[CONTOS] As Flores do Orfanato.

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Marta e Olívia, shop duas jovens estudantes de Artes se encontravam em uma banca no intervalo de aula, nurse fronte a universidade para comprarem a apostila da cadeira, enquanto o vendedor da banca conversava com o jornaleiro, estava comentado que o orfanato que fora criado necessitava de melhorias, uma pintura que representasse a vida de forma bela, visto muitas delas terem sido abandonadas pelos pais e sentirem solidão. Olívia, para de ler o livro e escuta a conversa, pergunta para o jornaleiro qual era o endereço do lugar e, posteriormente, se compromete a dar novos ares ao orfanato, Marta se anima e concorda com Olívia.
O jornaleiro lhe entrega um papel com o endereço, diz a Olívia que o orfanato não teria condições de lhe pagar, infelizmente os custos para mantê-la funcionando são altos. Olívia diz ao jornaleiro que não se importava com o dinheiro, ela era órfã e passou a infância entre orfanatos da cidade onde nascera, e o valor da beleza do lugar é essencial para alimentar a esperança de crianças em ter novas vidas.

Marta e Olívia chegam ao orfanato, logo na entrada se observa os paus de madeira improvisados como porta, mofada pelo tempo. Ao abrir a porta, a fragilidade do material lhe fazem temer que quebrasse, o chão batido de cimento e areia reforçam a ideia de decadência, como se jogassem ao relento os sonhos infantis, as lágrimas já eram companheiras de Olívia, formando um rastro de poucos metros no caminho até a segunda porta, enxugando-o com o pé. Adentrando ao recinto, Marta e Olívia veem um menino, aparentemente emburrado por broncas anteriores a chegada das duas, com carrinho de corrida nas mãos. Serena, uma das cuidadoras, o segurava pelo braço. Marta, Olívia e Serena conversam rapidamente, Serena aponta para as tintas, amontoadas em um pequeno baú centenário, ao qual exalava um cheiro de mofo oriundo do carvalho envernizado. Marta vê desenhos simplistas e coloridos das criança órfãs, colados na parede branca e descascada, estragada pelas infiltrações dos tetos de telhado de barro. Marta aponta os desenhos para Olívia, que já pega o pincel e o lápis e arrisca rabiscos redondos sobre a parede. Depois de algumas horas, flores já dominavam parte do cenário do orfanato, crianças atentas passeavam timidamente, com aparente curiosidade, viam o lugar onde vivera se tornar mais agradável, agradecendo silenciosamente entre olhares inocentes pela pouca idade que possuíam.

Olívia e Marta, suadas e com as roupas sujas de tinta, conversam baixo entre si sobre o trabalho que acabara de terminar. Uma das crianças que ali estavam surpreende Olívia com um abraço, a timidez fora vencido pela gratidão de tão admirável ato, o abraço se estende a Marta. A roupa da carente criança é tingida por gotas de tinta do pincel, ainda encharcado, que Marta segurava, lembrança do presente das estudantes de Artes. Sem que Marta e Olívia soubessem, papéis em branco davam lugar a um colorido desenho das duas, mãos pequenas e delicadas de órfãos preenchiam bonecos primitivos de cabelos e sorrisos entre flores. As duas foram calorosamente abraçadas pelas crianças, alguns encabulados não se aproximaram de momento, até ambas tocarem carinhosamente nos papeis desenhados, criando o elo necessário para tal afeto acontecer. Com as garatujas em mãos, saem do orfanato com o ar de missão cumprida, ali ninguém mais a esqueceriam, Olívia e Marta deram uma melhor infância àquelas crianças, um dia florescerão as rosas desenhadas, amadas até que o tempo apaguem e o destino os levem para novos lares.

Autor: Gregori Fiorini

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Autor(es):

Gregori

Sou nato da cidade de Fortaleza no estado nordestino do Ceará, filho de pais professores, neto de imigrantes italianos e admirador do físico Albert Einstein, desde pequeno sonhava em ser cientista, incentivava os colegas ao mesmo, pesquisava teorias cientificas que explicassem o mundo que nos cerca, a gravidade, as moléculas, a energia, tudo me fascinava... Sempre muito curioso, "bulia" nos objetos a fim de descobrir como tais funcionavam (e quase sempre quebrava-os). Amante de computadores desde 1996, aprendi que essa ferramenta me oferecia oportunidades únicas de aprendizado, o primeiro contato com internet ocorreu em fevereiro de 1999 e guardo na lembrança esse momento, escutava os sons nada harmônicos da conexão 56kbps esperando pelo milagre da "janela colorida", como assim chamava a página de internet; nesse mesmo ano fiz primeira eucaristia no Colégio Santa Cecília, tradicional católico, onde estudava, boas e inesquecíveis lembranças; a eucaristia era quase uma obrigação familiar, saudoso avô (e padrinho) era católico fervoroso, contudo, meu interesse para tal era nulo e por consequência nunca decorei as "benditas" rezas, conclusão: a professora quase me reprovou! O tempo passou e sai desse colégio, indo para de ensino evangélico, onde a religião não era tão enraizada na mentalidade dos profissionais que ali trabalhavam, nesse ambiente fui líder de grupos e fiz parte do editorial do jornal da escola, e assim conheci principal habilidade: a criatividade, promovendo muito das exposições realizadas pela instituição, tive oportunidade de visitar emissoras de T.V. e jornais locais, finalizei o curso alguns anos depois; atualmente estudo Audiovisual e Novas Mídias na Unifor. Esportista radical, cineasta, escritor e poeta; enfim, aqui terão a oportunidade de melhor conhecer-me, um jovem que coleciona belas histórias.

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