Intervenção religiosa nos meios políticos, retrocedendo o Estado laico

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Artigo submetido por um leitor do Livres Pensadores.


Politica é a arte de governar e de opinar sobre as decisões que dizem respeito à sociedade, releva-se para isso os caráteres socioculturais para que se possa definir o que será considerado pudor e, portanto, o que será definido como legal e o que será definido como ilegal.

No entanto, no contexto atual, uma republica democrática laica e liberal quanto à cultura e etnia, a sociedade é, de todas as formas, eclética o que traz conflitos quantos as decisões a se tomar, uma vez que a democracia visa o bem da maioria, sendo que é quase que impossível satisfazer todas as partes.

Porem interferências de força maior podem intervir, modificando esse conceito oficial, é o caso da critica feita pela ONU em maio de 2011, que evidencia a imposição do ensino religioso em escolas no Brasil, em relatório de Farida Shaheed: “Centenas de escolas públicas em pelo menos 11 Estados do Brasil não seguem os preceitos do caráter laico do Estado e impõem o ensino religioso”. Tal relatório mostra a interferência religiosa e, acima disso, monetária.

 

Apesar de criticas de grandes organizações e autoridades, nosso pais continua negligenciando sua própria ideologia, exemplo recente disso foi a aprovação do projeto de lei que obriga alunos das redes municipais a rezarem a oração do “Pai Nosso” antes do iniciar a aula em Apucarana, Paraná.

. Os onze vereadores da Câmara Municipal de Apucarana, no norte do Paraná, aprovaram por unanimidade, em primeira discussão, o projeto de lei que obriga alunos das redes municipais a rezarem a oração do ‘Pai Nosso’ antes de iniciar as aulas de


Primeiro, a força politica empenhada pelo cristãos no governo brasileiro, o torna incapaz de tomar decisões que respeitem a liberdade religiosa, além de que, seu preceitos barram leis, artigos, emendas ou portarias que defendam princípios contrários aos mesmos, tal evidencia e registrada na noticia de 25 de maio de 2011, dada pelo portal IG Ultimo Segundo de notícias, onde o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) afirmou que, para convencer o governo a suspender a produção do material de combate à homofobia, que seria distribuído a cerca de 6 mil escolas de ensino médio, a bancada evangélica da Câmara ameaçou não colaborar com os projetos do Poder Executivo. Tal noticia evidencia a nocividade de tal bancada ao dever constituinte do Estado de ser neutro e liberal em aspectos étnicos ou culturais.

 

Em abril deste ano, um aluno de 16 anos foi retirado da sala ao rejeitar a participação em uma oração no Colégio Estadual General Carneiro, em Roncador, a 400 km de Curitiba, o garoto denunciou a atitude da professora à Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea). A atitude da pedagoga espalha preconceito entre os estudantes sendo altamente nociva, o que trouxe repercussão ao caso, atualmente resolvido declarou a escola após uma reunião em que o conselho diretor determinou que não pode mais haver rezas em salas de aula.


Segundo, a força monetária, principalmente da Igreja Católica e das evangélicas e suas ramificações, financiam: políticos, projetos e partidos políticos, como por exemplo, o PRB (Partido Republicano Brasileiro) fundando por Edir Macedo, atual dono da Rede Record de Televisão e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e outros evangélicos, e presidido pelo quarto deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, e bispo da IURD, Vítor Paulo dos Santos, que conseguiu, com discrição e o apoio da igreja, eleger nove parlamentares do partido para a Câmara. “Em parte, a vitória é fruto de uma estratégia adotada em 2009, de reunir no PRB políticos da Universal, antes espalhados por muitos partidos”, disse o bispo.

Sendo que os senadores Crivella e Magno Malta, do PRB, são contrários à lei que criminaliza a homofobia, lembrando que desde os anos 50 e que a maioria dos países civilizados aceita o casamento gay e a adoção de crianças por pais homossexuais.

Analisando tais interferências torna-se visível sua nocividade a um estado laico e digno da civilização eclética contemporânea de nosso país sendo-a retroativa, conservadora e, muitas vezes, inconstitucional.


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4 Comments

  1. A religião no Brasil é o que temos de pior.
    Esses pseudoreligiosos no poder nada têm a ver com os ensinamentos de Jesus Cristo, são maqueavélicos que se apoiam na religião simplesmente para se perpetuarem no poder com carinhas de bonzinhos.
    Apesar de ter sido ótima cantidada à presidência do Brasil, como foi Marina Silva, eu não votei nela porque ele é evangélica, tenho medo dessa “bancada nojenta” destruir o estado laico brasileiro.

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  2. Nada Haver fico imaginando que maleficio pode trazer uma oração, em sala de aula? somente um exibicionista ateu (ou melhor que se diz ateu) para publicar isso.

    cONCORDO COM VOCÊ existe uma bancada nojenta a que esta sendo julgada no mensalão, e a mesma não é evangelica…

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    • É? Então vamos colocar um ritual da ubanda em todas as escolas antes da primeira aula. Que tal? 🙂

      “Afinal, que mal pode fazer?”

      Simples: é desrespeito à liberdade religiosa dos outros. Cada um pode seguir a religião que bem entender (inclusive o satanismo, por exemplo), tem o direito a isso e ninguém (quanto mais o Estado) pode intervir 😉

      Entendeu agora, ou quer que desenhe?

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  3. Acho que também cabe citar aqui a Lei 6923/81 que “Dispõe sobre o Serviço de Assistência Religiosa nas Forças Armadas”, criando o cargo público de capelão. Sim um cargo público religioso. No último concurso que acompanhei eram 3 vagas reservadas a católicos e uma para os evangélicos batistas.

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