Psicanálise é pseudociência, é ilegal, é ineficaz e é antiética

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Por Percy Bysshe Shelley
Traduzido por Douglas Rodrigues

O status epistemológico da psicanálise é de uma pseudociência (não confunda com protociência ou ciência ruim), approved a maioria dos psicanalistas fogem do problema de como qualificar a sua prática, e oscilam entre afirmações (ou promessas) de sua cientificidade sem dar quaisquer argumentos; desqualificam a ciência, here que é contrário aos seus métodos e seus princípios; criticam a “obsoleta” epistemologia que os exclui; ou justificam esta exclusão, argumentando, erroneamente, que as ciências sociais em geral não entram nos parâmetros atuais de cientificidade.

Embora tal problema seja ignorado por boa parte dos psicanalistas, que por sinal acham sua prática gratificante, é um problema relevante para a Lei Nacional Nº 26.657 de Saúde Mental da Argentina, que garante:

“C) O direito de receber cuidados com base em fundamentos científicos de princípios éticos.”

E deixa claro, em sua implementação, de acordo com o decreto nacional 603/13:

“C) A Autoridade de Aplicação deve determinar quais são as práticas que são baseadas em fundamentos científicos de princípios éticos. Todas aquelas que não forem fornecidas por estes meios estarão proibidas.”

Outra maneira de evitar este problema, é dizer que o que importa é que a psicanálise funciona. As “provas” oferecidas são os depoimentos anedóticos dos pacientes que dizem que “o método funciona”, que é tão valioso quanto as histórias de cura através do poder da mente, da homeopatia ou do curandeirismo. Por outro lado, os estudos controlados coincidem em propor a psicanálise como uma terapia:

A) Indistinguível do Placebo (o paciente melhora devido a sua própria expectativa). Em outros casos, a melhoria provém de fatores tais como o efeito terapêutico de falar e a remissão espontânea (coisas que normalmente são gratuitas).

B) Ineficaz para distúrbios como depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade, fobia, vícios, comportamentos indesejados (como agressividade), etc. (O prolongamento indefinido da terapia psicanalítica favorece a possibilidade de que fatores circunstanciais na vida do paciente provoquem a remissão espontânea).

C) Desfavorável para alguns casos de TOC, que podem causar efeitos iatrogênicos e prejudiciais no caso de aparecimento de falsas memórias traumáticas (veja sobre a “síndrome da falsa memória“).

Existem terapias que são capazes de demonstrar a sua eficácia em um determinado momento, mas a objeção que os psicanalistas dão para minimizar este fato, é que outros tratamentos são “superficiais” para prosseguir com a raiz de um problema, e que simplesmente provocam uma substituição de sintomas (o sintoma que o levou a consulta profissional desaparece, mas mais tarde ele é substituído por outro). Isso é falso por várias razões. Diferentes estudos concordam que uma “profunda” compreensão da causa ou origem de um sintoma (A) não é necessário para alcançar uma melhoria (B), ou seja, não tem nenhuma relação direta com a melhoria. Além disso, em diferentes acompanhamentos de até 5 anos em pacientes efetivamente tratados com outras terapias, o número de recaídas é excepcional, e não há um único caso em que o sintoma inicial foi transformado em outro (pelo contrário, o normal é uma melhora na qualidade de vida).

Não é ético que um profissional de saúde mental deixe de informar o paciente sobre o tratamento que tem se mostrado mais eficaz para seu caso, somente por sua própria preferência por determinada escolha, mesmo (ou pior) por preconceitos infundados, como acima – que estão entre uma série de importantes mitos que favorecem a Psicanálise, e deformam, banalizam e desacreditam no conhecimento científico em geral.

