Das obrigações de todo ateu

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Todos sabemos o que é ser ateu, não é necessário debater isso aqui: não acreditar em deidades e ponto final. Mas será que ateísmo é só isso mesmo? Ou será que vai além disso, talvez para a busca de acumulação de conhecimentos, algum tipo de ativismo intrinseco ou mesmo algum posicionamento político? Vamos examinar um pouco esses temas, entre outros, e debater a posição que os ateus têm ou devam ter no mundo.

Todos temos de concordar que a busca por acumulação de conhecimentos é algo nobre e que, sem dúvida alguma, deve ser incentivada. Mais ainda quando quem faz isso pretende dividir esse conhecimento – seja atuando como professor, cientista ou mesmo como um simples blogger ou vloger. E pouco importa a área também: ciência, filosofia, matemática, línguas, etc. Mas isso deveria ser visto como “obrigação de todo ateu”?

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Muitos ateus procuram, também, se envolver no ativismo de algum tipo de causa. Seja a causa do ateísmo em si, seja pela defesa dos direitos humanos, por direitos a minorias, etc. Novamente, isso tudo é ótimo. Quem tem tempo, disposição e quer fazer isso, ótimo. Estará ajudando imensamente na construção de uma sociedade melhor. Mas, ainda assim, isso deveria ser “obrigação de todo ateu”?

Toda pessoa – seja ela ateia ou não – que trafega pelo “mundo ateu” de alguma forma já deve ter cansado de ver afirmações como as seguintes:

  • Todo ateu tem que saber filosofia;Ÿ
  • Todo ateu tem que saber ao menos o mínimo de ciências;
  • ŸTodo ateu tem que se manifestar contra isso ou aquilo;Ÿ
  • Todo ateu tem que ter determinada posição política…

“Todo ateu tem que isso”, “todo ateu tem que aquilo”… Mas será que tem mesmo? Ou será que “ser ateu” nada mais é do que ser apenas mais um ser humano, como qualquer outro? Existe algo de intrinseco ou obrigatório em ser ateu, além, talvez, de ter uma visão de mundo um pouco diferente da maioria?

Eu já achei que tivesse. Já achei que ateus deveriam ser exemplos nesse “novo mundo” que criamos diariamente, com cada uma de nossas ações. Exemplos de caráter, exemplos de sabedoria… Mas não somos melhores do que ninguém nesse mundo, nem mesmo do que os crentes. Apenas vemos as coisas de uma forma diferente, às vezes mais claras, outras, quem sabe, nem tanto. Somos tão falíveis como qualquer outro ser humano.

A única coisa que “temos que”, em minha opinião, é em aprender a sermos mais democráticos. Isso, contudo, não é um problema exclusivo nosso: as pessoas têm agido cada vez com mais autoritarismo. Talvez coisa de ano de eleições, não sei. Mas, infelizmente, é algo bastante difundido e presente em diversos grupos.

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Temos que aprender a conviver com as diferenças, não apenas em relação a “não ateus”, mas principalmente em relação a nós mesmos, uns com os outros. Como qualquer ser humano, temos de nos dar o direito de buscar ou não o conhecimento, na área que acharmos melhor. E só. Temos que nos dar o direito de praticar ativismo quando e em que área bem entendermos também. O mesmo vale para a política: sendo ateu, você pode ser de direita, esquerda, centro, de cima ou de baixo como bem preferir, ou mesmo sequer tomar posições fixas nisso tudo. É direito de todo ser humano, portanto é direito nosso também.

Mas isso tudo não é apenas nosso direito. Isto é, não podemos exigir isso apenas para nós mesmos. Tem de ser nosso dever também, em dar os mesmos direitos para os demais – ateus ou não. A palavra aqui, acho, é tolerância. Não absoluta e inquestionável, até porque certas coisas não são toleráveis, mas em boa medida a tolerância é desejável. Mas essa é apenas minha opinião.

Enfim, se existe alguma “obrigação” aqui, esta com certeza é aquela única que compartilhamos com todos os demais seres humanos: a de viver bem, o melhor possível, e sermos felizes. O resto vamos vendo, conforme a vida passa.

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Autor(es):

Mário César

Sou formado em Engenharia de Software e QUASE em Ciência da Computação (não concluí). Pretendo, agora, fazer astronomia na USP assim que possível para, depois, me especializar em astrobiologia. Sou um apaixonado pela ciências em geral e gosto muito de investigar alegações extraordinárias (como a ufologia, por exemplo).

