MEdicina Quantica, com um dos professores mais famosos no mundo, inventor de varias maquinas com aplicabilidade na Fisica e na Medicina, professor de um centro para pesquisas em fisica quantica na Europa e que da aulas no mundo todo:Dr. VICTOR J. MATTOS.
        A interpretação do ato dos monge shaolin especificamente issso eu quem elaborei agora. Porque é um misterio à ciencia se ignorarmos as leis quanticas, que para a maioria dos fisico sé melhor bota-las de lado para não se confundirem todos!! Ou seja: não querem se dar o trablaho de entender o que modula a fisica classica como realidade…

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        • “Pula para a realidade” significa isso mesmo. Que não existia e, de repente, passa a existir devido a flutuações do que chamamos de “espuma quântica”. É geração espontânea mesmo, de matéria e energia.

          Aconselho que pesquise a respeito disso. Há um texto, aqui no LP mesmo, sobre criação de luz do nada.

          Poderíamos, inclusive, criar energia do nada. O problema é que é muito possível que gaste-se uma quantia grande de energia para gerar bem menos energia… Coisas da termodinâmica, enfim.

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          • Quem bom Mario Cesar qe sempre respondes…

            Mas sabia qeu a lei da termodinamica não vale para os sistemas biologicos – quer dizer, é lei so na FISICa e nao na BIOLOGIA?
            Ou seja: nao pode ser lei…

            Ja le sobre as ”TRANSMUTAÇÕES BIOLOGICAS DE BAIXA ENERGIA”?

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          • Alem disso, sabemos tambem sobre os Magnetos do corpo como veiculos de energia que determinam a velcidade de impulsos e a concordancia dos processo metabolicos par aum organismo optimo!

            Todo doente nesse sentido,sempre mesmo tera baixa carga mineral!
            Isso é rergra, podes pesquiaser… Se ha uma boa frequencia gerade pleos metais dentro do corpo nenhum adoencimento aparece. Isso é a MEDICINA GERMANICA, amais avançada e efetiva do mundo, a que uniu os conceitos da fisica com a biologia..
            NUm modleo basico se sabe que: da BIOFISICA NASCE A BIOQUIMICA e DA BIOQUMICA A BIOLOGIA…
            E nesse ponto te pergunto: porque então a lei da termondinamica não vale para os sistemas biologicos?
            POrque, oras , não é uma lei – nem pra fisica!rsrs
            COmo pode a regrar nao ser regra?

            A proposito estou revendendo uma serie de 3 cursos em DVD diferenciados sobre a mEDICINA QUANTICA, são formações incrives, um de introdução e outros 2 realmente bem completos – vao das teorias a aplicação pratica da teoria no rpocesso de aodencimento e envelhecimento humano. Se itveres interesse é so requisitar por email: yuricastello@hotmail.com

            Estou fazendo um preço 5% abaixo, porque adquire há pouco,apenas para estudo pessoal.

            Quanto aos magnetos espalhados pelo corpo observa-se menor organização e asism baixa emissão de biofotons naquelas pessoa smais doentes!

            Algo aidna mais interessante é sobre o cacner – qenum processo biologico de ordem no adoecimento, seria o ultimo estagio: vem de toxinas que sobrecarregam o metabolismo e passam impedir um bom sistema de assimaação e de eliminiação do nosso corpo, e ai passam a se acumular em areas que ficam então com baixa oxigenação e com estimulo inflamatorio do proprio metabolismo e de causas externas ()proteinas que passam pra corrente sanguinea ou presença de metais pesados que hoje temos aos montes por exemplo), então da inflamação temos o apareceimento de adoencimenso mais simples, queda do sistema imunoligico e com o tempo doenças cronicas ou ulcerações… O diante disso no fim as celulas envolvidas podem escolher 3 saidas ante a degeneração rpovocada pela carencia de nutriente/ingesta e acumulo de toxinas e o processo de decandencia metabolica /estimulo inflatorio ( e hoje ja se reconhec uma quarta saida na medicina moderna ): 1. Retenção de líquidos no espaço intersticial de modo a diluir os ácidos e permitir que os nutrientes e o oxigénio cheguem até ela, para que ela possa se alimentar e sobreviver;
            2. Sequestrando sódio (Na+), cálcio (Ca+) e potássio (K+) das estruturas ósseas que vão reagir com os ácidos e formar sais que se depositam nos tecidos moles. A isso se chama tamponar, ou seja, transformar os ácidos em bases;

            3. Eliminação dos ácidos através da pele e das mucosas;

            4. Mutação = Câncer ou Apoptose celular

            VEmos que no 3 muitas doneças mais serias se manifestam, desde autoimunes a ulceras, por exemplo e outras tantas.. Temos alias uma cliasifcaç~çao de doenças em 7 a 9 estagios, mas o mecanismo bioquimico é sempre o mesmo.
            Então diante de tudo ao final de tudo a celula sofre apoptose ou mutação (=cancer).
            Ai voolta aquestão da emissoa de biofotosn que citei no incio: a celula sã num corpo são,com alta carga mineral (quanto mais biologica , natural, a aliemntação mais trata alta carga mineral,alcalinidade), emite uma constancia e uma apmplitude maior de biofottons.. COnfoem aparecem os processos degenerativos do adocecimneot o organismo como um todo ja vfica menos vital e nas areas onde se localizam as manifestções do ”adoecer” (hoje e pelo exposto ve-se que uma doença naõ surge sozinha mas por um contexto que a favorece) a emissão de bioftons torna-se ainda mais precaria… Ja on cancer qeu seria um pulo para uma realidade alem do ADOECER – ao inves de morrer,sucumbi, resolve da rum jeito: mutar-se,na analise fotonica, a celula volta a tentaremitir so que ao inves de tentar normalmente passa a ser de modo exagerado,muito mais frequente ,intenso, que uma celula normal, harmonizada,faria, biofotons.

            Iso é interessant enortar..