Psicanálise é pseudociência, é ilegal, é ineficaz e é antiética, 6.5 out of 10 based on 35 ratings

Autor(es):

Douglas Rodrigues

Cursando Filosofia pela Universidade de Franca, estudante de Filosofia da Ciência (Filosofia da Física e Filosofia da Mente) e Filosofia da Matemática, experiência na área de Divulgação Científica com ênfase na Astronomia, Astrofísica e Astrobiologia, fundador da Universo Racionalista e da página Astrobiologia é Vida, e membro-estudante da Rede Brasileira de Astrobiologia. Currículo na plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/3762833663082199

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14 Comments

  1. Muito bem! Concordo com suas palavras. Nessa mesma área (pseudociência) está o velho marxismo que tanta desgraça já causou à humanidade.

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    • ora cale a boca. como ousa, o marxismo deve ser respeitado e implantado !!!1

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      • Pra que mais governantes matem seu próprio povo? O Marxismo não deve ser respeitado e implantado.

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  2. A segunda face da moeda aqui;

    http://obisturi.com/2012/06/26/a-psicanalise-e-uma-pseudociencia/

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  3. Curioso que as pessoas cultas, esclarecidas, o povo “cool” gosta de tirar um baita sarro dos evangélicos a quem, no fundo, consideram como gentinha – um povo atrasado que entrega o seu dinheiro aos pastores. Mas esses mesmos sacanas que se julgam mais inteligentes e sagazes não hesitam em pagar de quinhentos ou até mil reais por uma única sessão de psicanálise!, para ao final ouvirem um único “arrã” do psicanalista ou guru que os orienta…

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  4. Como dizia Carl Sagan, devemos ser céticos com o ceticismo. Qual o limite entre rechaçar uma nova teoria e aceitar qualquer absurdo? Naveguemos nessa faixa.
    O placebo, usado em experiências duplo cego, tem efeito, portanto tem sua utilidade e demonstra o interessante fenômeno psíquico. Nada a ver com mágica ou sobrenatural.
    A psicologia e a psicanálise não tem função de “cura”, pois partem do conceito que ninguém é “anormal”. Sua função básica é nos trazer melhores maneiras de lidarmos com certos “sofrimentos”.
    Acreditar que pode-se curar a depressão, por exemplo, puramente com drogas, é voltar à ciência cartesiana do século XIX e acima de tudo, ter uma posição de fé cega na alopatia e consequentemente na indústria farmacológica.
    Freud era médico em pleno fervor iluminista de que a ciência mecanicista era a verdade absoluta (algo bastante dogmático por sinal) e notou que certas patologias não podiam ser avaliadas puramente no âmbito neurológico.
    Claro que existem os psicanalistas ruins, mas a psicanálise/psicologia são reconhecidas mundialmente pela eficiência e achar que psicanálise é ouvir “haha” é a mais pura ignorância.

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  5. A propósito, quem seria “Percy Bysshe Shelley” (o autor da suposta pérola)? Só encontrei referências de um perfil fake e de alguém nascido em 1792, bem antes, da psiquiatria e psicanálise existirem…

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  6. A Psicanálise não resume a Psicologia, mesmo porque, a Psicologia há várias linhas, infelizmente ou felizmente. Bom, dizer que Psicanálise é ilegal, como no título, soa errôneo, principalmente, aqui, no Brasil, pois é uma prática legalizada, principalmente, pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia). O que posso dizer como estudante de Psicologia é que sim, Psicanálise é uma pseudociência, mas a maiorias das teorias psicanalíticas, que ironicamente, são bases filosóficas e clínicas são, em geral, úteis… assim como algumas religiões. rs O problema da Psicanálise é que, quando algo contradiz uma hipótese de alguma teoria não há a refutação da mesma, percebe-se a permanecia como uma crença, e isso, não é ciência. Infelizmente, existem Psicanalistas que acreditam que o autismo se desenvolve entre os primeiros 12 meses de vida da criança, em relação “mãe e bebê”, mesmo com o esmagador estudos em Genética sobre o autismo. Se eles tentam ajudar alguém com autismo pelos motivos errados, é claro que não será eficaz sua prática. Nos comentários escreveram que na Psicologia não há o “anormal”, bom, talvez não conheça os conceitos de normalidades da Psicopatologia.

