O Pasquim, um jornal feito por livres pensadores.

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Em julho de 1969, visit this site um jornal de teor crítico e intelectualizado é criado por jovens da Zona Sul carioca. Eles estavam dispostos a ocupar o próprio espaço numa sociedade enclausurada e truculenta. Nascia assim O Pasquim. Um jornal que tratava as questões mais sérias do Brasil e do mundo com pitada irreverente e bem – humoradas. Ou mesmo um tipo de esponja que absorvia a criatividade de intelectuais do período cinzento da história brasileira.

Uma das finalidades do jornal era o uso do humor inteligente na exposição de visões. Tudo isso nas entrelinhas. Reunir reflexões, more about posicionar pontos de vista, propor soluções, juntar denúncias e, claro, rir da própria desgraça, além de discutir sobre drogas, feminismo, sexo, futebol, divórcio, bossa nova, cinema e muitos outros assuntos de calão desafiador decorrente da época. Uma das frases de efeitos foi a de Ivan Lessa dizendo que “os políticos são os únicos seres humanos capazes de passar direitos ao processo de repensar sem fazer escala no de pensar”.

Exposição resgata a bombástica entrevista de Leila Diniz ao jornal "O Pasquim".

De uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, que a princípio parecia exagerada, o semanário atingiu a marca de mais de 200 mil em seu auge, em meados dos anos 70, se tornando um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro. Começou com uma publicação comportamental, O Pasquim foi se tornando mais politizado a medida que aumentava a repressão no ato AI-5. O Pasquim passou então a ser o porta- voz da indignação social brasileira.

Primeira edição do Pasquim.

A primeira capa do Pasquim, foi a entrevista com o colunista social Ibrahim Sued. E já no número de lançamento, um furo: o próximo general a governar o país, depois de Costa e Silva, seria Emilio Médici. A primeira edição contou ainda com textos da atriz Odete Lara, que se encontrava no festival de Cannes e do cantor e compositor Chico Buarque. A irreverência do tablóide já se revelara na legenda de capa. “É um semanário executado só por jornalistas que se consideram geniais”, dizia.

Capa de O Pasquim com Elke "Maravilha".

Logicamente que o regime não aceitava quieto todas as críticas. Uma bomba chegou a ser colocada dentro da redação do jornal e só não explodiu por defeito. Os censores impunham vários cortes na edição do semanário até que fosse liberado para publicação. Ainda assim, alguns números chegavam a ser recolhidos das bancas por algum militar insatisfeito.

A redação, claro, deu seu jeito de burlar a censura. A primeira censora, chamada “Dona Marina”, por exemplo, acabou amiga de bebedeira dos jornalistas e foi demitida por deixar passar uma charge de Ziraldo, na qual ao invés do grito de independência de Dom Pedro, estava a legenda “Eu quero é mocotó!”. Por esta sátira a redação inteira do O Pasquim foi presa em novembro de 1970. Os militares esperavam que o semanário saísse de circulação e seus leitores perdessem o interesse, mas durante todo o período em que a equipe esteve encarcerada, até fevereiro de 1971,

 

O Pasquim foi mantido sob a editoria de Millôr Fernandes (que escapara da prisão), com colaborações de Chico Buarque, Antônio Callado e diversos intelectuais cariocas.

As prisões continuariam nos anos seguintes, e na década de 80, bancas que vendiam jornais alternativos como O Pasquim passaram a ser alvo de atentados a bomba.

O jornal ainda sobreviveria a abertura política de 1985, mesmo com o surgimento de inúmeros jornais de oposição e de novos conceitos de humor.
O jornal O Pasquim representa o principal exemplo de imprensa alternativa no Brasil e, ao mesmo tempo, é considerado o veículo impresso que mais influenciou a chamada grande imprensa, que até hoje ainda se renova ao adotar importantes modificações introduzidas no jornalismo por aquele, como oralidade.

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Autor(es):

Gregori

Sou nato da cidade de Fortaleza no estado nordestino do Ceará, filho de pais professores, neto de imigrantes italianos e admirador do físico Albert Einstein, desde pequeno sonhava em ser cientista, incentivava os colegas ao mesmo, pesquisava teorias cientificas que explicassem o mundo que nos cerca, a gravidade, as moléculas, a energia, tudo me fascinava... Sempre muito curioso, "bulia" nos objetos a fim de descobrir como tais funcionavam (e quase sempre quebrava-os). Amante de computadores desde 1996, aprendi que essa ferramenta me oferecia oportunidades únicas de aprendizado, o primeiro contato com internet ocorreu em fevereiro de 1999 e guardo na lembrança esse momento, escutava os sons nada harmônicos da conexão 56kbps esperando pelo milagre da "janela colorida", como assim chamava a página de internet; nesse mesmo ano fiz primeira eucaristia no Colégio Santa Cecília, tradicional católico, onde estudava, boas e inesquecíveis lembranças; a eucaristia era quase uma obrigação familiar, saudoso avô (e padrinho) era católico fervoroso, contudo, meu interesse para tal era nulo e por consequência nunca decorei as "benditas" rezas, conclusão: a professora quase me reprovou! O tempo passou e sai desse colégio, indo para de ensino evangélico, onde a religião não era tão enraizada na mentalidade dos profissionais que ali trabalhavam, nesse ambiente fui líder de grupos e fiz parte do editorial do jornal da escola, e assim conheci principal habilidade: a criatividade, promovendo muito das exposições realizadas pela instituição, tive oportunidade de visitar emissoras de T.V. e jornais locais, finalizei o curso alguns anos depois; atualmente estudo Audiovisual e Novas Mídias na Unifor. Esportista radical, cineasta, escritor e poeta; enfim, aqui terão a oportunidade de melhor conhecer-me, um jovem que coleciona belas histórias.

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One Comment

  1. O melhor da imprensa realista de sua épocaépoca. Escrito com caneta de tinta na cor sangue. Impresso nos porões da ditadura. Gráfica alguma queria ter a incumbência m em gerar tal jornal; era visita dos milícos na certeza.

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