            A ainda questionamentos sobre a qualidade da energia como somente ATP pois não seri suficnete pra dar conta de tudo que ocorre no nosso metabolismo, então faz-e necessario um veiculo mais rapido do que a bioqumica, ou seja, um moduso bioficsico de explicar a enrgia, e nela explicamos com BIOFOTONS, com CARGA MINERAL, que resriam algo como uma ressonancia. Quanto maior a carga mineral maior conseguuimos ciruclar a enegia pelo corpo, mais rapidas sao as respostas metabolicas.. Tano que se confirme pela experienciq ue aunto maior carga mineral uma dieta tem maior o rendimento atletico.
            Nao ´pe so ques~tao de nutrir mas de dar suporte a um transpforte de energia que esta alem do ATP!
            Claro que ainda é uma hipotese, mas na pratic a´o que se ver por exmeplo nos estudos sobre a agua no mexico: replica a formula molecular criada por um agrupamento perfeito dos magnetos (so existe isso pele alta carga devido a ingesta de minerais biodisponiveis – suplementos nao consegue isso do mesmo modo, sendo mais de 10x menos eficientes e é impsovsivel mesmo que façam o mesmo que alimentos ,sairia tao caro quenao compensaria) na agua e assim tem curado pacientes terminais de cancer que foram levados para morrer em casa pela medicina ”dos remedios” que usa o mesmo tratamento ha decadas: quimoterapia.
            É imrpesisonante como esses pacientes as vezes tem a face toda carcomida por um cancer, aponto de ver todos os dentes,como num caso de um jovem, e logo a face vai se recontituindo. O tratamento: essa agua estimulada emlaboratorio e antioxidantes. Onde se observa que os pacientes mais otimistas, com mais ganas de vida,alegeres,se recuperam as vezes 50% mais rapido!
            (essa medicina poucos veem e se tratam dela – que alis tem curado tuo, sei dar todos os exemplos: desde AIDS AO CANCER – porque ão da lucro aos intermediarios da ”saude”: farmaceuticas! Da menos lucro a varios setores poderssimos, inclsuive de suplementos,alimentos. Os medicos que conseguem curar hoje – veja que praticmaent enhum medicamento cura, nem mesmo a gripe! que tambem tem modo de curar rapidamente oa contrai-la, não é divulgo.. Os medicos qeu descobrem isso, fazem cursos ,se especializam elem, ou mesmo varios d amedicina natural, apsam ser rechaçados, deixam de receber convites par aocngesso que sao financiados pela industria ,etc)
            Cetamente existe um fator muito serio nesse mundo da eenergia que trancend nosso reciocinio matematico/cartesiano…A ciencia nao eplica tudo.. Por isso que acredito em DEUS,.. O UNIVERSO É UM GRANDE DEUS e nos PEQUENOS DEUSES de nosso universo biologico – apoi minhas terorias no acima exposto junto ao que li (e vivenciei?minha experiencia é irrelevante para convencimento na minhaotica) sobre varios fenomenos inexplicaveis onde a replicação em laboratorio parece inegavel – desde o livro ” o poder teleculto” ao fenomeno do sungazing, que ja tive oprotinidade de ver de perto e conhecer um medico que apenas ingere 1 copo de suco de laranja ha mais de uma decada, ha monge s oreintais que em rede nascional passam mais de 3 dias num caixão vedado,sem ar e sobrevivem, ae as chuvas neuronais gama no cerebro e outros tantos fenomesmonos cujos que mais gosto são os de QI GONG dinsponiveis no you tube: mestres fazendo translocação de neergias, quenbrando e explidndo sapos e tijolos, rpovocando a distancia roxos em voluntarios… velhos mestres lutando com jovens apenas impornto energia,etc…. Quanticamente se pudessemos explicar o modo como nosso corpo desloca energia, juntao fotons,magnetos e sei la o que mais, talve entendessemos esses ultimos fenomenos. MAs ha mais dde outros tipos, que ainda começo a querer buscar.
            O que mediz,somos ou nao somos semi deuses num universo muito incrivel feito por um DEUS maior, ou um SEMI DEUS MAIOR!!??

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  4. Você diz que não acredita em Deus mas acredita em ufologia. Tu é um babaca mesmo. Espero que um ET te abduza.

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    • HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

      Pera, pera, pera… Eu ACREDITO em ufologia?! HAHAHAHAHAHA

      Cara, tu é hilário! 😀

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  5. Mário, parabéns pelo artigo. Eu também sou da área de TI e apesar de praticamente leigo em física,procuro estudar por conta própria por interesse pessoal. Eu li o último livro de Hawking, sempre concordei com o ponto de vista dele, mas tem uma coisa que não consigo entender ou aceitar, e queria saber sua opnião quanto a isso. É sobre o “Nada”, mesmo que no mundo subatômico é possível observar particulas aparecendo e desaparecendo do nada, isso é uma observação dentro de um espaço-tempo já existente, que é o nosso. Não é possível reproduzir “O nada original” para afirmar isso. E se o surgimento do Universo se fez respeitando as Leis da Fisica, as leis existiam se não como ele poderia surgir da forma que foi se essas leis não fossem uma premissa para isso?

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    • Fala, Carlos. Tudo bem?

      Vamos lá. Primeiro, o que acontece é que num vácuo quântico (total ausência de matéria e energia), ondas eletromagnéticas e de partículas continuam existindo, mesmo que estas coisas não estejam ali. Elas se criam e se destroem. Ok?

      Sobre o “nada original”, ele não existe. Porque simplesmente não existia tempo antes da partícula original começar a expandir. Não existe “antes” disto. Saca?

      Então, sempre existiu a pergunta sobre o que ou como essa “partícula original” surgiu, para poder começar a expandir. O que Hawking deu foi a resposta a isto: ela surgiu da mesma forma que partículas subatômicas surgem e desaparecem no vácuo quântico.

      Baseado nisto, um novo Big Bang poderia acontecer a qualquer momento, dentro de nosso próprio universo. Saca? Bastaria que uma partícula super densa e super pequena surgisse, da mesma forma que surgiu a original de nosso universo.

      Sobre as leis da física, não foi a expansão desta partícula original que as criou: elas já estavam ali. Saca?

      Enfim… É complicado de entender mesmo, mas é por aí a coisa. 😉

      Abraços!

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  6. Olá, eu tive a maravilhosa experiência de ver o primeiro episódio dessa série da Discovery Channel:”Curiosidades”.
    Apesar de não gostar da parte prática e cheia de fórmulas da Física, a parte teórica me encanta. Saber sobre as leis que regem o universo deveria ser uma matéria escola, pelo menos, pra min.
    Tenho apenas 17 anos, ainda estou trilhando um caminho para entender tudo o que existe mundo afora. Mas enfim, todos da minha família são cristãos e fui criada assim desde o princípio. A partir do momento em que procuramos entender o que existe e buscamos o conhecimento, vemos que nem tudo é da forma que imaginávamos e que existem BILHÕES de coisas que não sabemos. Estou extremamente confusa pois de um lado fui criada com as crenças religiosas e do outro, vejo que a física explica coisas que batem de frente com aquilo que aprendi. Quando foi que teve certeza que você era agnóstico e porque?

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    • Olá, Natacha! Tudo bem?
      .
      Antes de mais nada, não sou agnóstico, porque não tenho dúvidas sobre a existência ou não de deus: eu sei que ele não existe.
      .
      Mas assim… Pra mim a coisa começou não quanto a deus, mas quanto a religiões. Eu sempre tive uma má impressão, um arrepio na espinha quando via ou ouvia algo sobre religião. Tanto que, quando criança, eu tive que pagar uma promessa da minha avó, me vestir de anjo lá em Aparecida, etc, mas queria PICAR aquela roupa. Só vesti por ameaça de surra. HEHEHE
      .
      Isto poderia ser só uma má impressão, verdade, coisa da minha cabeça. Mas depois, ao estudar história, comecei a ver que eu não estava errado. É um absurdo sobre outro. Cruzadas, inquisição, caça às bruxas (onde mulheres inocentes, só por estarem a frente de seu tempo, pensarem diferente, etc, eram queimadas) e por aí vai.
      .
      Mas eu tinha uma crença ainda. Era deísta, digamos. Deus, mas sem religião. Depois, um colega me disse uma frase que fez todo o sentido: se você comparar o que a ciência diz com o que a religião e a bíblia dizem, verá que deus é a natureza. Passei a ser panteísta.
      .
      Ou seja, pra mim a palavra “deus” era só uma licença poética para dizer “natureza”, “universo”, “leis da física”… Enfim.
      .
      Daí pra me dizer ateu foi um pulo, principalmente ao ver o que religiosos falavam contra a ciência. Naquele momento me encheu e, pela primeira vez, me disse ateu.
      .
      Enfim, isso é só um resumo. Aqui tem algo mais completo: http://agloriousdawn.livrespensadores.org/sobre-mim/
      .
      Mas o importante é uma só coisa: a SUA visão sobre a coisa. Não importa o que eu disser, o que o papa disser, o que seus pais disserem. Neste assunto apenas você pode decidir ser X ou Y. 😉
      .
      E você ainda é nova. Não tenha pressa para decidir qualquer coisa. Pense com calma e com carinho. 🙂
      .
      Além disso, nada muda, não importa o que você se torne (teísta, deísta, panteísta, ateísta, etc…). Você continuará, sempre, sendo você mesma. 😉
      .
      Enfim, é isso. 🙂