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2 Comments

  1. Por que as pessoas se tornam ateus?
    O que leva uma pessoa ao ateísmo e à irreligiosidade?

    Esta é uma pergunta muito boa, mas, infelizmente, pode não ser muito fácil de responder, mas fácil de entender. Há, talvez, como muitas razões para ser ateu, pois há ateus e o “fator deus”. O que quero dizer com isto é que o caminho para o ateísmo tende a ser muito pessoal e individual, com base nas circunstâncias específicas da vida de uma pessoa, experiências e atitudes.

    No entanto, é possível descrever algumas semelhanças gerais que tendem a ser bastante comum entre alguns ateus, especialmente os ateus no Brasil. É, no entanto, importante lembrar que nada nestas descrições gerais é necessariamente comum a todos os ateus, e mesmo quando ateus fazem partilham características, não se pode presumir que elas são compartilhadas com a mesma intensidade.
    A razão particular pode desempenhar um papel muito grande para um ateu, um papel muito pequeno para outro, e absolutamente nenhum papel para um terceiro. Você pode razoavelmente assumir que estas generalidades podem ser verdade, mas para saber se elas são verdadeiras e como verdadeiras. Fazem as perguntas básicas que devem ser feitas sobre qualquer religião: “É verdade?” “É moral?” “É a melhor resposta possível?”
    Na opinião do escritor Assis Utsch. Por Que o Ateu é Ateu?

    “ É porque para um ateu Deus é apenas um conceito. A suposta Divindade não é um ser real, mas apenas ideal, pois só existe no plano das ideias. As divindades foram criadas pelo homem desde o primeiro momento em que adquirimos consciência de nossos tormentos – a morte, os perigos, nossas angústias, etc. E a partir daquele instante precisamos de uma Proteção e buscamos uma divindade que nos resguardasse. Nossos primeiros protetores eram os fetiches, totens, xamãs e outros. Depois essas entidades foram se transformando em deuses e finalmente no Deus único. Para um ateu os chamados livros santos são fábulas mitológicas; são lendas que foram sendo recontadas e recriadas durante milênios. Primeiro de forma oral, depois escritos; eram textos sobre couros, pedras, folhas, numa linguagem precária e recriados ao longo dos vários momentos históricos, sempre variando conforme aquela regra: “Quem conta um conto lhe acrescenta um ponto”.

    Surgiram então os profetas e as religiões. Mas estas não passam de superstições mais elaboradas. As crenças alicerçadas sobretudo nos medos mantiveram-se por toda a história da humanidade graças aos costumes, tradições, doutrinação, educação e conveniências de poder. Seus dogmas levaram aos morticínios, dezenas de milhões morreram em conflitos como nas Cruzadas, na Inquisição, nas guerras papais e em milhares de outros desatinos, maiores ou menores.
    Para um ateu, se o Universo é eterno, não precisamos de um criador. E ainda que o Universo tenha sido criado, sua criação só poderia ser através de um processo natural, e não teria qualquer relação com o Deus antropomorfo que inventamos. Já as supostas provas de Deus não vão além de alegações, todas elas desmoralizadas.

    E só estamos aqui porque o arranjo cosmológico aleatoriamente estabelecido permitiu que na Terra moléculas pré-biológicas se tornassem biológicas, e evoluíram “.

