Dizer que Porta dos Fundos é intolerância religiosa é desrespeito à Igreja Perseguida. Povo que não sabe o que fala….

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Isso até poderia ser uma piada de mal gosto. Mas não é. Já faz algum tempo que evangélicos começam a comparar programas de sátiras e humorísticos, cujo tema às vezes é religião e às vezes não, à perseguição ou à intolerância religiosa.

Talvez tal ignorância venha do fato de que pessoas precisem voltar à mídia. Talvez ao fato de que está na hora do povo evangélico arrumar mais alguma “guerra” para lutar, até que a questão homossexual volte a ser pauta de governo após provável reeleição. Afinal, há muitos dividendos provenientes da guerra, sabia?

Pode não ser nenhum dos fatos citados acima. Quem sabe é um desejo sincero por justiça daqueles que confundem a falta de temor a Deus, com censura e leis da inquisição. Seja como for, e aqui expresso apenas minha opinião baseada em anos de trabalho com a igreja perseguida, não estamos assistindo casos de intolerância religiosa. A intolerância religiosa e perseguição que existe no Brasil (se é que existem) provem das bobagens ditas por políticos evangélicos na mídia ou por seus comportamentos bizarros e corruptos.

Intolerância é a qualidade de uma sociedade ou tribo que não suporta conviver com convicções ou opiniões diferentes. E a perseguição vem em seguida como forma de reprimir até a morte, seguidores de outras religiões que não seja a religião aceitável ou majoritária de um grupo ou nação. Sei disso porque convivi anos com pessoas que perderam muito pelo simples fato de deixar o Islamismo por Jesus. O que em nada se compara com o que vemos no Brasil.

Hoje mesmo na Síria assistimos uma guerra civil que mistura e usa a religião para justificar a morte e o assédio a vilas cristãs inteiras na nação. Exatamente por isso, cada vez que ouço alguém comparar o Programa Porta dos Fundos à intolerância religiosa e perseguição peço perdão e misericórdia à Deus por um povo que não sabe o que fala e que provavelmente não duraria nem 5 minutos de vida como seguidor de Jesus em países islâmicos. Há aqueles que falam de tal forma que parecem desejar a intolerância islâmica em nossa nação para que tais atores e programas fossem punidos.

Quem não sabe lidar com o preço da liberdade, com a ofensa ideológica de tolerar pensamentos e convicções diferentes, NÃO PODE NUNCA CHEGAR AO PODER (cuidado com eles!). Você pode gostar ou não gostar de programas assim. Esta não é a questão. A questão é o preço que a liberdade e democracia demandam.

Este preço foi o preço que meu amigo Mohammed aprendeu a pagar quando numa noite, através de um sonho, entendeu que Jesus falava com ele. Procurou a ajuda dos missionários e em pouco tempo, toda a família se rendeu aos pés de Jesus. No entanto, tanto ele quanto a esposa sabiam que um dia mais cedo ou mais tarde, viriam atrás deles. Ele acabou preso, detido e ameaçado. Mohammed não morreu devido a intervenção de advogados de organizações de direitos humanos internacionais. Mas ele e toda a família cruzaram o deserto para fugir da polícia religiosa e viver em paz em outra nação.
Há outros casos e muitos sem o desfecho feliz como o de Mohammed.

Eu também já tive esta experiência de ser detida, trancada numa pequena sala e monitorada, esperando um interrogatório que poderia me levar a um desfecho infeliz. As autoridades me chamaram para saber se eu era missionária e se estava levando a mensagem de Cristo à nação. Como já tinha muitas experiências boas para contar a respeito do trabalho dos refugiados, as autoridades me deixaram sair, entendendo que o trabalho social era mais importante naquele momento. Antes, contudo, me darem muitas atribuições que deveria respeitar: “Não pregue sua fé, não distribua bíblias, não doutrine crianças e etc”. Foi o que me ordenaram. Mas tudo isto, eu fiz, mesmo sabendo da vigilância. Este é o preço da fé e do amor de compartilhar Jesus aos povos islâmicos. E o Senhor em todo o tempo me guardou pois ainda não terminou com minha história naquele lugar.

Por isto, creio que seria mais útil, ao invés de chamar estes programas humorísticos (que nem deveriam ter tanta atenção nossa) de “Perseguição Religiosa”, investirmos na pregação entre os Povos Não Alcançados.
Se numa democracia como o Brasil estamos perdendo tempo com guerrinhas midiáticas, quem será dentre estes que poderiam ir pregar o Evangelho entre os perdidos das nações?

Espero que entendam este desabafo missionário, porque dizer que no Brasil vivemos dias de perseguição e intolerância tornou-se um desrespeito para a Igreja Perseguida e uma piada de muito mal gosto. Quanto ao Porta dos Fundos e outros, seria melhor você deixar Deus cuidar deles. Quanto à você, desligue sua TV ou computador e simplesmente Não assista o que te faz mal.

Texto de Raquel Elana, originalmente publicado em http://goo.gl/nV6rxn

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Autor(es):

Daniel

Sou desenvolvedor de softwares, ateu, cético, gamer, fã de Star Wars, mochileiro das galáxias, lutador de Hapkido, jogador e mestre de D&D. Converso sozinho e disfarço quando as pessoas percebem, defendo tudo aquilo que acredito estar certo, critico tudo aquilo que acredito estar errado, acredito que um mundo melhor é possível se cada um fizer a sua parte e observo o mundo ao meu redor para melhor entendê-lo, sempre em busca de novos e eternos aprendizados.

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