As Belezas do Cosmos: Nebulosas

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Existem incontáveis belezas no Cosmos. Num texto anterior, apresentei as 10 mais belas galáxias. Em meu ponto de vista, é claro. Já neste, quero apresentar as 10 mais belas nebulosas, mas sem qualquer tipo de “ordem” entre elas. Não colocarei a “mais bela” ou a “menos bela” dentre elas, até por achar que não cabe aqui.

Caso você queira ver sobre os diferentes tipos de nebulosas antes de continuar, leia este outro texto meu: “Nebulosas: As gigantescas nuvens interestelares”.

Então, vamos a elas?

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Essa é uma visão em infravermelho da Nebulosa Cabeça de Cavalo, tirada pelo Telescópio Espacial Hubble. Ela é uma nebulosa escura, situada na Constelação de Órion, logo abaixo da estrela Zeta Orionis, que faz parte do Cinturão de Órion. E está a aproximadamente 1500 anos-luz da Terra.

Essa é uma das nebulosas mais identificáveis devido à forma de sua nuvem escura, composta de poeira e gases, que realmente lembra muito a cabeça de um cavalo. Foi observada pela primeira vez em 1888 por Williamina Fleming.

Nebulosa Cabeça de Cavalo também é conhecida como Barnard 33.

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Essa é a famosa Nebulosa de Órion, também conhecida como M42 ou NGC 1976, que pode ser vista da Terra como um mero “ponto luminoso”, situado no centro da região da “espada de Órion” (a sul do cinturão de Órion). A imagem é uma composição entre uma imagem do Telescópio Espacial Hubble e outra do Telescópio Espacial Spitzer.

Ela é uma nebulosa difusa que se encontra entre 1500 e 1800 anos-luz da Terra, tendo sido descoberta por Nicolas-Claude Fabri de Peiresc em 1610 (anteriormente ela havia sido classificada como uma estrela – Theta Orionis). Ela é, provavelmente, a nebulosa mais ativamente estudada do céu e é uma região de intensa formação estelar.

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Essa é a Nebulosa do Caranguejo, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble. Ela é uma Nebulosa Remanescente de Supernova, localizada na constelação do Touro. A nebulosa foi observada pela primeira vez por John Bevis, em 1731, e corresponde a uma brilhante supernova registrada por astrônomos chineses e árabes em 1054.

Ela está a cerca de 6.500 anos-luz da Terra e tem um diâmetro de 11 anos-luz, expandindo-se a uma taxa de aproximadamente 1.500 Km/s.

A Nebulosa do Caranguejo também é conhecida como Messier 1, NGC 1952 e Taurus A.

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Estes são os “Pilares da Criação” da Nebulosa da Águia (também conhecida como Messier 16 ou NGC 6611), fotografados pelo Telescópio Espacial Hubble em 1995, com a colaboração de Jeff Hestre e Paul Scowen. Essa é uma grande região de formação estrelar e especula-se que as áreas pequenas e negras são protoestrelas.

As colunas, que lembram a estalagmites (aquelas brotam do chão de uma caverna, não do teto) são compostas de hidrogênio e poeira, os quais agem como incubadores de novas estrelas. Dentro das colunas e em suas superfícies, foram encontrados “nós” ou “glóbulos” de gás mais denso, chamados EGG (Evaporating Gaseous Globules – Glóbulos Gasosos em Evaporação). Várias estrelas estão sendo formadas no interior destes glóbulos.

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Essa imagem, tirada pelo Telescópio Espacial Hubble, mostra a fusão de dois aglomerados estelares (um à esquerda e mais acima, o outro à direita e mais abaixo), presentes na Nebulosa da Tarântula (também conhecida como 30 Doradus ou NGC 2070), que é uma região da Grande Nuvem de Magalhães. Ela está a uma distância de cerca de 160 mil anos-luz da Terra.

Esse novo super aglomerado estelar gerado a partir da colisão dos dois anteriores chama-se R136 ou RMC 136. Ele é formado de estrelas jovens, com idades entre 1 e 2 milhões de anos, compostas principalmente por estrelas gigantes e supergigantes. A maioria de suas estrelas são do tipo espectral O3, tendo 39 delas confirmadas nesta classificação, além de várias estrelas Wolf-Rayet, também confirmadas.

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Essa é a Nebulosa Olho de Gato ou NGC 6543, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble. Ela é uma Nebulosa Planetária na Constelação do Dragão e é uma das nebulosas mais complexas conhecidas, podendo-se observar jatos de material e numerosas estruturas em forma de arco em imagens de alta resolução do Hubble.