    Uma razão comum para o ateísmo é o contato com uma variedade de religiões. Não é incomum para um ateu ter sido criado em uma família religiosa e de ter crescido vivendo com a suposição de que sua tradição religiosa representava uma fé verdadeira no Deus Único e Verdadeiro. No entanto, depois de aprender mais sobre outras tradições religiosas, esta mesma pessoa pode adotar uma atitude muito mais crítica em relação à sua própria religião e até mesmo a religião em geral, acabando e chegando a rejeitar não só essas, mas também a crença na existência de quaisquer deuses. Eu considero que sem estudar mitologias, história das religiões e a origem do cristianismo é difícil entender o mundo.
    Outra possível razão para o ateísmo pode ser originária de más experiências com uma religião. Uma pessoa pode crescer com ou converter-se para uma fé religiosa que, eventualmente, sentir-se oprimido, hipócrita, mal, ou de outro modo indigno de seguir. A conseqüência disso para muitos é tornar-se crítica, mas em alguns casos, uma pessoa pode tornar-se crítico de todas as religiões e, como acontece com a explicação anterior, mesmo crítico da crença na existência de deuses. Considere a observação do que ocorre no mercado da fé, aqui e no mundo.
    Muitos ateus encontram o seu caminho para a descrença através da informação científica. Ao longo dos séculos a ciência tem vindo a oferecer explicações de aspectos da nossa existência, que antes eram de domínio exclusivo da religião. Porque as fontes com explicações científicas têm sido mais produtivas do que explicações religiosas ou teístas. A capacidade da religião de exigir fidelidade enfraqueceu. Os ateus estão em sintonia com a ciência de hoje. A ciência vem rasgando com unhas e dentes esse véu negro e inútil das superstições. Como resultado, algumas pessoas rejeitam totalmente não só a religião, mas também a crença na existência de um deus. Os ateus assumem responsabilidade por suas próprias vidas e apreciam a aventura de participar de novas descobertas, buscar novo conhecimento, explorar novas possibilidades. Em vez de se satisfazerem com respostas pré-fabricadas para as grandes questões da vida, os ateus apreciam o caráter aberto de uma busca a liberdade de descoberta que esse proceder traz como sua herança.
    A linha mais famosa do ateísmo é a naturalista que, é o contraste da teologia da revelação natural criada pela ortodoxia. Esse tipo de ateísmo afirma que não tem provas na natureza para a existência de Deus, pelo contrário a natureza caminha por si só e é independente da ação ou força sobrenatural. Qualquer relato acerca da natureza deve passar pelos testes da demonstração científica. É intolerável pensar que algum ser (oi ela, aquilo ou eles) pudesse deliberadamente ter criado o mundo.
    Para eles, os deuses são inúteis como uma explicação para qualquer característica do universo. Consideremos o estudo imparcial dos trabalhos de historiadores, filósofos e cientistas (mitólogos, apologéticos ou neutros) e o confronto de suas conclusões.
    Há também argumentos filosóficos que muitos consideram como bem sucedido em refutar a maioria das concepções comuns dos deuses. Por exemplo, muitos ateus pensam que o argumento do mal torna a crença em um onipresente (o que significa que o seu deus é em todos os lugares em todos os momentos), onisciente e onipotente deus completamente irracional e ilógico. Embora deuses sem tais atributos, há também uma ausência de boas razões para não acreditar em tais deuses. Sem uma boa razão, a crença é impossível ou simplesmente não vale a pena ter.
    Este último ponto é em muitos aspectos são mais importantes. Descrença é a posição padrão – ninguém nasce com uma crença. Crenças são adquiridas por meio da cultura e da educação (tradição e submissão familiar religiosa).
    Frequentemente irreligiosos e ateus dizem mesmo que não existe nenhum deus. Nós baseamos essa posição na observação, na razão e nas evidências. Existem tantas “evidências” sobre a existência de fadas quanto sobre a existência de deuses, contudo não se espera que acreditemos em fadas. Ninguém nos diz que devemos abrir nossos corações para a realidade das fadas antes que vejamos que elas são bem reais. E mais importante: não se espera que provemos que fadas não são reais quando dizemos que não acreditamos nelas.

