Uma Visão Cética Sobre Deus

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Podemos fazer perguntas céticas sobre quaisquer tipos de assuntos, não tenhamos medo de questiona-las!

Na ausência de evidências, e quaisquer outros fatores lógicos de origem física, mantenho-me seguro sabendo que a realidade meça a minha sabedoria, não recorrendo a quaisquer formas sobrenaturais ou espirituais por mais maravilhosas que possam parecer, mesmo que, de uma forma apelativa e ilógica tentam dar um significado a origem da vida, e do universo. Encanto-me mais com a realidade, do que com a ficção, não preciso recorrer a uma divindade para dar um sentido filosófico e racional a minha vida, mantenho-me cético e ao mesmo tempo livre e seguro de qualquer ameaça subjugada em um livro ou não, não evidentemente suportado pelo método científico, mesmo não sendo o único método de confiabilidade, sei que ele é o mais confiável que se reconstrói de imediato quando há algum equivoco.

Penso eu que, se Deus existe, ele deverá ser algo mais complexo do que a nossa própria existência. Sempre que pensamos em Deus, a primeira a ideia que vem a cabeça é que ele seja um homem barbudo, de pele branca, sentado no céu, observando cada espécie que ele supostamente criou, mas analisando ceticamente, a probabilidade da existência deste Deus antropomórfico, seria uma mera fantasia espiritual para preencher as lacunas do nosso conhecimento, e do sentido da nossa existência.

Acho válido tentarmos entender a nossa origem, mas não podemos esquecer que o mundo não gira ao nosso redor, precisamos sempre fazer perguntas céticas, tendo em mente que as respostas que criamos para dar sentido a nossa existência, nem sempre nos mantém vivos e harmônicos com a natureza em si.

Evito-me recorrer a uma forma extrema de explicar o Universo, afirmando-o categoricamente que foi um Deus que o fez. Acredito que a hipótese de um Deus é válida, mas nada mais do que isso, não é diferente na minha busca pelo conhecimento científico, é indiferente quando comparo Deus com uma hipótese de Multiversos. A partir do momento em que olho para o céu, meu coração dispara, sinto-me encantado com o número de estrelas apenas em nossa humilde galáxia, imagine se existir vida inteligente nesses mundos alienígenas, como seria o primeiro contato? Como seria sua cultura, seu nível de conhecimento? Será que eles acreditam em Deus? Será que eles alcançaram um nível de conhecimento (avançado) partindo do ponto inicial sobre a origem do Universo? Não sabemos, não sabemos nem se eles existem, mas podemos especular à vontade! Mantenho-me com a mente aberta quando levanto essa questão movida pelos fatores científicos, mas em minha opinião, essa busca é mais provável e lógica do que na busca por um criador do Universo – Sabendo que a primeira hipótese (vida fora da Terra) é cientificamente válida, e a última (Deus) nem um pouco – Não alego a menos que haja alguma evidência extraordinária capaz de suporta-las.

Você poderia resumir a sua vida em apenas explicações científicas, ignorando os conceitos filosóficos pré-estabelecidos para tentar compreender a nossa existência. Porém, automaticamente eu teria que lhe contra-argumentar que o universo não se resume somente em ciência, e tão pouco podemos preencher as lacunas do conhecimento sistemático com a nossa crença pessoal.

“Se nós não estamos aptos a fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos dizem que algo é verdade, e sermos céticos quanto aqueles que são autoridades, então estamos à mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer.” – Carl Sagan.

Ao mesmo que o ceticismo é uma valiosa ferramenta de análise de informações, ao mesmo tempo em excesso ele pode restringir a nossa capacidade de se pensar mais além, resumindo o nosso próprio modo de pensar, somente naquilo que compreendemos atualmente.

O ceticismo pode obstruir a nossa capacidade de imaginarmos cientificamente uma hipótese que explique algo sobre o universo, às vezes, a hipótese poderia ser aterradora e miraculosa, que por sinal acabaríamos ignorando-a. Mas seria tolice não analisar essa hipótese, mesmo que ela seja absurda, desde que, ela não infrinja nenhum conceito científico, e que não fuja de sua falseabilidade.

“Devemos manter a mente aberta, mas não tão aberta que o cérebro caia.” – Carl Sagan.

Será que somos os únicos seres pensantes do universo? Se sim ou não, em ambos os casos a conclusão é assombrosa! De qualquer forma, sinto-me privilegiado por morar em um “pálido” ponto azul na imensidão cósmica, sinto-me lisonjeado em fazer e ao mesmo tempo ser uma parte deste oceano cósmico a que devo a minha existência.

Obrigado Universo.

Leitura Recomendada: O Buraco da Ausência de Evidência.

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Autor(es):

Douglas Rodrigues

Cursando Filosofia pela Universidade de Franca, estudante de Filosofia da Ciência (Filosofia da Física e Filosofia da Mente) e Filosofia da Matemática, experiência na área de Divulgação Científica com ênfase na Astronomia, Astrofísica e Astrobiologia, fundador da Universo Racionalista e da página Astrobiologia é Vida, e membro-estudante da Rede Brasileira de Astrobiologia. Currículo na plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/3762833663082199

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5 Comments

  1. Eu era ateu, até ler algumas obras de Einstein, Eisenberg e Bohr. Ironicamente, eles, cientistas renomados, me mostraram que existe, sim, um Deus, e que ele não joga dados com o universo. Me mostraram que o universo, complexo como é, não pode ser simplesmente fruto do acaso, do caos. Foi obra de uma inteligência(?), um ser pensante(?). Houve um criador!
    De fato, tudo no universo é conectado, ligado, perfeito demais para ser um acidente. Então comecei a estudar as religiões, e percebi que o problema é este deus que as religiões criaram, à imagem e semelhança do homem, provavelmente para justificar sua própria importância. Hoje sou herege, não aceito os dogmas das igrejas, não acredito que a religião “salve” ninguém. A única vantagem da religião, é SE for usada como forma de colocar as pessoas “na linha”, ensiná-las a ajudar, a construir, a serem boas. Infelizmente, não é o que as religiões fazem. Elas apenas “dividem para conquistar”, seguindo a cartilha do Sun Tzu!

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  2. O Deus que a sociedade tenta transmitir nada mais é que um humano sentado nos céus e aquela história toda, mas na minha percepção Deus é o universo em si, a energia, e não se caracteriza uma energia (pelo menos nós humanos). A religião cega as pessoas , quem disse que isso é certo ? e também não podem questionar pq é pecado, além de seguir os 10 mandamentos(q na minha opnião não passa de uma outra maneira de manipulação e fidelidade),o vaticano com toda a riquesa e crianças passando fome..só vejo contradições mas ok, respeito a religião dos outros mesmo achando isso tudo.
    Por isso hoje em dia criei minha propria religião com o que eu considero certo, formando meus principios e não pegando ideias manipuladas prontas.

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    • Olá, Thais, tudo bem?

      Pesquise por panteísmo. Não é uma religião, é uma irreligião tanto quanto o ateísmo, mas é uma visão filosófico-espiritual bem parecido com o que você disse. 🙂

      Acho que você vai gostar muito. 😉

      Abraços!

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  3. Faço as palavras do André Luis as minhas.

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  4. Concordo plenamente com a Thais, penso da mesma forma

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