Teísmo, agnosticismo, ateísmo agnóstico e ateísmo gnóstico

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Já cansei de ver debates, dosage tanto na internet quanto fora dela, viagra 60mg com alegações como “agnóstico é o ateu bundão” (e variações), que “é preciso ter muita fé para ser ateu”, etc. Imagino que muitos que aqui leem também já devem ter visto esse tipo de afirmações em debates, então queria falar um pouco sobre o tema e sobre qual é a minha posição sobre o tema.

Existem diversas formas gráficas para demonstrar as diferenças. Uma das mais famosas, acho eu, é a da escala apresentada por Richard Dawkins em sua palestra dada em Berkeley, em 2008. Veja abaixo:

escala - crenca

Acho que a escala apresentada por Dawkins era um pouco diferente, mas pouco importa. De qualquer forma, para entender melhor a escala, poderíamos definir as posições dos conceitos de teísmo, agnosticismo e ateísmo da seguinte forma nessa escala:

escala - crenca - nomes

Contudo, boa parte dos ateus (sejam agnósticos, sejam gnósticos) que conheço (e com quem já conversei a respeito) preferem esta outra representação gráfica:

crenca em x

Eu, particularmente, não vejo muita diferença. Afinal, naquelas primeiras imagens, as escalas, bastaria que se colocasse da seguinte forma:

  • Em 1: Teísmo gnóstico
  • Em 2 e 3: Teísmo agnóstico
  • Em 4: Agnosticismo
  • Em 5 e 6: Ateísmo agnóstico
  • Em 7: Ateísmo gnóstico

Mas faria mais uma modificação: ao invés de uma escala, usaria um degrade, indo do preto ao branco (ou vice-versa, tanto faz). Algo assim:

escala - degrade

Finalmente, todas estas imagens são aquilo que poderíamos chamar de “escalas de crença e descrença”. Qual delas cada um prefere, ao meu ver, não passa de questão de gosto. Afinal, todas elas servem muito bem para que possamos visualizar o tema e os termos para, então, podermos tratar dele.

Para ficar ainda mais claro, acho bom definir o que seria cada um desses termos:

  • Teísmo: crença
  • Ateísmo: descrença
  • Agnosticismo: nem crença, nem descrença – dúvida, digamos

E, combinando-os, temos:

  • Teísmo gnóstico: saber que existe um ou mais deuses
  • Teísmo agnóstico: não ter certeza se existe um ou mais deuses, mas viver como se existisse
  • Agnosticismo: repete-se o que está acima, isto é: nem crença, nem descrença – dúvida, digamos
  • Ateísmo agnóstico: não ter certeza se existe um ou mais deuses, mas viver como se não existisse
  • Ateísmo gnóstico: saber que não existe qualquer deus

O teísmo gnóstico, assim, é a mera crença de que existe um ou mais deuses, afinal, não se pode saber se ele realmente existe. O teísmo agnóstico é aquele que, mesmo reconhecendo não ter certeza, prefere seguir a crença/religião por via das dúvidas, digamos.

O ateísmo gnóstico, assim, pode também parecer ser uma crença. Contudo, isto é apenas uma aparência mesmo: dependerá muito da visão de mundo do ateu gnóstico em particular. Isto é, como ele define seu ateísmo e como ele explica a não existência de um deus. Já o ateísmo agnóstico é, como alguns amigos dizem, uma posição mais segura e até mesmo mais cômoda, diria eu. Porque evita exatamente o debate para se explicar o porquê da não existência de um deus.

Agnóstico seria aquele que realmente não tem certeza sobre a existência de deus(es). E nem toma partido quanto a seguir ou não uma religião – ele simplesmente sequer liga para isto.

Mas, de verdade, acho que quase ninguém – se é que alguém – é absolutamente agnóstico. Porque é uma posição absoluta demais. Assim como teísta gnóstico e ateu gnóstico, diga-se de passagem. Qualquer uma delas será, ao contrário do que qualquer imagem possa tentar mostrar, uma região do degrade de crenças – não uma posição pontual.

