Ciência em Pauta: Câmara dos Deputados aprova adesão do Brasil ao maior consórcio de astronomia do mundo
Grande salto para a astronomia brasileira: no último dia 19, a Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou a adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO), o maior consórcio de pesquisa do mundo na área da astronomia. Isso significa um salto enorme para a pesquisa no nosso país. A adesão irá exigir um investimento de R$ 945 milhões até 2021. O consórcio irá permitir que o Brasil tenha acesso aos radiotelescópios que estão instalados no Atacama, Chile. Somos o 15º país a aderir ao projeto.
ESO capta nuvem de gás e poeira ‘guerreira’
O mesmo observatório astronômico que o Brasil corre risco de fazer parte captou uma nuvem de gás e poeira, três vezes maior que a Terra, que sobreviveu a um encontro com o Buraco Negro no centro da galáxia. A nuvem foi captada em 2011 em marcha rumo ao buraco e, em maio do ano passado, a surpresa: aparentemente a nuvem, batizada de G2, ficou quase intacta. O observatório divulgou imagens do encontro essa semana e agora procura estudar a natureza da G2.
Mistério de estrela perto de ser desvendado
Em 1670, uma estrela misteriosa apareceu abaixo da constelação do Cisne, variando seu brilho por dois anos antes de sumir de vez. Esta semana, o astrofísico Tomasz Kaminski publicou na Nature que a tal estrela misteriosa na verdade foi um evento raro: foi um espetacular choque entre duas estrelas. O transiente vermelho faz com que duas estrelas se fundam e emitam um brilho muito mais forte.
Primeiro clone de mamute está a caminho
Graças a carcaça extremamente bem conservada de um mamute em Permafrot, no Ártico, o laboratório de genética de Harvard está perto de criar um clone da espécie extinta há mais de três mil anos. Os cientistas conseguiram injetar os genes do mamute no genoma de um elefante moderno. Porém, os questionadores éticos argumentam que tal ideia pode levar a extinção os elefantes africanos e asiáticos.
Moratória genética
Aliás, os éticos também estão pedindo uma moratória voluntária sobre o uso de novas técnicas de edição de DNA. O CEO da empresa de biotecnologia Sangamo Biosciences afirma que as técnicas de edição genética que visam corrigir genes de doenças em gerações futuras podem ter efeitos imprevisíveis e que os cientistas tem que concordar em não modificar o DNA de células reprodutivas humanas.
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Colaborou: Heudmann Lima (Manaus/AM)
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