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      • Bom, realmente me desculpe pelo “agnóstico”, é que eu estava vendo um perfil de um amigo meu que dizia agnóstico,mas ele se dizia Ateu pessoalmente, o que é um erro comum para quem não sabe a diferença de ateus, agnóstico e ceticistas. Isso impregnou na minha mente.
        Eu sei que sou nova, mas já fui católica, espirita e agora “evangélica”, mas sempre encontrava algo nessas vertentes que não aceitava e não aguento mais ver pessoas COMPLETAMENTE CEGAS E FANÁTICAS! Eu sei que no fundo acredito em Deus, mas eu tenho uma visão tão mais simples do que ele é! Não acredito que Deus criou o universo, nem que nenhum outro ser supremo tenha feito isso! Acredito que ele esta em tudo, em cada coisinha nesse mundo. Que ele não seja espirito, mas que seja energia.
        Me identifiquei bastante com o Panteísmo, principalmente com a parte de não acreditar que o universo seja oriundo de Deus, mas ainda sim não acredito em outros deus. Pelo menos, até agora…

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        • Sem problemas, Natacha. Não tinha como você saber qual seria meu caso. 🙂
          .
          Então, se gostou do panteísmo, pesquise a respeito. Um bom início é a Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%ADsmo
          .
          Sobre já ter sido de várias religiões e tudo mais, isso é normal. Todo ateu já teve pelo menos uma religião: aquela na qual os pais o batizaram. No meu caso, foi a religião católica. Já outros passaram por diversas religiões também e consideram isto como um aprendizado. 😉
          .
          Enfim, é isto. Qualquer coisa, fique à vontade para perguntar. 😉
          .
          Abraços!

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  7. É exatamente aqui que entra a minha questão:

    “Assim, basicamente, o que aconteceu foi que uma partícula infinitesimalmente pequena e infinitesimalmente densa pulou da não existência para a existência e, antes mesmo que ela pudesse ser destruída, passou a se expandir.”

    Foi provado cientificamente que a simples observação de um ser humano consciente interfere na matéria, isto foi observado no comportamento dos elétrons em um teste de interferência.

    Minha teoria é a de que esta foi o tipo de interferência que deu início ao Big-bang. Mas isto implica em alguém ou uma consciência ter observado…

    O que é a mente humana? O que é o universo da consciência? O Universo metafísico não influenciaria no Universo físico?

    Estas são minhas questões! Gostaria de saber suas opiniões! O que quero realmente é descobrir a VERDADE acima de qualquer coisa!

    Abraços à todos!

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    • Olá, Pablo.
      .
      “Foi provado cientificamente que a simples observação de um ser humano consciente interfere na matéria, isto foi observado no comportamento dos elétrons em um teste de interferência.”
      .
      Opa! Nada disso! Ter alguém ali olhando não muda absolutamente NADA. Até porque em ambos os experimentos da dupla-fenda (onde partículas subatômicas mostraram comportamento de ondas e, depois, de matéria), havia alguém ali olhando. Sempre.
      .
      Além disso, é possível fazer duas medições sem alterar o comportamento das partículas subatômicas: posição e velocidade. Contudo, se você fizer as duas ao mesmo tempo, a partícula muda de comportamento.
      .
      Mas o motivo disso é extremamente simples: para observar algo de coisas muito pequenas, normalmente você dispara elétrons contra elas (microscópio eletrônico, por exemplo, faz isso). E, ÓBVIO, vai mudar o comportamento da partícula. É como você querer observar uma bola de boliche rolando por uma pista, atirando outras bolas nela e medindo quando e a que velocidade as bolas voltam. Vai mudar o comportamento da bola observada ou não?
      .
      E mesmo que você fosse tentar observar com instrumentos óticos (coisa que não sei se é possível, mas acho ao menos improvável), você teria que disparar fótons contra a partícula (luz é onda, mas também é matéria: fótons). E, da mesma forma, mudaria o comportamento da partícula.
      .
      E o motivo é muito simples: tais partículas são EXTREMAMENTE leves. Qualquer coisa que colida nela fará com que ela mude de direção.
      .
      Sacou?

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    • Além disso, não é porque alguém observa que partículas vão pular da não existência para a existência e da existência para a não existência. Isso é como a natureza funciona. Acontece em TODO o universo. E, em alguns pontos (ou em certas condições laboratoriais) essa matéria não volta a não existir.

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      • Obrigado pela resposta Mário, mas em dois documentários que assisti, ambos não deixam dúvida de que o simples fato de observar o experimento com os elétros interfere no resultado, é exatamente o experimento com fenda dupla que você mencionou. Mas como eu disse antes, estou em busca da verdade, seja ela qual for. Vou continuar estudando!

        Abraço!

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  8. Oi Mário

    Parabéns pelo texto. Especialmente pela clareza com que explica as coisas, você escreve muito bem. E, acima de tudo, tem uma cabeça aberta, muito bom (:

    Li um livro muito legal (The Fabric of Reality) de um físico chamado David Deutsch (nenhuma relação comigo, que eu saiba) em que ele diz que estamos mais perto do que nunca de uma Teoria do Tudo. Vale a pena ler. Ele diz que o conceito de multiverso pode ser enganador. Descobriu-se que o “tudo” é composto por essas “bolhas paralelas” por causa do efeito quântico e convencionou-se chamar cada uma das bolhas de universo. No começo do século vinte chamava-se a galáxia de universo e depois quando descobriram outras galáxias passaram a chamar o conjunto das galáxias de universo, ampliando a idéia, mas dessa vez fizeram o contrário, conservaram o nosso universo com esse nome e ao todo, o conjunto das bolhas, chamou-se multiverso. Pessoalmente acho que seria mais sensato ampliar novamente a idéia de universo, nem que fosse pra que a palavra continuasse fazendo sentido. (Mas enfim, assim como átomo quer dizer indivisível e sabemos que pode ser dividido, não há porque o uni-verso não ser único…)

    Quanto a religião: tem pessoas que nasceram e sempre foram sem religião e sem deus. Eu por exemplo, que sou filho de dois ateus. Sofri pressão das avós (um avô, de origem judaica, não dava bola pra religião e morreu muito cedo, o outro era ateu também) e claro, dos amigos e colegas e professores e todo mundo nesse mar de católicos-espíritas-umbandistas em que vivemos. Acho as religiões interessantes do ponto de vista histórico, como mitologia, e adoro a idéia de que todo mundo é ateu. Nós, os ateus assumidos, só não acreditamos em um deus a mais do que os cristãos e judeus e muçulmanos…

    E é essa visão que me fez ter mais certeza da veracidade do ateísmo. Cadê Zeus, Apolo e todos os outros? Os ultra-poderosos deuses egípcios? Desapareceram? Se ninguém acredita neles eles somem, perdem a força? (Você leu o História sem Fim? Ele usa essa idéia, mas com os personagens de contos infantis e não deuses.)