A estrela central em NGC 6543 está a 3.300 anos-luz da terra e é uma estrela de tipo espectral O, com brilho aproximado de 10.000 vezes a do Sol e com um raio de 0.65 do Sol. Ela perde massa de forma muito rápida, devido a seu forte vento estelar, em um ritmo aproximado de 20 trilhões de toneladas de matéria por segundo. Imagino que deva ser um verdadeiro espetáculo ver isso tudo a olhos nus, de uma distância confortável.

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Essa é a borda da gigante cavidade gasosa na região de formação de estrelas chamada NGC 3324, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble. Essa brilhante nebulosa foi esculpida por intensa radiação ultravioleta e ventos estelares de várias jovens e quentes estrelas. Um conjunto de estrelas extremamente maciças, localizado fora dessa imagem e no centro da nebulosa, é o responsável pela ionização da nebulosa pela formação dessa cavidade.

A imagem também apresenta dramáticas torres escuras de gás frio e poeira que se elevam acima da parede brilhante de gás.

Ela se localiza no Hemisfério Sul, a noroeste da Nebulosa de Eta Carinae (NGC 3372), onde estão a Nebulosa Keyhole e a estrela variável Eta Carinae. Todo esse “complexo nebuloso” está localizado a cerca de 7.200 anos-luz da Terra e encontra-se na Constelação Carina (ou Quilha).

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Essas são as “Montanhas Místicas”, região da Nebulosa de Eta Carinae, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble. Elas estão a cerca de 7500 anos-luz da Terra, o pilar central mede três anos-luz de altura e estrelas que nascem dentro dele disparam jatos de gás, que escapam pelos altos dos picos.

Essa imagem comemorou o 20º aniversário do Telescópio Espacial Hubble no espaço.

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Bem, já que falei tanto nela, aqui está: a Nebulosa de Eta Carinae, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble. Ela é uma gigantesca nebulosa brilhante, a qual rodeia diversos aglomerados estrelares. Duas de suas principais estrelas são Eta Carinae e HD 93129A, duas das mais maciças e luminosas da Via Láctea.

Ela se encontra a uma distância de 6.500 a 10.000 anos-luz da Terra, estando localizada na Constelação Carina e contém múltiplas estrelas de tipo O.

Essa imagem, em particular, mostra o nascimento de estrelas em um novo nível de detalhe. Toda essa “paisagem de fantasia” é esculpida pela ação de ventos estelares e abrasadora radiação ultravioleta das monstruosas estrelas que habitam este verdadeiro inferno. No processo de nascimento essas estrelas trituram o material circundante, o qual é o último vestígio da gigantesca nuvem de onde elas nasceram.

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Essa é a Nebulosa do Anel, também conhecida por M57 ou NGC 6720, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble. Ela fica a 2.300 anos-luz da Terra, na Constelação de Lyra, e é um dos mais notáveis exemplos de uma Nebulosa Planetária. Foi descoberta por Antoine Darquier de Pellepoix em 1779.

Sua estrela central foi descoberta já em 1800, pelo astrônomo alemão Friedrich von Hahn, com o auxílio de um telescópio refletor. O objeto tem o tamanho de um planeta e é o remanescente de uma estrela semelhante ao Sol, apenas um pouco mais massivo, que lançou para o espaço suas camadas mais externas. Essa estrela encerrou sua vida como uma gigante vermelha, tornando-se, depois, uma anã branca.

O formato da nebulosa, ao contrário do que poderia se imaginar, é de um toroide, formado de material brilhante, o qual foi expelido por sua estrela central.

Conclusão

Há infinitas nebulosas no Cosmos, algumas delas já tendo sido registradas pelo Telescópio Espacial Hubble, Telescópio Espacial Spitzer, entre outros. E, sem dúvidas, uma é mais bela do que a outra, assim você pode (e até deve) eleger as suas próprias “10 mais”.

Caso você queira ver outras, recomendo o álbum de fotos de nebulosas do Hubble, do Hubble Site. Lá você ainda tem alguns outros álbuns de fotos disponíveis (como o de estrelas, galáxias e do Sistema Solar). Além, é claro, da seção de wallpapers.

Finalmente, desconheço outro site como o do Hubble, mas caso alguém conheça, comente aqui que adicionarei ao texto.

As Belezas do Cosmos: Nebulosas, 8.2 out of 10 based on 5 ratings

Autor(es):

Mário César

Sou formado em Engenharia de Software e QUASE em Ciência da Computação (não concluí). Pretendo, agora, fazer astronomia na USP assim que possível para, depois, me especializar em astrobiologia. Sou um apaixonado pela ciências em geral e gosto muito de investigar alegações extraordinárias (como a ufologia, por exemplo).

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