Eu, pessoalmente, me declaro ateu gnóstico. É a minha posição – apenas minha. Cada um pode e deve ter sua própria posição, coincida com a minha ou não. E, particularmente, acho todas válidas quando legítimas. Não tem essa de agnóstico ser “ateu bundão” ou coisa assim.

Me digo ateu agnóstico porque minha visão é muito próxima à do naturalismo filosófico. Isto é, para mim, toda alegação, por mais extraordinária que seja, pode ser investigada pela ciência e que, sempre, uma explicação será atrelada a algum fenômeno puramente natural. Nem que seja a algo da psique humana (mentiras, alucinações, entre outros, por exemplo).

Até mesmo seres extraterrestres, nos visitando ou não, seriam meramente criaturas vivas, assim como nós. Que teriam surgido, em seus planetas, através da química e, depois, evoluído darwinianamente. Exatamente como toda e qualquer forma de vida da Terra.

Mas eu vou um passo além: para mim, tudo o que está fora do mundo natural não existe nele e, portanto, simplesmente não existe. Portanto o sobrenatural como um todo não existe. Assim, para que exista um deus ele terá, obrigatoriamente, de ser uma “criatura” natural.

Assim, eu descarto completamente a possibilidade da existência de um deus sobrenatural (que é o que se tem em quase todas – senão todas – as religiões). Os conceitos “deus” e “sobrenatural”, assim não são nada além de conceitos abstratos, tendo muito mais a ver com a linguística do que com a realidade. Por isso mesmo tais deuses – ou suas ações – não foram nem jamais serão observados na natureza.

Mas não descarto completamente a existência de um deus. Dois deuses hipotéticos que sempre gosto de citar e que acho serem possíveis é o da Hipótese da Simulação e o da Hipótese do Hacker Universal.

Na Hipótese da Simulação nosso universo não seria nada além de uma simulação de computador. Para simplificar a ideia, imagine o cenário: um estudante de mestrado de uma civilização tecnológica milênios mais avançada do que a nossa precisa, para sua Tese de Mestrado, fazer a simulação de um universo completo, desde sua origem até seu fim, incluindo a formação da vida, da vida inteligente, etc.

Neste contexto, claramente haveria um deus: o estudante de mestrado. Afinal, ele teria criado o software que executa a simulação, além de executá-lo/iniciá-lo. Contudo, esse “deus” não teria qualquer interação com nosso universo, não ouviria orações nem nada disso: ele estaria lá, sentado em sua cadeira, aguardando o término da simulação para pegar os dados de saída, sejam lá quais forem tais dados, para colocar em sua Tese.

Já na Hipótese do Hacker Universal, nosso universo teria sido criado pela ação, intencional ou não, de um ser vivo. Não meramente de um extraterrestre, mas de um “extrauniverso”, digamos. Neste caso, o cenário seria o seguinte: um cientista de outro universo cria uma máquina, a liga e cria nosso universo, pouco importando se essa criação foi intencional ou não. Quer dizer, pode ter sido nada mais que um mero acidente.

Existindo um destes deuses ou não, o fato é que:

  1. Eles não têm como interagir conosco.
  2. Nós não temos como interagir com ele.
  3. E, por tanto, jamais teríamos como descobrir sua existência.

São, assim, deuses inúteis. Importantes para o debate, mas que servem apenas como mera curiosidade, por não terem qualquer utilidade – seja para uma pessoa qualquer, seja para a ciência, seja para criar tecnologia, etc. Isso sem falar que apenas desloca perguntas fundamentais, como sobre a origem de nosso universo. Afinal, mesmo que o nosso tenha sido gerado assim, o universo do deus em questão terá se originado naturalmente. Então, como?

O ponto importante, aqui, é que esta é apenas a minha conclusão. Minha. Cada um pode ter aquela que bem entender, até porque, nesse assunto, não há resposta final.  Sobre as diferentes posições, elas são pessoais. Cada um tem todo o direito de adotar uma, outra ou até nenhuma (até porque posições como o deísmo e o panteísmo sequer foram debatidas ou representadas em qualquer uma das escalas).

