Resenha Scientific #9: Outubro de 2015

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Oi, você que assim como eu vai virar um zumbi de The Walking Dead até o final do ano, queridos leitores! A edição desse mês está ótima, um especial dedicado aos 100 anos da Teoria da Relatividade Geral. Trazendo na capa um único nome, que já diz muita coisa: Einstein. Essa edição é uma colaboração dos editores da revista e de especialistas comentando os maiores pontos da vida do cientista. A revista á está disponível em todo o Brasil e custa R$ 13,90.

Capa – Einstein (página 28)

Em 1905, Einstein publicava seu trabalho sobre questões envolvendo a gravidade. Na época, os conhecimentos sobre o assunto eram limitados a percepções do dia a dia e meras especulações. Einstein foi ousado ao dizer que a gravidade não era uma força, e sim o subproduto da curvatura do espaço-tempo. A princípio, não houve muita agitação fora do campo acadêmico. Mas, quando Arthur Eddington, durante uma expedição para ver um eclipse lunar, disse que a luz das estrelas parecia se curvar à medida que o sol passava, Einstein virou uma celebridade. A partir daí, suas contribuições ao pensamento e lutas da época foram imprescindíveis e levará muito tempo para que sua figura seja esquecida – ou, talvez, isso nunca ocorra.

Por que ele importa (página 30)

Devemos dizer que 1905 foi o ano de Einstein. Ele trabalhava oito horas por dia, seis dias por semana, em um escritório de patentes. E, durante seu pouco tempo vago, ele escreveu quatro artigos no mesmo ano. Quatro trabalhos que mudaram os caminhos da ciência. Março: argumentou que a luz é composta de partículas chamadas fótons, lançando a mecânica quântica; Maio: seus cálculos demonstraram a hipótese atômica, tendo como consequência  a matéria ser formada por átomos; Junho: completou a Teoria da Relatividade Especial, revelando que espaço e tempo se comportam de uma forma surpreendente; e em Setembro, ele lança sua equação mais famosa: E=MC2. Agora, pare e pense: por que ele importa?

Como Einsten reinventou a realidade (página 34)

Einstein desenvolveu seu trabalho durante um período difícil no mundo. Havia guerra, tanto no meio político, quanto dentro de si. Além do mais, apenas oito anos depois do início dos seus prodígios trabalhos que ele desenvolveu a teoria da Relatividade Geral. Entre muitas das histórias que contam sobre esse episódio, está a de um acidente envolvendo um pintor que caiu de um telhado bem próximo do escritório de patentes. Após reflexões, ele passou a ver que, em queda livre, uma pessoa não sentiria o próprio peso. A partir daí, dentro de um período de oito anos, Einsten nunca mais seria o mesmo, nem academicamente, nem humanamente.

Expandindo a mente (página 42)

Einsten desenvolveu todo o seu trabalho apenas com cálculos e experimentos mentais. De resto, usou apenas a sua genialidade para tornar seu trabalho ainda mais fantástico. Porém, esses experimentos não pode ser testados, deixando não só os trabalhos de Einstein como os de muitos pesquisadores em situações nada confortáveis. Até que ponto podemos confiar na dedução lógica? Seria insano? Ou, a melhor saída? Muitos desses experimentos revelam os grandes pontos do trabalho dele, além dos seus fracassos.

Onde Einsten errou (página 45)

Muitos cientistas erram/erraram em algum momento de seus trabalhos. Sempre vemos casos em que erros foram publicados. No mundo da ciência, é algo totalmente normal e corriqueiro. No caso de Einstein, seus erros de trabalhos são verdadeiros nortes para muitos assuntos atuais e, tais erros, são considerados notáveis. Alguns temas bastante estudados nos dias de hoje, como as ondas gravitacionais, lentes gravitacionais e a expansão acelerada do Universo, são embasadas em ideias mal interpretadas por Einstein.

O alcance da relatividade (página 50)

A obra de Einsten alcançou patamares inimagináveis. A Scientific American, em parceira com a Office for Creative Research (OCR), uma empresa de visualização de dados, decidiu medir a importância dos trabalhos de Einstein para os trabalhos produzidos hoje em dia por pesquisadores ao redor do mundo. Para ter acesso, visite (em inglês): http://bit.ly/1LJP30d

Soluções depois de Albert Einstein (página 54)

A geração atual de cientistas tenta seguir os passos de Einstein justamente nas partes em que ele falhou. A Teoria de Tudo, assunto que ele encarou pouco antes de morrer, foi o legado que ele deixou para a posteridade, que se debruça sobre o assunto tentando imitar e aprimorar seu pensamento. A falha nessa ideia é nas forças utilizadas na teoria. Na época, as formas nucleares forte e fraca ainda não tinham sido descobertas.

Gênio em um frasco (página 60)

Quem nunca ouviu falar em histórias envolvendo o cérebro de Einstein depois de sua morte? Uma jornada um tanto quanto bizarra envolvendo as buscas por seu brilhantismo levaram à dissecação do órgão. O cérebro de Einstein foi retirado sem a permissão da família horas depois de sua morte, contrariando o desejo do cientista de ser cremado. O estudo sobre o cérebro de Einstein foi um tanto quanto antiético e ele não o foi primeiro a sofrer esse tipo de pesquisa – pesquisa que, podemos dizer, foi um fracasso.

No Céu do mês, chuva de meteoros durante os dias 20 a 24 de outubro.

Por hoje, é só. Mês que vem, tem mais!

 

Yara Laiz Souza, acadêmica de Ciências Biológicas da UEA, manauara. Ex-aluna do IFAM/CMDI, ex-pesquisadora de PIBIC. Escreve sobre ciências para o Amazonas Atual, para a organização Livres Pensadores e para o Núcleo de Pesquisas de Ciências – NUPESC e para o site Ciência e Astronomia.

Participe da coluna: mandesuapautaprayara@gmail.com

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