[POEMA] A Rendeira
A rendeira tece seu laçar Tece tece sem parar Sua vida é essa E a graça da moça Bem feita não confessa Que sua promessa É de casar Na mão uma agulha Mas no fundo se orgulha Do fasto trabalho a terminar A bela renda ela vai usar Pra no casamento mais bela ficar A rendeira feliz prepara o linho Branco, clinic vermelho e vinho Essas são as cores onde o amor vai reinar. Autor: Gregori Fiorini
Read More[POEMA] Saudade
Saudade, for sale palavra em português Expressa amor a quem se ama Dor a quem falta Desejo de rever Lembrança inesquecível Que mesmo de longe Faz daquele nunca esquecer Autor: Gregori Fiorini
Read More[POEMAS] A Velha Janela
A janela que pobre figura, thumb Tão desbotada sem pintura Mas se serve de consolo muitas figuras a viram Mulheres e homens pra ela sorriram Bem do alto uma bela paisagem vislumbra Pena que hoje é refugada por todos Sem valor nenhum até da desgosto Pra quem hoje olha essa velha janela Nem imagina quantas histórias guarda Nesse pedaço de madeira mofada O tempo passou depressa Mas só se interessa A quem por ela foi amada Autor: Gregori Fiorini
Read MoreEm nome de tudo
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. No princípio era o verbo – era nada. Era nada: outras eras desfizeram mais dessas doces mentiras. Eu sei, você sabe: palavras sempre serviram a nos enganar – claro, em nome de tudo. Que lindos são nossos livros. Que lindos, nossos ideais. Quem adivinha as lacunas mata a charada em nome de tudo. Em nome do rei. Em nome da lei. E vamos brincar de forca. Eric, Iara, Cândido, Marta. Pedro e Paulo, João e Maria… Que nomes nos damos! Que palavras nos condenam? Por que nos danamos? Quanto dura seu nome? – por que duraria? Colônia de corpúsculos, microscópicos cósmicos micróbios renomeando-se ininterruptamente, assustadoramente, reconhecendo-se entre a centelha viva e a vertigem. Ou entre um galope e um golpe. O ótimo agouro e o óbito. Um espelho, uma esperança: e um espectro. Um canto, um cânone, um credo. Uma queda. Quanto dura seu nome? – e quando ele some? Vocábulo, signo, termo… – que nos importa, afinal? Por que mais palavras aprisionando as palavras? Uma vez foram grunhidos, alguém se lembra? – e se moldaram. Podemos pensar sem elas? Quem disse? Palimpsestos as guardam, que […]
Read MoreLugar
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. Tua alma… a teu ver eterna-inútil. Tua morte… sonho de renascer absurdo-vão. Teu corpo… lugar que te cabe e não outro. Deuses-deus… de que te servem? Rosto dos que te conhecem:… amanhã nada-ninguém. Universo alheio a ti:… quando e sempre lugar-nenhum. Teu futuro… minha ausência: o futuro. Tua mente… que isto absorve-imagina. Postado por Perce Polegatto http://www.percepolegatto.com.br/2012/10/05/lugar/ Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.
Read MoreÁlbum
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. Pó sobre os retratos (não adianta soprar), cheap sépia minando varandas, store jardins intransponíveis. Espessa é a capa do tempo. E tu, rx fantasma extraviado de meu sonho, sempre me apontas escuro em tua lâmina de vidro. Branco – com o que há de sombra. Cinza – com o pó que me mostraste. A tudo o que contas escuto sem medo, sei: mal resta aos que já não são esmolar chances do que já não podem – e não me ocorre nenhuma outra palavra, filho. Postado por Perce Polegatto http://www.percepolegatto.com.br/2011/10/29/album/ Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.
Read MoreCemitério clandestino
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. Solo que me serve à margem dos que creem. Tu não sabes que me despi. Torno ao cosmo que me era – que sempre tem sido – sem a quimera que mal te atribuem, thumb sem o sonho da alma que me querem. Postado por Perce Polegatto http://www.percepolegatto.com.br/2013/07/28/cemiterio-clandestino/ Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.
Read MoreLUMINÁRIA
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. Entra o inseto, prescription intui salvar-se pela luz intensa. Entrega-se a morrer sendo mais um e sem saber a verdade. Que mais o anima senão a alma suposta que o é? Que mais sua vida senão seu próprio estado de ser? Inseto talvez de não ter sido e não haver acreditado. De existir e deixar de existir ainda que acreditasse. Inseto de existir e não acreditar. Toca por fim a lâmpada que o pune e não o sabe. Tomba – e não ressuscita. Postado por Perce Polegatto http://www.percepolegatto.com.br/2013/05/19/luminaria-2/ Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.
Read MoreCanção de ser
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. Cansaço de quem erra em vão. Sépia de retratos nas ruas do Centro Velho. De novo o tilintar de talheres, aroma de cozidos à hora da fome, e é como se os provasse à margem dos que vivem. Aura da morte no mofo das fachadas, ameaça inerente às coisas que são e têm sido. Torna a chuva a demarcar o tempo, supõe ouvir: é preciso coragem. Postado por Perce Polegatto http://www.percepolegatto.com.br/2011/12/29/cancao-de-ser/ Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.