    E, mais importante, não é absolutamente óbvio que as pessoas assumem as religiões de seus parentes, dos locais onde nasceram, com raras exceções? Religiões são ocorrências geográficas. Religião é um fenômeno social e não algo paranormal.

    Pra Natacha: Muito legal o caminho que você tá seguindo, é por aí mesmo (: Pensar por si mesma é a melhor coisa que você pode fazer. Pelo que falou do seu conceito de deus, você está muito perto de uma idéia que é a única que considero admissível para a existência de um criador: que seja alguém real, de “carne e osso”, que criou o universo fazendo uma experiência ou algo assim (gosto de pensar que faz parte de uma espécie muito antiga e desenvolvida e que o nosso universo foi o resultado de uma brincadeira mal sucedida de uma criancinha que mexeu escondida nas coisas do pai… ((: “Nenê fez caca”). Essa idéia (sem a parte cômica) também não é minha, tirei do Arthur C. Clarke (ele ficava bravo se não colocassem o C.), nas sequências do livro Encontro com Rama (um dos melhores dele).

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    • Olá, Sylvio! Tudo bem?

      Obrigado pelo elogio! HEHEHE

      E é verdade o que você disse sobre religiões. Eu diria que chega a ser um fenômeno cultural mesmo. No meu caso em particular, nasci católico. Minha mãe está mais pra agnóstica, mas meu pai é mais religioso, assim como a mãe dele (a avó que mais conviveu comigo). E eram mais eles que falavam comigo sobre o tema.

      Então eu cresci acreditando numa deidade, mas já não gostava de religiões, igrejas e tal desde pequeno (eu estava mais para deísta que qualquer coisa). E, depois, com a idade fui me libertando. 🙂

      Sobre as religiões, concordo contigo. Acho que ela teve importância fundamental para nos unir em sociedades (pequenas, lááá no início, principalmente para construção de templos e coisa do tipo – e foi aí que o homem criou a agricultura e pecuária), mas nada além disso. Acho que o homem poderia ter criado tudo de belo que criou por causa de religiões, mesmo sem elas, saca?

      Mas, ainda assim, produziram coisas belíssimas e que, claro, tem de ser protegido e bem cuidado. Mas não a religião. Para mim, ela é descartável hoje em dia. 😉

      Sobre o Livro “História sem Fim”, não li… É aquele que deu origem aos filmes de mesmo nome? Se for, os filmes eu assisti. HEHEHE

      Sobre a existência de um deus, eu sempre imaginei algo como um aluno de graduação rodando uma simulação para seu TCC. HEHEHE – E detalhe: se estivéssemos vivendo numa simulação assim, numa “matrix”, como saberíamos?! 😉

      Contudo, pelas novas conclusões do Hawking e de outros físicos, mesmo que estejamos numa simulação, ela pode ter iniciado sozinha (o que, aliás, será sempre o mais provável – Navalha de Occam – enquanto a existência de um deus não seja provada cientificamente – o que eu acho extremamente improvável). 😉

      Abraços!

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      • Oi Mário

        Como nasci num ambiente ateu, desenvolvi uma curiosidade pelas religiões, li bastante e continuo interessado em aprender, mas é meio assim como um cientista olhando no microscópio (: A última que achei interessante foi o budismo, com aquela história de que não é religião e sim filosofia (mentira, é religião sim, tudo começa com uma crença que não deve ser contestada).

        >> Sobre as religiões, concordo contigo. Acho que ela teve importância fundamental para nos unir em sociedades <>se estivéssemos vivendo numa simulação assim, numa “matrix”, como saberíamos?! <<

        Então, recentemente vi um episódio no History daquela série com o Morgan Freeman, eles falam das simulações em computador, mundos em que podemos viver (adoro o Second Life, se não conhece, entre lá e me procure: Fatbear Flamand) e eles dizem, simplificando, que esses mundos, se nos aproximarmos bastante, não são mais que pixels. Pois recentemente parece que encontramos os "pixels" da realidade, os quarks. Taí uma idéia que reforça essa hipótese do universo como simulação (:

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        • e aposto q nem se engajou na meditação,certo?

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  9. Parece até com as teorias místicas de antigamente….

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  10. .

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  11. ja havia visto o video do cientista em questão e o achei fascinante, sua argumentação é solida e o fato dele alegar que Deus não criou o universo é uma ideia plausivel. acredito em Deus, porem eu acredito tambem que nem tudo é Deus. parabens pelo trabalho

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  12. Bom, vi a série, achei seu blog, você é formado em ciência da computação como eu, então talvez seja capaz de me entender e responder algumas das dúvidas que o programa criou em mim (de fato, criou muitas mais do que respondeu), visto que parece conhecer do assunto.

    1) Sobre a energia negativa, a partir de quando ela foi comprovada? O programa trata tal energia como certeza, mas até onde eu sei ela é uma necessidade teórica e não comprovada, apesar de alguns outros programas da Discovery tentarem dizer o contrário, com exemplos de aparatos que reproduzem o efeito Casimir. Para mim a energia negativa parece fundamental para o argumento do Hawking.

    2) De novo sobre energia negativa, a partir de quando foi comprovado que, de fato, ela se anula com a energia comum?

    3) Li alguns comentários seus, sobre como bastaria apenas que o “grão primordial” tivesse surgido espontaneamente, como as partículas subatômicas no vácuo quântico, mas o que o programa mostrou foi o contrário, pelo menos o que eu entendi é que tal “grão” já existia, porém em um ambiente sem tempo e sem espaço, onde nada acontecia, como o que de certo modo é provável que aconteça no interior dos buracos negros (inclusive eles mostram o interior desse grão e as reações vão “congelando”, mostrando que não havia tempo). Qual é a visão correta?

    4) Sobre a tentativa de criar um paradoxo entre Deus e o tempo, na minha visão uma contradição na própria argumentação é criada. Você mesmo nos seus comentários já explicou que essas partículas são criadas no vácuo quântico, onde o tempo passa “mais rápido” que aqui na terra, deduzo que por conta da influência gravitacional, porém, me parece um cenário totalmente diferente do grão primordial, onde não havia tempo para Deus, nem tampouco para que qualquer reação acontecesse. Porque uma reação aconteceu em um universo onde o tempo não existia? Como é possível? A criação espontânea é uma exceção à falta de tempo?