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    • Interessante seu comentário, mas uma correção, a Psicopatologia, é base a psiquiatria e tem enfoque clínico. Abraços

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      • Não há correção no que eu disse sobre psicopatologia, relacionando a mesma com a Psicologia. Talvez muitos não sabem, mas os psicólogos estudam e utilizam os conceitos de Psicopatologia. Não é restrito aos psiquiatras. Os psicólogos usam o CID (Classificação Internacional de Doenças), no que correlaciona a classificação de Transtornos Mentais, em seus Laudos Psicológicos e Relatórios Psicológicos. E o mesmo ocorre com o DSM. O enfoque clínico, pode fornecer uma pesquisa clínica, onde sua amostra é pequena, mas isso não quer dizer que não seja útil. O que pode ocorrer é que, os dados clínicos podem não corresponder a replicação em pesquisas onde o número de amostra é maior, ou seja, as observações e descrições clínicas podem fornecer dados não fidedignos sobre “tal transtorno”. E é aqui que vem minha crítica. Compreende?

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  7. As interpretações que este post traz são falaciosas e por vezes absurdamente mentirosas e o engraçado é ver o sujeito chamando Freud de mentiroso. Não é verdade que apenas é aceito na Argentina e França, mas também na Inglaterra, Brasil, Uruguai, Chile, Alemanha, Bélgica, Áustria, entre outros. Freud não intencionou tratar a psique com a cocaína, teve insucesso na questão do tratamento alternativo da morfina e posteriormente quando seu paciente se viciou ele realmente sentiu culpa por isso e abandonou os estudos de cocaína, quer dizer… que tipo de mal caráter altera a história para ferrar com a imagem de Freud?! Freud, como qualquer outro cientista da história, cometeu barbeiragens no método, barbeiragens que ele percebeu a necessidade de abandonar, rever, reescrever, fornecer modelo diferente e por aí vai, o fazer ciência não significa que se precisa acertar desde sempre porque do contrário você perde credibilidade para sempre (que parece que é isso que o autor tenta provar, saberia dizer quantas práticas de lâmpada vieram antes da primeira funcionar, pra só depois elucidar a teoria?) Outra coisa, as interpretações dos resultados dos casos são todos com base em uma extrema ignorância do que é um tratamento psicanalítico, afirmar que nunca houve resultados é como dizer que “latifúndios não existem no Brasil”. Falta um pouco de estudo em metapsicologia freudiana pra essa galera aí, mas pra falar a verdade acho que o texto tem um propósito claro: não está preocupado em procurar a verdade como ele diz várias vezes, ele está preocupado em validar o seu destino político.

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  8. Esse texto é absurdamente estranho , não retrata o que a psicanálise propõe realmente.
    A psicanálise não é uma teoria psicológica, embora faculdades (inclusive a minha) insistem em colocar a psicanálise como teorias psicológicas.
    De fato, existem muitos psicanalistas “meia-boca” em todo lugar do mundo, aqui na minha cidade tem vários.
    A psicanálise não é ciência e nem está interessada em ser, não há como explicar isso em poucas palavras … o saber da psicanálise é um saber que destitui todo um saber acadêmico, o Lacan na França com suas falas difíceis fez questão de dizer isso e explicar.
    O próprio Freud em sua autobiografia disse que suas teorias estavam postas à reformulação, e que caberá aos estudiosos reformularem se achar necessário ( assim como toda e qualquer teoria). Acontece que todo mundo ao falar da psicanálise, geralmente, se refere à psicanálise freudiana. NÃO EXISTE SOMENTE FREUD NA PSICANÁLISE, embora ele seja o “pai” .
    Os homoafetivos NÃO SÃO PERVERTIDOS PARA A PSICANÁLISE, Freud inicialmente os incluiu na categoria, mas logo após retirou.
    Sabotou as mães? Como assim? Totalmente sem fundamentos .
    As técnicas psicanalíticas no início do texto são absurdamente erradas.
    A psicanálise não é um saber comum, destitui todo um saber constituído em academias.
    É totalmente compreensível que a psiquiatria não aprova o saber psicanalítico e nem psicológico ….

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