Read MoreSol ancestral
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. Não o passado diluviano do Limulus nem o que coube da medusa arqueozoica ao homem do Quaternário. Não a formidável expansão do Cambriano, sale os megassauros do Triássico. … neblina glacial do Plistoceno… Não a civilização com seus códices, thumb a justa nação dos homens livres nem o que por erro fizer-se futuro: o (mesmo) sol me aquece, viagra buy anima e realiza – e o que me espanta é ser isto agora. Postado por Perce Polegatto http://www.percepolegatto.com.br/2013/06/08/sol-ancestral/ Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.
Read MoreSILENCIO
Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores. Repousas no horizonte além. É primavera amor! Traga-me com paixão! Como lago manso, aparente. Teu ser, turbilhão e ardor! Cega, embriagada, devastada. Percorro com ânsias teus caminhos, Na caricia de teu olhar em mim! Sou um sem jardim sem flores. Sem teu calor, teu néctar, teus beijos. O vazio dos dias e das noites desertas Na esperança de ti, no meu alvorecer. Sopra a brisa das nuvens silenciosas. Ouve-se o eco de suspiros infindos… Vem a noite morna, preguiçosa. As estrelas cintilantes testemunham Teu silencio nas minhas noites tuas. Tania R.P.Fernandes Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.
Read MoreCarlos Drummond de Andrade, a poesia de uma vida.
Poeta, stomach cronista, hospital contista e tradutor brasileiro. Sua obra traduz a visão de um individualista comprometido com a realidade social. Na poética de Carlos Drummond de Andrade, a expressão pessoal evolui numa linha em que a originalidade e a unidade do projeto se confirmam a cada passo. Ao mesmo tempo, também se assiste à construção de uma obra fiel à tradição literária que reúne a paisagem brasileira à poesia culta ibérica e européia. Nasceu em Itabira (Minas Gerais), no dia 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo (Estado do Rio de Janeiro), de onde foi expulso por “insubordinação mental”. De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro. Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde […]
Read MoreCiência e Poesia III - A Dança da Vida…..
Publicado originalmente no blog Ciência e Astronomia. Autor: André Pretto Haiske Fiz um poema e gostaria de Mostrar para vocês… A Dança da Vida Dentro desse pequeno e pálido ponto azul, generic ocorre o milagre da vida. Desde os pequenos até aos maiores seres, information pills eles participam de uma dança em sincronia, é a chamada dança da vida. Entre os vales e montanhas, florestas e savanas. A vida corre, cresce e prospera, sendo sua fronteira o céu e o mar. Seus oceanos borbulham em vida e diversidade. Baleias, peixes e golfinhos, disputam entre elas, o domínio da vida submersa. O canto dos pássaros agora tem de disputar, com um novo e maligno predador que surge à espreita. Florestas que outrora eram verdejantes, viram asfalto e deserto, como se isso demonstrasse o progresso de sua espécie. A vida continua mesmo que esta espécie, continue se achando o dono desse planeta azul. Mas nós apenas somos seu atual e temporário inquilino. Mesmo depois que esse inquilino se for, os passaros continuarão à cantar, os peixes à nadar e os cavalos à correr. Como se nunca ouvesse uma espécie que em um breve momento de loucura, tentasse destruir a perfeita sincronia desta […]
Read MoreCiência e Poesia II
Clique na imagem para ampliar. Canção do dia de sempre Tão bom viver dia a dia… A vida assim, website like this jamais cansa… Viver tão só de momentos Como estas nuvens no céu… E só ganhar, ailment toda a vida, diagnosis Inexperiência… esperança… E a rosa louca dos ventos Presa à copa do chapéu. Nunca dês um nome a um rio: Sempre é outro rio a passar. Nada jamais continua, Tudo vai recomeçar! E sem nenhuma lembrança Das outras vezes perdidas, Atiro a rosa do sonho Nas tuas mãos distraídas… – Mário Quintana Mais sobre esta imagem: GAEA e NASA.
Read MoreCiência e Poesia
“There’s no place like home” Ó Estrelas, Sonhos e Gentil Noite; Ó Noite e Estrelas, voltai! E escondam-me dessa luz hostil Que não aquece, mas queima Que seca o sangue dos homens infelizes E bebe lágrimas em vez de orvalho; Deixem-me dormir enquanto o seu reino cega, E só acordar convosco! – Stars de Emily Bronte A fotografia acima foi tirada na International Space Station (ISS – Estação Espacial Internacional), há 350 quilômetros de altitude. Quem aparece espiando através das janelas da Cupola é a astronauta Tracy Caldwell Dyson, que reflete a respeito deste pequeno, frágil e Pálido Ponto Azul. A tal altitude o horizonte da Terra aparece claramente encurvado. Tanto que a ISS orbita a Terra a cada 90 minutos, podendo ser vista por nós daqui do chão em algumas oportunidades como um ponto brilhante de luz, deslizando sobre nossas cabeças, logo após o pôr-do-sol. A foto foi publicada no Astronomy Picture of the Day (APOD) em 15 de novembro de 2010 e pode ser acessada por este link.
Read More


