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Autor(es):

Mário César

Sou formado em Engenharia de Software e QUASE em Ciência da Computação (não concluí). Pretendo, agora, fazer astronomia na USP assim que possível para, depois, me especializar em astrobiologia. Sou um apaixonado pela ciências em geral e gosto muito de investigar alegações extraordinárias (como a ufologia, por exemplo).

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20 Comments

  1. Tenho um pensamento bem parecido com o seu apenas acredito que um ser metafísico criador poderia sim intervir na matéria, tanto que a criou, mas desta maneira vista pela religião seria até infantil!

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  2. Digo que sou ateia, porque não acredito em deus(es), mas tbm sou agnóstica porque não descarto a possibilidade de existir uma sobrenaturalidade. Não um deus criador, mas de um deus parecido com Gaia, parecido com o que a gente vê no filme Avatar, mas se expandido para todo o universo, onde tudo está conectado, e a energia (alma) não morre, se transforma. Digo que sou ateia agnóstica por falta de denominação melhor.

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    • Olá, Fernanda. Tudo bem?

      Uma coisa interessante sobre o que você disse é que realmente parece haver algo que liga tudo no universo: a matéria escura. Ela parece conectar todos os aglomerados de galáxias.

      Pesquise no Google Images sobre isso. A imagem lembra neurônios.

      Outra coisa é a matéria da qual somos feitos que, com excessão do hidrogênio (que se formou quando o universo esfriou o suficiente, junto com um pouco de hélio e lítio numa quantidade ainda menor), foi criada (por fusão atômica) no interior de estrelas gigantescas. Essas estrelas explodem em supernovas, contaminando nebulosas, das quais novas estrelas nascem…

      Enfim, a realidade já é tão bela, que sequer necessita de algo sobrenatural. 🙂

      P.S.: No caso de Avatar, o “deus” não era sobrenatural. Era uma inteligência coletiva formadas pelas árvores, que se conectavam pelas raízes como se fossem neurônios. Ou seja, era algo vivo e biológico mesmo.

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  3. “tudo o que está fora do mundo natural não existe nele e, portanto, simplesmente não existe.” Quer isso dizer que os sentimentos não existem? A inteligência não existe? A vontade não existe? Se assim é, pergunto-me se o seu texto se escreveu sozinho…

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    • Olá, Teísta Gnóstico, tudo bem?

      Você fez uma confusão em seu comentário, então deixe-me explicar. Sentimentos, inteligência e vontade não são coisas sobrenaturais, ao contrário! São naturais!

      São, basicamente, resultados da evolução de nosso cérebro. Aliás, a diferença de nosso cérebro para outros animais, principalmente outros primatas, é que ele acabou se desenvolvendo mais e criando os mecanismos que nos permite criar tecnologia. Por exemplo, chimpanzés também têm cultura, uma sociedade primitiva (eles vivem em grupos como “tribos”, defendem uns aos outros, se ajudam, etc), fabricam ferramentas primitivas, etc. Recentemente foram observados criando e usando lanças.

      Nossos sentimentos são consequência da eletro-química de nossos cérebros. Vontade, idem. Inteligência também. E essas coisas podem ser medidas e até vistas em exames de ressonância magnética com patscan.

      Percebe? Já o sobrenatural é, basicamente, tudo aquilo que envolve o pós morte. Deuses, por exemplo, é apenas depois de morrer que você descobre SE existem e qual(is) é(são). Entende? Essas coisas exigem fé, que é justamente acreditar no que não existe ou, ao menos, não se tem a menor sombra de evidência que exista.

      Enfim, é isso. 🙂

      Abraços!

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  4. “A ciência moderna assenta na seguinte premissa: ofereçam-nos apenas um milagre, que a gente explica tudo o resto. E o milagre grátis é a aparição de toda a matéria e energia no universo, com todas as leis que o governam, imediatamente a partir do nada” – Rupert Sheldrake

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  5. “O Seu gesto na foto explica, mesmo que inconscientemente, qual Deus você serve.”