    Não temos nenhum conhecimento sobre fadas ― nenhuma evidência sobre sua existência. Temos estórias sobre fadas, mas é tudo. Como não provados e primitivos, sobrenaturais sobre deuses, demônios, anjos, magia, vida pós-morte, almas e “milagres”. Quando você não tem conhecimento sobre algo, das duas uma: ou você permanece sem resposta ou ponto de vista em relação a isso; ou você apenas acredita no que lhe foi ensinado, no que você ouviu, ou no que você sonhou. Sómente quando você tem conhecimento, você pode honestamente ter um posição, ou alegar ter uma resposta. Ambos os ateus e céticos rejeitam o paranormal, sobrenatural, e pensamento mágico que se encontra na religião teísta e superstições populares paranormais. O ceticismo e do ateísmo tem muito mais em comum do que muitos imaginam.
    É por isso que a crença em deuses é falsa, e o ateísmo é mais honesto. Porque é mais verdadeiro, mais coerente, mais responsável, mais racional, mais evidente, mais justo, mais simples, mais honrado, mais lúcido, mais inteligente, mais consciente, mais caridoso, mais comprometido com a pratica do bem e a erradicação do mal, sem outorgar isso a nenhum hipotético preposto. Mais livre!
    Não há evidências para a existência de deuses, apesar das alegações dos crentes. È apenas um estado psicológico, transitório, instável, frágil, que a pessoa está vivenciando e que pode ser alterado a qualquer momento da vida durante as diversas etapas da vida. A hipótese de crença por fé num deus Super Humano Imaginário, para os ateus é dispensável. Ateus tem fé em si mesmos.
    Não acreditamos, em um Deus Pai, que existe fora do tempo e do espaço, que veio para a Terra, engravidar uma virgem. Que Deus teve um garoto chamado Jesus (genérico de Apolônio) e o mandou para uma missão suicida.
    A leitura e estudo da Bíblia: este é, sem dúvida, o mais poderoso fator de conversão ao ateísmo. O ensino religioso é cheio de falhas? É tendencioso? Sim, não resta a menor dúvida quanto a isso. Muitos desses ensinos estão em desacordo com o texto bíblico; o que nos leva a concluir que onde a religião falha. Aliás, o texto bíblico é a maior prova da hipocrisia religiosa, é através dele que se pode comprovar as mentiras que são pregadas nos templos. Ler teologia, os dogmas, ver as acrobacias e os arabescos colaterais que os teólogos fizeram para justificar o injustificável. Jesus e Javé (YHWH, o Deus judaico, NÃO compartilhou sua divindade com quem quer que seja), a unificação destes três em um só, isto é, o dogma da Trindade. Javé, o deus ancestral dos judeus, passa a partilhar sua divindade com o Jesus dos cristãos e mais um terceiro personagem imaterial, o Espírito Santo. Os chamados “unitaristas”, discordam dessa crença “trinitarista”, logo se percebe que a Trindade não é um consenso mesmo no cristianismo. Os ateus são pessoas que lêem muito sobre religião. O crente crê e basta. O ateu procura entender.
    Na opinião do agnóstico Ivo S. Reis.
    “A leitura e estudo da Bíblia: este é, sem dúvida, o mais poderoso fator de conversão ao ateísmo. Antes de se tornarem ateus, agnósticos, irreligiosos ou antiteístas, aqueles que adotaram essas posturas filosóficas dedicaram-se ao intenso estudo da Bíblia. Não para descrer, mas para ver se podiam crer, porque precisavam convencer-se. Antes mesmo de concluir os estudos, já estavam plenamente convictos de que não havia nenhum motivo para crer e sim para descrer e condenar. Fora do cristianismo, essas pessoas procuraram Deus em outras religiões e a frustração foi a mesma.
    […]Por tudo isso, continuo achando que, estudando a Bíblia convenientemente, só não abandona a fé quem já estava predisposto a não fazê-lo ou quem, mesmo tendo estudado, não teve coragem ou capacidade para enxergar as impossibilidades e absurdidades bíblicas. Assim vejo eu. Mas as pessoas podem ter uma visão diferente (comentários na Comunidade Irreligiosos).
    Quanto a Deus, diria que se o Deus cristão existisse e pudesse ser julgado pela justiça dos homens, teria de ser condenado à prisão perpétua ou à morte, eis que nenhum ser humano jamais conseguiu superá-Lo em atrocidades, injustiças e assassinatos, por Ele cometidos diretamente ou em seu nome ou sob sua ordem e condescendência. Mas deuses não podem ser enjaulados nem mortos. Então, a solução mais sensata que as pessoas encontram é ignorá-Lo e não dar ouvidos à sua voz. Assim nascem os ateus, agnósticos e livres-pensadores irreligiosos”.
    A responsabilidade social como cidadão: cidadãos têm a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e o das pessoas que com eles convivem em seu país; têm o dever de alertar sobre os desmandos políticos e religiosos e sobre as injustiças cometidas contra os cidadãos; têm o dever de defender a liberdade de opinião e de expressão; têm o dever de alertar sobre as falcatruas e mentiras utilizadas para enganar e explorar as pessoas; têm o dever de contribuir para o crescimento do país e, finalmente e acima de tudo, têm o dever de serem patriotas e zelar pela segurança nacional. Deuses, crendices e religiões não permitem que as pessoas possam exercer seus plenos direitos de cidadania.
    “- Cidadãos têm a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e o das pessoas que com eles convivem em seu país; têm o dever de alertar sobre os desmandos políticos e religiosos e sobre as injustiças cometidas contra outros cidadãos; têm o dever de defender a liberdade de opinião e de expressão; têm o dever de alertar sobre as falcatruas e mentiras utilizadas para enganar e explorar as pessoas no mercado da fé; têm o dever de dizer não ao conformismo e subserviência ensinado pelas religiões e utilizados como instrumentos de dominação e pacificação política; têm o dever de contribuir para o crescimento do país e, finalmente e acima de tudo, têm o dever de serem patriotas e zelar pela segurança nacional. Deuses, crendices e religiões não permitem que as pessoas possam exercer seus plenos direitos de cidadania. Religiões são tabulescas e superprotegidas constiucionalmente, de tal maneira que criticá-las pode configurar-se como crime. Somente um ateu, livre-pensador, irreligioso, humanista secular ou racionalista, liberto do jugo religioso, pode exercer seus direitos sem pressões ou interferências dessas instituições, mesmo correndo riscos. Religiões não favorecem o exercício da liberdade de pensamento e a justa rebeldia. É possível fazer humor e criticar a política e até mesmo o(a) Presidente da República, mas não as religiões. Por quê?
    São essas as coisas que causam indignação, levam à descrença e nos faz lembrar da famosa frase do filósofo Voltaire: “Para saber quem o está dominando e oprimindo, simplesmente descubra quem você está proibido de criticar”. (Ivo S. Reis)
    Somente um ateu, livre-pensador, humanista secular ou racionalista liberto do jugo religioso, pode exercer seus direitos sem pressões ou interferências. Religiões não favorecem isto. Ateus são responsáveis por suas próprias ações, e não atribuem ou dão crédito ao sobrenatural, ou respondem a subornos de uma “vida após a morte” ou ameaças de fogo do inferno. Logo, essas razões somadas às citadas levam as pessoas responsáveis a optar pelo ateísmo. Os ateus são compromissados com as liberdades civis, os direitos humanos, a separação entre Igreja e Estado, a extensão da democracia participativa, não só no governo, mas no local de trabalho e na escola.

