Profecias?

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Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.


Que dizer de inúmeras profecias que parecem ter se cumprido?

 

Quando eu cursava o Ensino Médio, um professor de inglês, que era padre, citou o bombardeio de Berlim ao final da Segunda Guerra lembrando que estava escrito que não ficaria “pedra sobre pedra.”

Isso me impressionou, na época. Me parecia algo solene e verdadeiro, embora me decepcionasse, pois no fundo eu não queria acreditar que o futuro estivesse pronto e que todas as minhas ações durante a vida seriam inúteis.

Por algum tempo aceitei contrariado essa ideia de que não podemos decidir nada, o que para um adolescente é muito chato, imagine…

Só mais tarde entendi melhor essa fraude.

 

Vou começar de novo.

 

Que dizer de inúmeras profecias que parecem ter se cumprido?

 

Ou não necessariamente, pois delineavam de maneira muito vaga um evento qualquer, chamando a um líder “Príncipe do Norte” ou utilizando-se de palavras genéricas como “discórdia”, “conflito”, “irmão contra irmão”, além, é claro, de expressões como “pedra sobre pedra”, que sempre podem ser aplicadas ao resultado de um terremoto ou a bombardeio, e praticamente não significam nada.

Nunca há uma informação precisa, é sempre algo genérico que pode ser aplicado a qualquer coisa. Assim não vale.

E que bom: podemos mudar o futuro, cada um de nós, com todas as nossas pequenas e grandes ações.

 

Postado por Perce Polegatto


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Autor(es):

Perce Polegatto

Nascido em Ribeirão Preto, SP. Publicou seu primeiro livro em 1985, “A canção de pedra”, que traz alguns de seus primeiros trabalhos, ainda sob forte influência do romantismo tardio de autores alemães e franceses. A metalinguagem, a busca da identidade humana e o questionamento existencial são algumas das principais marcas de seus textos. É autor de “A conspiração dos felizes”, “A seta de Verena”, “Lisette Maris em seu endereço de inverno” e “Os últimos dias de agosto”, romance recentemente reeditado pela All Print Editora, São Paulo.

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