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    • Foi mal, mas rock and roll não tem nada a ver com deidades ou religiões. É só música. 😉

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  6. O mais difícil é escutar e repeitar a crença de cada um, quem esta certo, e quem esta errado?

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    • Você está em dúvida sobre isso? Então ótimo. É um bom começo. 😉

      Abraços!

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  7. Eu foi criada em um ambiente muuito religioso… Mas eu duvido de tudo. Acredito que exista um deus, que há algo espiritual entre nós seres humanos, mas esse religião e esse conceito que ela tem sobre DEUS acho bem duvidoso, mas então, adorei seu site! ótimo matéria.

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    • Desculpa os erros de português, meu teclado está com defeito

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    • Obrigado, Ana Carolina!

      Seja bem vinda e sinta-se em casa. 🙂

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      • Primeiramente respeito todas as opiniões, enfim…a ciência explica muitas coisas atreladas a Bíblia e a Deus, porém a ciência não consegue explicar o lado espiritual que é diretamente ligado à Deus e a Fé por si só.

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        • Explica que não existe nada desta besteira e fim.

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  8. Ótimo texto, concordo com algumas coisas, discordo de outras… eu to caindo de sono então o post vai ser meio doido haha.

    Eu pessoalmente vejo o agnosticismo e o gnosticismo como algo que vai além, uma visão filosófica, que por acaso acaba sendo mais aplicada na discussão de crença em relação a um deus, mas que possui uma escala bem maior quando comparada com a abrangência do teismo ou ateismo, pois o saber ou não saber, e a crença em geral se aplica a tudo que processamos como informação e tomamos como referência.

    Eu me classifico como ateia agnóstica exatamente por isso, pois na minha mente eu tendo a “rodar” duas realidades, uma realidade pessoal que eu vivo, onde independente do que eu pense, eu não percebo e não concluo logicamente que existe um deus, logo, sou ateia, ao mesmo tempo mantendo a certeza da minha incapacidade de definir o que eu considero uma realidade que “governe a todos”, que eu considero a “outra realidade” – e inclusive questiono se ela ao menos existe – talvez estamos em um cenário onde o que temos é apenas uma soma de várias perspectivas muitas vezes paradoxais, e a onisciência de tudo isso sim seria a realidade em si – sem verdade ou mentira – ou ao menos existir ou não existir – já que isso tudo não passa de parâmetros criados por nós mesmos.

    Basicamente, eu trabalho com dois conceitos: cada um de nós vive uma realidade pessoal que é tecida pelo que processamos até aqui, o que percebemos ao longo da vida, o que adquirimos como conhecimento, enfim, ela é toda modelada e relativamente limitada. Em alguns momentos, as realidades pessoais das pessoas vão coincidir e ser compartilhadas, e a ideia de ciência partiria exatamente em ancorar o que definimos como realidade compartilhada apenas aquilo que podemos perceber de forma comum, seja de forma direta(testemunhando a bolinha de papel) ou de forma indireta(descobrindo o espectro de ondas a partir de mecanismo que ainda assim estão limitados a nossa percepção/leitura dos mesmos). A maioria tende a trabalhar com o outro: de que existe uma realidade geral, que define verdades e mentiras, e nessa realidade se discute a existência ou não de um deus, muitas vezes ignorando o primeiro conceito, e reconhecendo essa construção e percepção pessoal… essas pessoas tendem a ser gnósticas, porque elas ignoram a variável que limita a nossa realidade em primeiro lugar = a nossa capacidade de percepção e de processamento.

    O nosso cérebro é uma coisa sensacional, mas existem equações que não processamos, um exemplo disso é o conceito de infinito… a impressão que eu sempre vou ter é que o conceito de deus nasceu disso, não é a toa que muitos falam que ele é infinito, ele sempre vai tar lá como um artificio mental pra processar o improcessável, é aquela jogada sapeca que faz a gente contar de 1 a 2 msm sabendo que entre os dois tem o infinito.