    Conforme Alfredo Bernacchi, pesquisador e autor de diversos livros e vídeos sobre religiões, como (Ateu, Graças a Deus; Sinto muito, mas Jesus Cristo Não existiu; Deus perguntou ao Ateu; Deus? Jesus? A maior MENTIRA!!!; A verdadeira história de Jesus Cristo; Deus? Jesus? Qual é o preço da sua fé? Recomendo também o livro “COMO PODE UM DEUS NASCER E NINGUÉM SABER?; VERDADES & MENTIRAS CONTUNDENTES, disponivel na Web:

    “É bom ser livre. Ficar livre de regrinhas fantasiosas, ficar livre de medos infundados, temores divinos, ficar livre de acreditar em ajudas imaginárias, de proteções irreais, aguardando milagres que não virão jamais. Hoje, eu tenho uma sensação de poder, de liberdade, de capacidade de discernimento e autocontrole, de uma força que vem de dentro de mim, um orgulho interior, uma sensação interna de crescimento, da descoberta de um enigma, uma sensação semelhante a uma criança que acabou de descobrir que Papai Noel é o nosso próprio pai de carne e osso! Ao mesmo tempo, uma desilusão pela fantasia rompida, ao mesmo tempo uma satisfação de haver descoberto o mistério e se tornar um igual, uma sensação de que você deu um passo importante na direção do seu crescimento: “- Deixei de ser criança. Agora estou crescendo para ser um adulto. Não vão mais me enganar com essas bobagens. Agora sou capaz e inteligente”.