    5) Um colega perguntou sobre o vácuo quântico e a criação espontânea e sobre antes do big bang, e a sua resposta foi basicamente que “não existe” antes do big bang, e suponho que também seja que não existe o “além” do big bang. Dado que para que essa criação espontânea aconteça é necessário o vácuo quântico, que está contido no nosso universo, podemos extrapolar até que o universo volte ao grão primordial. Nada existe além desse grão, nem o vácuo quântico, e portanto nada pode ser criado espontaneamente fora desse grão. Se pegarmos esse grão e jogarmos fora, porque não temos somente a “não existência”, seria muito mais simples não existir nada, do que existir um grão primordial de onde se deriva o espaço e o tempo e onde esse estopim tenha acontecido. O programa também não explica a necessidade desse grão, ou das condições para que ele tenha surgido.

    Existem algumas outras perguntam que me surgiram durante o programa, provavelmente algumas delas tenham respostas, muito embora não no programa e talvez não de uma maneira compatível com o que pensa o Hawking. Mas gostaria que essas pudessem ser analisadas e respondidas por você, tentando manter o cenário apresentado no programa.

    Abraços,

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    • Olá, André. Tentarei responder suas perguntas da melhor forma possível.
      .
      “1) Sobre a energia negativa, a partir de quando ela foi comprovada? O programa trata tal energia como certeza, mas até onde eu sei ela é uma necessidade teórica e não comprovada, apesar de alguns outros programas da Discovery tentarem dizer o contrário, com exemplos de aparatos que reproduzem o efeito Casimir. Para mim a energia negativa parece fundamental para o argumento do Hawking.”
      .
      Acho que você se confundiu de energia. O que Hawking chamou de “energia negativa” é nada além do espaço vazio – o vácuo. Para entender, lembre-se da equação de Einstein: E = m.c². Matéria e energia são, basicamente, duas formas da mesma coisa, elas podem uma ser convertida na outra. Ok? Então ele chama ambas apenas de energia. Então, por o espaço vazio ser a ausência de energia, ele o chamou de energia negativa.
      .
      Você deve ter confundido com a energia escura, que é a energia teórica que faria com que o universo se expandir, sendo uma quase antigravidade. Esta ninguém sabe o que é, como é, como cheira, que gosto tem, etc. HEHEHE
      .
      “2) De novo sobre energia negativa, a partir de quando foi comprovado que, de fato, ela se anula com a energia comum?”
      .
      Será que aqui você não tá falando de antimatéria? Se for, ela é criada o tempo todo em acelerador de partículas. Já foi testado e tudo mais.
      .
      “3) Li alguns comentários seus, sobre como bastaria apenas que o “grão primordial” tivesse surgido espontaneamente, como as partículas subatômicas no vácuo quântico, mas o que o programa mostrou foi o contrário, pelo menos o que eu entendi é que tal “grão” já existia, porém em um ambiente sem tempo e sem espaço, onde nada acontecia, como o que de certo modo é provável que aconteça no interior dos buracos negros (inclusive eles mostram o interior desse grão e as reações vão “congelando”, mostrando que não havia tempo). Qual é a visão correta?”
      .
      Não. O grão surgiu por flutuações no vácuo. Assista o episódio novamente, ele está aqui: http://livrespensadores.org/documentarios/curiosidade-episodio-1-deus-criou-o-universo/
      .
      Estas flutuações criam matéria, literalmente do nada, o tempo todo. Contudo, isto acontece apenas no vácuo absoluto (vácuo quântico). Tais partículas são sempre criadas em duplas: uma partícula e uma antipartícula. Elas se eliminam, voltando a pular para a não existência. Porém, há casos onde o vácuo quântico pode ser “ativado” (principalmente próximo a buracos negros e estrelas de nêutrons) em nosso próprio universo, fazendo com que as partículas sejam criadas, mas não destruídas.
      .
      No caso dessa partícula da qual o universo surgiu, ela só não foi destruída porque, antes que isto pudesse acontecer, ela começou a se expandir.
      .
      “4) Sobre a tentativa de criar um paradoxo entre Deus e o tempo, na minha visão uma contradição na própria argumentação é criada. Você mesmo nos seus comentários já explicou que essas partículas são criadas no vácuo quântico, onde o tempo passa “mais rápido” que aqui na terra, deduzo que por conta da influência gravitacional, porém, me parece um cenário totalmente diferente do grão primordial, onde não havia tempo para Deus, nem tampouco para que qualquer reação acontecesse. Porque uma reação aconteceu em um universo onde o tempo não existia? Como é possível? A criação espontânea é uma exceção à falta de tempo?”
      .
      Então… Deixa eu ver se explico. Não havia tempo neste universo, até porque ele sequer existia, mas no multiverso existia. Imagine um tempo dentro do universo (que já é relativo) e outro fora. Parece loucura, mas é nisto (Teoria M ou simplesmente Teoria das Supercordas) que esse último trabalho do Hawking implica.
      .
      Então assim… Imagine o vácuo quântico (que é praticamente o “nada”: tem espaço, tem tempo, mas não tem mais nada), o tempo passando e, de repente, cria-se tal partícula (que daria origem ao universo). Bem… O que você lembra quando te digo “uma partícula infinitesimalmente pequena e infinitesimalmente densa”? Não sei você, mas para mim lembra BURACO NEGRO.
      .
      O que acontece num buraco negro? Bem, segundo Einstein, o tempo não passa. Ele PARA. Por isso não existia tempo dentro de nosso universo em seu início. Esse tempo “intra-universal” só passou a existir depois da expansão começar (que foi imediato – ou eterno, não sei, não havia tempo).
      .
      Isto é uma forma de entender. Mas talvez não exista tempo, como conhecemos, fora do universo (no multiverso). Talvez seja algo completamente diferente.
      .
      “5) Um colega perguntou sobre o vácuo quântico e a criação espontânea e sobre antes do big bang, e a sua resposta foi basicamente que “não existe” antes do big bang, e suponho que também seja que não existe o “além” do big bang. Dado que para que essa criação espontânea aconteça é necessário o vácuo quântico, que está contido no nosso universo, podemos extrapolar até que o universo volte ao grão primordial. Nada existe além desse grão, nem o vácuo quântico, e portanto nada pode ser criado espontaneamente fora desse grão. Se pegarmos esse grão e jogarmos fora, porque não temos somente a “não existência”, seria muito mais simples não existir nada, do que existir um grão primordial de onde se deriva o espaço e o tempo e onde esse estopim tenha acontecido. O programa também não explica a necessidade desse grão, ou das condições para que ele tenha surgido.”
      .
      Aí fodeu. Tu caiu em Descartes (“penso, logo existo”, isto é, só posso ter certeza que EU existo, exatamente por eu pensar).
      .
      Além disso, como eu expliquei, o trabalho de Hawking implica… Melhor, implica e exige a Teoria M. Exige o multiverso. Porque se você pegar o ponto de vista apenas intra-universo, será isso mesmo que seu amigo explicou: não haveria tempo antes. Porque, aqui dentro, não existia mesmo.
      .
      “Existem algumas outras perguntam que me surgiram durante o programa, provavelmente algumas delas tenham respostas, muito embora não no programa e talvez não de uma maneira compatível com o que pensa o Hawking. Mas gostaria que essas pudessem ser analisadas e respondidas por você, tentando manter o cenário apresentado no programa.”
      .
      Sem problemas, André. Quando quiser, é só perguntar. 😉
      .
      Mas, só para deixar claro, porque acho ter passado a ideia errada neste texto: isto tudo não prova que não exista alguma deidade (um deus). Mas prova que ele não criou o universo, como não fez uma porção de outras coisas. Tem uma análise sobre isto aqui: http://livrespensadores.org/artigos/deus-visto-como-hipotese/
      .
      Abraços! 😉