    Já escrevi demais, mas pra finalizar, uma teoria que eu tenho é que se a realidade “geral” existe, ela é como um fractal infinito.. nós não precisamos de ponto de partida, sempre criamos um pq nosso cérebro precisa da referência, mas imagina um cenário onde o homem sempre evoluiu ao ponto de criar uma nova realidade virtual e se conectar. Dessa forma, nós estaríamos num espectro infinito onde sempre acabariamos encontrando o caminho pra criar uma nova realidade, criando um novo universo que foi sempre virtual em primeiro lugar.

    A realidade pra mim tem sérios indícios de que é um ambiente programado, tem muitos padrões, tem os pontos de processamento(nossas mentes)e quando a gente pensa na física quântica, as coisas se reduzem a códigos simples de uma forma assustadora, será que não estamos num cenário desses? E a gente só descobriria quando desconectasse… simplesmente pra acordar em outra realidade que foi criada por outra e assim vai.

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  9. Fui criada numa família muito religiosa e sempre segui os preceitos cristãos, embora duvidando deles. Hoje não me considero cristã, pois não acredito nesse Deus impiedoso e vingativo que a religião mostra. Não sei mais o que sou.

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    • Lu, seja apenas você. 🙂

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  10. Sei que o artigo é de 2013 e bastante antigo, mas me interessei sobre o tema e queria discutir sobre isso.

    Na parte onde você se refere ao teísmo agnóstico eu achei que você abordou de uma maneira rudimentar. O que dizer de uma pessoa que crê, mas reconhece que não teria como provar/categorizar a existência de deus(es)? O que você citou são pessoas de que não têm convicções com suas posições ideológicas, mas no caso das pessoas que têm você não as abordou, passando a impressão de que teístas agnósticos são todas aquelas que não têm ideia do que querem. Gostaria de saber sua opinião a respeito.

    E vou mais além, e se só trocássemos o termo Deus por Supremacia? Por exemplo: “Eu acredito (ou não) em supremacia(s)”. As regras para quem é Teísta, Agnóstico ou Ateu teriam o mesmo valor em sua opinião?

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    • Olá, Souza Perez, tudo bem?

      Sobre teísmo agnóstico, é isso mesmo: crê, mas sem certezas ou convicções. Quem as têm seria o teísta gnóstico. Sacou?

      Só não confunda ideologia e crença. Crença é só acreditar na existência, fazer rituais, etc. Ideologia, no caso de religiões, seria querer impor essa visão a todos. Querer que todos pensem igual, faça os mesmos rituais, etc… Ou seja, é o fundamentalismo. Digo mais: nem na política ideologias são algo positivo.

      Ideologia é segueira, é seguir ideias de outros de forma acrítica, irracional. É o contrário de filosofia, que é justamente a arte de pensar e analisar o mundo, profundamente. Percebe a diferença? Ideologia é rasa, filosofia é profunda.

      Sobre “supremacia”… Não sei, não gosto dessa palavra. Me lembra demais de Hitler e coisas do tipo. Melhor ficar em deus mesmo, “poder superior”, essas coisas. 🙂

      De qualquer forma, eu realmente só arranhei essas outras posições, pois era apenas uma introdução para falar de minha visão. Sabe? Acabei me extendendo demais nisso, para mostrar as diferentes representações gráficas e tudo mais… Então acabei adotando esse título. 🙂

      Seja como for, texto algum pode ser encarado como “obra final”, “acabada”. Se quiser escrever a respeito, colocando a sua visão a respeito (o que é sempre algo legal, amplia o debate e troca de ideias), fique à vontade para usar meu texto como referência. Até mesmo se for para refutar alguma coisa.

      Enfim, liberdade. 🙂

      Abraços!

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  1. Ensaio sobre a relação da ciência e religião | Unidos pela Astronomia - […] Para um entendimento melhor sobre o tema, recomendo a leitura do artigo “Teísmo, agnosticismo, ateísmo agnóstico e ateísmo gnóstico“…

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