    Quando concluí que Deus não existia, houve um sentimento ambíguo: Em princípio uma frustração, pela fantasia quebrada. Um lamento, uma lástima. Poxa!… Quem não gostaria que tudo fosse verdade?! Em seguida, o temor de se sentir sozinho nesse mundo, quando as dúvidas te assolam. Há um temor pela desobediência (e se eu estiver errado? – pensava no início) um medo de desrespeitar um Deus!… Claro! Porque assim foi enfiado na minha cabeça. Com o tempo, tudo isso se acabou. Em seguida veio a confiança no meu acerto, o orgulho de ter vencido o preconceito, por me sentir mais
    capaz. Sentir que a vida dependia “agora”, principalmente, de mim mesmo. Como se o comandante de um navio tivesse morrido no meio da viagem e você tivesse assumido o comando. E se me perguntarem: Você quer voltar à sua crença anterior? – Não. É a resposta”.
    Como cético e ateu, estou aberto a evidências, qualquer coisa que mostre com provas suficientes. Mostrem-me um deus intervencionista, capaz de ouvir pensamentos, criar, conservar ou aniquilar qualquer coisa e se sua existência é possível. Ser ateu exige uma fibra que muitos não possuem. O cristão se porta com honestidade para merecer a recompensa eterna. Nós somos honestos sem esperança de recompensa alguma. Não nos apoiamos em bengalas. Na hora de morrer, não pedimos água a nenhuma divindade. Isto não é para todos.

    “Não acrediteis numa coisa, apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições, só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis numa coisa só porque é dita e repetida por muita gente. Não acrediteis numa coisa só pelo testemunho de um sábio antigo. Não acrediteis numa coisa só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a tê-la por verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acredite em coisa alguma apenas pela autoridade dos mais velhos ou dos vossos instrutores. Mas, aquilo que vós mesmos experimentastes, provastes e reconhecestes verdadeiro, aquilo que corresponde ao vosso bem e ao bem dos outros. Isso deveis aceitar, e por isso moldar a vossa conduta.” (Siddharta Gautama).

    O escritor Sergio Mesquita Rangel, ex-pastor, autor de “O Parteiro dos Deuses”, pensador independente e livre das garras religiosas, nós deixou a reflexão e testemunho com sua opinião abaixo sobre “inspiração”, e mostra as razões que o levaram ao ateísmo.
    “Já que o senhor acredita numa “inspiração” e isso é muito bom, porque, se o Senhor chegar essa palavra um pouquinho mais para o lado, vai descobrir a palavra “consciência de si mesmo”, vai descobrir a palavra “identidade cósmica original”, vai descobrir “o verdadeiro caminho” que deveria trilhar, se quiser, de fato, realmente saber a verdade.

    Não que vamos, de fato, algum dia, descobrir toda a verdade, mas que, pelo menos, assim, já temos a remota possibilidade de fazê-lo.

    Existe inspiração e “inspiração”.

    Existe inspiração que nos toca, que nos enleva, que acende uma luz em nosso quarto escuro, que vem, como aquele “EUREKA!” de Arquimedes. Existe, também, uma certa “inspiração”, que, de imediato, contraria nosso íntimo, que nos arranha, que manipula nossos medos, que agride nossa identidade cósmica, ou melhor, que ROUBA nossa identidade primordial.
    E digo, qualquer ser humano tem, nem que seja um nanosegundo, em que percebe isso, antes de aceitar ou rejeitar qualquer pensamento que lhe venha a mente.
    Portanto, INSPIRAÇÃO, não é absolutamente nada, sem RESPONSABILIDADE.

    Antes de ESCREVER, antes de TRANSMITIR, antes de IMPOR, qualquer pensamento que lhe venha a mente. Alguns se preocupam em transmitir somente os pensamentos tipo “EUREKA!!”. Outros, já nem tanto. Daí, temos essa imensa gama de erros, de mentiras, de enganos, de exploração do ser humano através, principalmente, da religião, que é, toda ela, nada mais que uma mentira, disfarçada de verdade.

    Toda religião, nessa presente dimensão, nada mais é do que um “canto de sereia”, que atrai os marinheiros incautos em direção aos rochedos, onde encalham os seus barcos e ficam, ali, presos aos dogmas de uma consciência estrangeira, que rouba-lhes a sua própria e passa a ditar-lhes coisas totalmente estranhas à sua “consciência primordial”, acabando por transformá-los em verdadeiros zumbis e crentes, totalmente insensíveis que concordam com os verdadeiros horrores subliminarmente inseridos na proposta de todas as religiões, SEJA ELA QUAL FOR.
    Bem. Em primeiro lugar, eu responderia perguntando, também, sob que tipo de “inspiração” o escritor bíblico escreveu todas aquelas coisas, simplesmente, insanas?? Como nos ocorre o pensamento?? Sob que circunstâncias ele é gerado? Realmente geramos o que pensamos ou temos, apenas a RESPONSABILIDADE de traduzir (ou não) em palavras um sentimento que passa por nós? Onde está a nossa verdadeira identidade cósmica? Num pedaço de papel, NUMA RELIGIÃO QUE ACEITAMOS ou já foi plasmada e definida, em nossa mente, juntamente com o Big-Bang?