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      • Mário,

        Obrigado pela atenção, mas receio que as dúvidas ainda permaneçam…

        A respeito de 1) e 2), eu acho que não me confundi não. Existe sim um conceito teórico de energia negativa, que é trabalhado inclusive em outros programas da Discovery, como exemplo um onde o Michio Kaku tenta montar uma espaçonave para viagens entre galáxias que usa a “energia negativa” como fonte de propulsão. Apesar de ser um conceito teórico e não experimentado, a sensação que tenho é que seria como uma energia com propriedades inversas, mas enfim, é difícil relacionar essa energia negativa com o espaço como o Hawking tenta fazer. Até porque o espaço está em expansão, o que necessariamente implicaria (caso energia negativa = espaço) que a quantidade de energia de forma tradicional também está aumentando, o que, eu imagino, fere a lei da conservação da energia. Se energia = massa (e=mc²), e toda a “massa” (logo, energia) estava contida no tal grão infinitamente denso, eu já tinha uma quantidade de energia sem energia negativa (espaço?) correspondente mesmo antes do início do universo. Então eu continuo com dois problemas, talvez mais um: a) que diabos EXATAMENTE é a energia negativa? b) ela realmente existe? c) ela existe em igual proporção a energia tradicional de maneira a se anularem em 0, ou “nada”?
        .
        Sobre 3), acho que estamos pensando em coisas distintas. O ponto é, o vácuo quântico só existe dentro do espaço, nada existe “além” do nosso espaço, portanto, pra que tal partícula surgisse ela precisava de um espaço e de tempo, e ela não tinha nenhuma dessas condições (talvez espaço sim, caso eu tenha entendido corretamente o programa, apesar de ser infinitamente pequeno) mas e tempo? Eu entendi que no vácuo hoje elas são criadas a todo tempo e etc, mas há tempo e há espaço, o cenário é diferente do apresentado no programa. Enquanto que na verdade, se sua visão está correta, a situação piora, porque não temos nem o ponto infinitamente pequeno (que está para surgir) e, portanto, nem mesmo espaço nós temos. Como algo pode ter sido criado no vácuo quântico se este não existia?
        .
        Na pergunta 4) fica parecendo que o programa deixou mesmo uma mega interrogação, visto que não foi trabalhada a questão de multiversos nem outras possíveis explicações, como teorias do loop no tempo, que existem por aí. Se o programa se propunha a mostrar um universo que não precisa de mais explicações, na verdade fez o contrário, deixou no ar muitas novas dúvidas – e ao que parece as respostas para essas novas dúvidas foram jogadas para possíveis novos universos imaginários. Como o tópico é sobre o programa e não sobre toda a realidade em si, não vou entrar no mérito dessas teorias.
        .
        Talvez a 5) seja muito profunda mesmo… hehehehe Mas não deixa de ser a última pergunta, a que sempre será feita após todas as explicações. E nem os multiversos são o bastante para satisfazê-la, ela continua em pé mesmo depois de quantos multiversos e unicórnios forem propostos.
        .
        Obrigado mesmo pela atenção, cara!
        Abraços,

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        • Fala, André. Desculpe pela demora em responder.
          .
          “A respeito de 1) e 2), eu acho que não me confundi não. Existe sim um conceito teórico de energia negativa, que é trabalhado inclusive em outros programas da Discovery, como exemplo um onde o Michio Kaku tenta montar uma espaçonave para viagens entre galáxias que usa a “energia negativa” como fonte de propulsão.”
          .
          Bem, a questão é que aí é outro conceito, também chamado de “energia negativa”. É o mesmo usado por um cientista, cujo nome não me lembro agora. Ele fez um trabalho sobre buracos de minhoca atravessáveis, propondo esta ideia (e Sagan utilizou isto no livro Contato). Mas não é algo provado, nem que se tenha muita ideia do que possa ser.
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          Já Hawking utilizou o termo “energia negativa” como sinônimo de “espaço vazio”.
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          “Até porque o espaço está em expansão, o que necessariamente implicaria (caso energia negativa = espaço) que a quantidade de energia de forma tradicional também está aumentando, o que, eu imagino, fere a lei da conservação da energia.”
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          Está aumentando e não fere a lei da conservação de energia. Porque essa lei diz que a energia não pode “sumir do nada”. Mas ela pode, sim, “aparecer do nada”, por flutuações do vácuo quântico – que é o que pode estar acontecendo nos espaços vazios entre galáxias e entre aglomerados de galáxias. Por isso, então, o universo se expandiria. (Isto está no primeiro episódio da série Curiosidade mesmo.)
          .
          “a) que diabos EXATAMENTE é a energia negativa? b) ela realmente existe? c) ela existe em igual proporção a energia tradicional de maneira a se anularem em 0, ou “nada”?”
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          No sentido usado por Hawking, de energia negativa = espaço, então a) espaço, b) existe sim e c) sim.
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          “O ponto é, o vácuo quântico só existe dentro do espaço, nada existe “além” do nosso espaço, portanto, pra que tal partícula surgisse ela precisava de um espaço e de tempo, e ela não tinha nenhuma dessas condições (talvez espaço sim, caso eu tenha entendido corretamente o programa, apesar de ser infinitamente pequeno) mas e tempo?”
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          Esqueceu do multiverso. Podem, inclusive, existir OUTROS universos lá fora, todos contido em algo que chamamos de multiverso (onde eles nasceriam).
          .
          “Enquanto que na verdade, se sua visão está correta, a situação piora, porque não temos nem o ponto infinitamente pequeno (que está para surgir) e, portanto, nem mesmo espaço nós temos. Como algo pode ter sido criado no vácuo quântico se este não existia?”
          .
          Vou piorar ainda mais. Neste mesmo sentido da explicação da partícula infinitamente densa e infinitamente pequena surgindo de flutuações no vácuo quântico, temos buracos negros (que é a mesma coisa) nascendo na morte de estrelas. Quer dizer, o nascimento de um buraco negro em nosso universo, poderia ser o nascimento de um novo universo ligado umbilicalmente ao nosso através do buraco negro. Que tal? HEHEHE
          .
          Assim, o “universo primordial”, de onde os demais universos começaram a nascer (através do nascimento de buracos negros), hoje, seria um universo morto, preenchido apenas de buracos negros. E este seria o “multiverso” que falamos aqui.
          .
          “Na pergunta 4) fica parecendo que o programa deixou mesmo uma mega interrogação, visto que não foi trabalhada a questão de multiversos nem outras possíveis explicações, como teorias do loop no tempo, que existem por aí. Se o programa se propunha a mostrar um universo que não precisa de mais explicações, na verdade fez o contrário, deixou no ar muitas novas dúvidas – e ao que parece as respostas para essas novas dúvidas foram jogadas para possíveis novos universos imaginários.”
          .
          Sim. Na verdade, NUNCA saberemos tudo e SEMPRE teremos mais dúvidas para analisar. Mas algumas de suas perguntas estão no livro “The Grand Design”, do Hawking. E ele já foi lançado em português: http://www.travessa.com.br/O_GRANDE_PROJETO_NOVAS_RESPOSTAS_PARA_AS_QUESTOES_DEFINITIVAS_DA_VIDA/artigo/08B875F7-7BF7-4919-82CE-8FB802C50473&pcd=046 – Deve ter em sites mais conhecidos também, mas não achei.
          .
          “Talvez a 5) seja muito profunda mesmo… hehehehe Mas não deixa de ser a última pergunta, a que sempre será feita após todas as explicações. E nem os multiversos são o bastante para satisfazê-la, ela continua em pé mesmo depois de quantos multiversos e unicórnios forem propostos.”
          .
          Sem dúvidas! HEHEHE
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          “Obrigado mesmo pela atenção, cara!”
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          Imagina! Fique à vontade para perguntar, sempre que quiser. Porque, sério, as suas foram as perguntas deixadas em comentários mais complexas para responder e gosto de desafios assim. HEHEHE 😀
          .
          Abraços!

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          • Valeu pelo comentário sobre a complexidade das perguntas, entendi como um elogio! hehehe
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            Acho que estou começando a entender, vou tentar deixar as dúvidas então de maneira bem objetiva, até porque escrever dá muito trabalho… rs
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            a) se energia negativa = espaço (no caso do Hawking), no início tínhamos um ponto infinitamente denso mas com um espaço desprezível ou inexistente. Se a teoria é de que energia e energia negativa precisam se equivaler para o universo ser um “free lunch”, porque elas não eram equivalentes no início (infinitamente denso vs espaço 0)?
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            b) no caso da energia poder apenas ser criada, foi quando perguntei sobre o espaço (energia negativa) em expansão e a necessidade de se manter energia = energia negativa em igualdade, suportando a teoria do Hawking. Sendo assim, se o universo parasse de se expandir, ou até começasse a se contrair, o vácuo quântico pararia de gerar espontaneamente partículas? Me parece improvável.
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            c) qual seria a “causa” do “universo primordial”? A sensação que tenho sobre multiversos é que estamos jogando o problema pro metafísico, não-falsificável, e aí ciência começa a tomar cara de Deus das lacunas e isso não me agrada nem um pouco… Até agora nada de supersimetria nem teoria das cordas no LHC…
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            Abraços!

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          • Fala, André.
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            “Valeu pelo comentário sobre a complexidade das perguntas, entendi como um elogio! hehehe”
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            Sim, é exatamente isto! Queria que mais gente comentasse assim! 😀
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            “a) se energia negativa = espaço (no caso do Hawking), no início tínhamos um ponto infinitamente denso mas com um espaço desprezível ou inexistente. Se a teoria é de que energia e energia negativa precisam se equivaler para o universo ser um “free lunch”, porque elas não eram equivalentes no início (infinitamente denso vs espaço 0)?”
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            Ué, porque estava tudo concentrado em apenas um ponto infinitesimalmente pequeno. E, exatamente por isto, houve a expansão.
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            “b) no caso da energia poder apenas ser criada, foi quando perguntei sobre o espaço (energia negativa) em expansão e a necessidade de se manter energia = energia negativa em igualdade, suportando a teoria do Hawking. Sendo assim, se o universo parasse de se expandir, ou até começasse a se contrair, o vácuo quântico pararia de gerar espontaneamente partículas? Me parece improvável.”
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            Bem, se parasse de expandir, é justamente porque o vácuo quântico parou de gerar novas partículas subatômicas. Para ele se contrair, a matéria teria de 1) ser destruída ou 2) ser comprimida (o espaço ser eliminado).
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            Isto é possível? Não tenho ideia. Mas a gravidade não parece ter força o suficiente para isto.
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            “c) qual seria a “causa” do “universo primordial”? A sensação que tenho sobre multiversos é que estamos jogando o problema pro metafísico, não-falsificável, e aí ciência começa a tomar cara de Deus das lacunas e isso não me agrada nem um pouco… Até agora nada de supersimetria nem teoria das cordas no LHC…”
            .
            Não sei, cara, mas foi só um exemplo. Como dito pelo Hawking, pode ter surgido simplesmente do nada/vácuo quântico. Nada = vácuo quântico. Saca?
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            Mas enfim… Como você sabe, também não sou físico. E meu conhecimento é bem limitado nesta parte… HEHEHE
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            Abraços! 😉

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          • É que pra mim o vácuo quântico não é nada, nada é simplesmente a não existência. Como quando falamos sobre o que existe além do universo, ou antes, a resposta é que a pergunta não faz sentido porque nada existe antes ou além do universo, esse “não existir” é que é o nada pra mim. O vácuo quântico, que depende de espaço e tempo, e que é permeado de partículas subatômicas, forças diversas, etc, não é “nada” na minha cabeça, é “alguma coisa”.
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            Valeu pelos esclarecimentos!

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          • É, eu sei, André. É como dizer “a existência sempre existiu, com exceção de todo o resto”. HEHEHE
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            Aí vamos para a semântica e, assim, caímos na filosofia. A coisa é complicada de entender mesmo.
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            Vou ver se compro o livro assim que puder, para ler e ver se consigo entender melhor também. 😉
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            Abraços e sem problemas!

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  13. STEPHEN HAWKING ” QUEBRA A CASCA DE NÓS ”

    “Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito” disse Shakespeare, em Hamlet, ato dois, cena dois e interpretado pelo físico: Hamlet talvez quisesse dizer que, embora nós, seres humanos, sejamos muito limitados fisicamente, nossas mentes estão livres para explorar todo o universo e para avançar audaciosamente para onde até mesmo a “Jornada nas Estrelas” teme seguir – se os maus sonhos permitirem.

    O físico Stephen Hawking, nascido em Oxford, Inglaterra, o genial físico teórico vivo, é considerado o mais famoso e brilhante desde Albert Einstein. É conhecido por ocupar a cátedra que pertenceu a Newton, em Cambridge. Suas teorias já exploradas em seu primeiro livro “Uma Breve História do Tempo”, que virou filme, são redimensionadas em um livro “O Universo numa Casca de Noz”, ricamente ilustrado.
    Esse ícone intelectual desvenda e tenta explicar para um público leigo, incluindo o autor, os avanços, de um universo indecifrável até mesmo pela física que, através de suas teorias incompreensíveis, parece estar convencido de que ainda não temos uma compreensão completa sobre a imensidão e a origem do universo.
    A noz foi a simbologia usada por Hawking para demonstrar o universo e suas várias dimensões. As teorias do físico convidam a uma overdose pelo mundo da percepção. Ele explora o abstrato com uma segurança desconcertante. “O Universo numa Casca de Noz” é um livro denso, como a própria física e suas teorias enfadonhas, mas, por outro lado, desvela um universo mágico.

    Nos últimos anos, o crescimento populacional tornou-se exponencial. A população cresceu numa mesma percentagem a cada ano. Atualmente, a taxa é de cerca de 1,9 por cento ao ano. A população mundial dobra a cada 40 anos. Segundo cálculos do físico Hawking, em 2600, a população mundial ficará ombro a ombro e o consumo de eletricidade deixará a Terra incandescente. Essa situação não pode perdurar. Então o que acontecerá ? O físico acredita na possibilidade de “nos exterminarmos completamente por algum desastre, como uma guerra nuclear”.

    É um livro que abre a perspectiva científica para sondar as dimensões ocultas do universo, na tentativa de explicar quem somos e para onde vamos, mas deixa alguns pontos de interrogação. Espero que todos tenham “tempo” para ler essa obra, e interesse pelo “tempo” de doze bilhões de anos. Já existe no mercado O Universo de Stephen Hawking em DVD`S (Editora Abril, Super – Interessante) sobre o Universo, de onde viemos? Como tudo começou?

    AGORA IMAGINEM A SEGUINTE SITUAÇÃO:
    Você está preso a uma cadeira de rodas e a única coisa que pode fazer para se comunicar com o mundo é mover a bochecha. É assim que vive o cientista mais famoso da atualidade.
    Apesar disso, o Físico inglês Stephen Hawking, 70 anos, o genial pesquisador, consegue lecionar, escrever livros e calcular a densidade de buracos negros, tudo graças a um sintetizador de voz computadorizado, que interpreta pequenos movimentos dos músculos de sua bochecha, que ele usa até para falar. O ritmo médio desse processo penoso de escolha de letras é de, aproximadamente, uma palavra por minuto. E, no entanto, esse ser quase inerte pensa, decifra complexas equações físicas e formula teorias sobre a origem do universo. Contra as previsões médicas, ele se mantém lúcido e produtivo. É um fenômeno, que já rendeu filmes e livros.

    Os extraterrestres podem existir, mas os homens deveriam evitar qualquer contato com eles porque as consequências poderiam ser devastadoras, advertiu o astrofísico britânico Stephen Hawking em um programa exibido pelo canal Discovery Channel.

    “Se os extraterrestres nos visitassem, o resultado seria mais importante do que quando Cristóvão Colombo chegou à América, o que não foi positivo para os índios americanos”, afirmou o cientista.”Extraterrestres evoluídos poderiam talvez ser nômades e querer conquistar e colonizar os planetas que forem conhecendo”, completou na nova série “No Universo com Stephen Hawking”.Na hipótese da existência de vida extraterrestre, o astrofísico destacou que “o verdadeiro desafio consiste em saber com que se parecem atualmente os ‘aliens'”.

    O homem já fez várias tentativas de contato com civilizações extraterrestres. Em 2008, a Nasa, a agência espacial americana, emitiu no espaço a canção dos Beatles “Across the Universe” para mandar uma mensagem de paz a eventuais extraterrestres. A mensagem deve chegar à região de Polaris em 2439.

    Ele afirma em seu livro recente “The Grand Design” (O Plano Magistral) que:
    – Deus não é necessário para explicar a existência do universo porque, nas palavras dele,
    “conforme indicam recentes avanços na cosmologia, as leis da gravidade e a teoria quântica permitem que o universo apareça espontaneamente do nada”.

    – “A criação espontânea é a razão de que há algo, em vez de nada, a razão de o universo existir, a razão por que existimos”, acrescenta ele.

    “Não é necessário invocar Deus para acender o detonador e colocar o universo em movimento”.

    O renomado físico britânico Stephen Hawking, afirmou, em entrevista no jornal THE GUARDIAN, que a idéia de que há uma espécie de paraíso após a morte é um ‘conto de fadas’ de gente que tem medo do escuro”. Hawking voltou a afirmar seu rechaço às crenças religiosas. Ele defende que o ser humano não experimenta mais nada a partir do momento em que o cérebro deixa de funcionar.

    Sua breve história é, na verdade uma longa e extraordinária de superação, desafio e otimismo sobre a condição humana. Ele mesmo nos define como “uma mera coleção de partículas fundamentais da Natureza”, mas lembra que temos o poder de buscar sentido para tudo o que existe. Somos, no mínimo, senhores de nossas próprias histórias. Nem todos viemos ao mundo munidos de talentos e habilidades que possam nos diferenciar de nossos semelhantes.

    Nem todos seremos famosos, admirados e reconhecidos em nossa breve passagem pelo planeta. Mas todos somos dotados daquela faísca chamada curiosidade, que nos faz vencer o medo de sair de nossa caverna segura e nos levou à Lua.
    Ele afirmou para colegas, alunos e toda a Humanidade: “SEJAM CURIOSOS”.
    Impulsionados por ela, domesticamos animais, atravessamos oceanos, inventamos a roda, edificamos cidades e construímos equipamentos impensáveis, que nos permitem dar a volta ao mundo em minutos.

    -SEJAM CURIOSOS! – recomenda o homem que precisa de dois minutos inteiros para dizer isso.
    É tempo suficiente para relatar um acontecimento, contar um causo, escrever uma mensagem de amor.

    Confiamos que os crentes no seu criador, que sempre sabem tudo do mundo, não leiam apenas lendas, mitos e “milagres”, mas leiam também assuntos que nos trazem informações do nascimento do Universo

    “Fé significa não querer saber o que é a verdade”

    “ Homens convictos são prisioneiros ”

    Nietzsche

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  14. A “não-existência” e’ uma impossibilidade.
    A existência e’ eternamente, A “existência da não-existência” seria uma contradição em si mesma.

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  15. Oi adorei.. muito obrigado…me fez se interessar pelo livro….mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história…..acesse o link da livraria cultura e digite reverso…a capa do livro é linda ela traz o universo de fundo..abraços. http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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  16. No primeiro programa de sua série televisiva Hawking de início diz corretamente ser científico o assunto sobre a existência ou não de Deus; trata-se de questão existencial, e pois diz respeito ao homem, à ciência do homem. Mas na sequência o físico inglês não segue essa opinião inicial, e daí passa a falar sobre a crença de um povo antigo, sobre a opinião do papa … quer dizer: não trata cientificamente do assunto; talvez sem perceber a contradição, desejoso de provar “Deus não existe”, passa a apresentar como argumentos as tolices das religiões. Seguem-se-lhe então problemas em toda a argumentação. Apontemos dois:
    1) conclui-se para as leis da física não ser necessário Deus; “sem dúvida” o telespectador dirá e poderá deduzir “também para as leis da física não ser necessário vida!” … ou seja: monumental tolice a conclusão do físico;
    2) soa ingênuo dizer “para as leis da física”: não se tem conhecimento absoluto de um fenômeno; “lei da natureza” é força de expressão; o que se quer dizer aí é “conhecimento atual e parcial que se tem até agora”; o conceito científico de Deus é o do absoluto; não pode ser provado pela nossa ciência, que é de conhecimento parcial.

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  1. Curiosidade, episódio 1 – Deus criou o universo? | Livres Pensadores.org - [...] Eu expliquei sobre este documentário no artigo “Porque a existência um deus é uma impossibilidade”. [...]

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