    Sou ateu. Mas “ser ateu”, simplesmente, não diz absolutamente nada.
    Precisamos de motivos. Precisamos de uma necessidade.
    Eu posso, livremente, saltar em qualquer estação que queira saltar.
    Por isso, sou ateu.
    Posso abraçar qualquer “oferta-de-fé” que me for oferecida nesta verdadeira feira de vaidades. Por isso, sou ateu.
    Acreditar, posso, em qualquer coisa que eu queira acreditar. Justamente, para isso, é que sou ateu.
    Mas, acima de tudo, sou ateu, porque só me permitirei saltar na última estação.
    Sou ateu, por uma questão simples, de humildade: por agarrar-me, com todas as minhas forças, às minhas limitações humanas.
    Sou ateu, porque não quero mais, qualquer tipo de fantasias, de conjecturas, de verdades que calam a voz de minha consciência; de verdades que roubam a minha identidade, de verdades que ferem meu intelecto, de verdades que roubam o meu tempo, de verdades que me induzem ao erro, de verdades que sufocam e matam minha própria vontade em encontrar a verdade, de verdades que querem me transformar numa mentira, enfim, de verdades que querem que eu pregue e imponha uma mentira maior, escondida nessas mesmas verdades.
    Se quisesse fantasias, dormiria e sonharia, simplesmente, a vida inteira.
    Alguns não sabem a diferença entre estarem acordados e estarem dormindo. Seus sonhos e fantasias “saltam” para o mundo real.
    Parei. Simplesmente, parei com tudo isso, pelo menos, até que os meus olhos se aclarem, e eu consiga perceber, e, saber, com alguma margem de segurança, que percebo por mim mesmo.
    Por isso, sou desesperadamente ateu.
    Em minha ânsia anterior por encontrar-me com Deus, acabei me deixando levar por ela, e, com isso, abraçando qualquer “EMMANUEL” (MANÉ) que aparecesse.
    Mas não me culpo. Isso vem acontecendo com todos nós, pelo menos, durante os últimos 6000 anos dessa nossa civilização conhecida e ainda não dizimada, como possivelmente, todas as outras o foram.
    Não sei o que é deus ou o porquê de sua existência ou não existência.
    Não posso criar ou modificar realidades, simplesmente, com minha crença. Isso também é arrogância, fantasia e vaidade.
    Mas sei que o maior responsável por sua existência é, exatamente, aquele que a protagoniza.
    Sou ateu, porque não vou abraçar, nunca mais, qualquer concepção humana, ou qualquer tipo de especulação sobre esse tema: “deus”.
    Não sei se existe algum Deus e assumo totalmente a minha plena inocência quanto a isso.
    E, enquanto o mesmo não for objetiva e positivamente identificado, agarro-me, com todas as minhas forças, ao pouco que tenho. E que é esse “pouco que tenho”? É simples. É minha identidade cósmica primordial, original, legítima, não escrita em qualquer livro, não pertencente a qualquer religião, mas agarro-me, desesperadamente, a tudo o que penso, e que vem junto com aquele “EUREKA!”, de que já lhe falei.
    Para isso, tive que arrombar as portas de um quarto escuro e de seus dogmas hediondos, chamado, no meu caso, BÍBLIA SAGRADA e DEUS-DA-BÍBLIA, bem como romper, simplesmente, com todos os paradigmas e conjecturas biblicos e entender, finalmente, que não eram mais que “prisões mentais” para os meus medos mais injustificados.
    Tive de “romper” a casca desse ovo, para nascer (ou re-nascer) águia, de olhos bem abertos.
    Tive de resistir, ainda, à tentação de me filiar a novas e novas e novas religiões, todas elas, com o mesmo propósito de usufruir de meu suor e de meu trabalho e de minha escravidão mental.
    Ateismo é, para mim, um lugar seguro, porque é o único lugar em que eu posso me sentir eu mesmo. O único lugar em que não temo a ira de qualquer deus idiota, principalmente aquele de que dizem ser um deus “que se ira todos os dias”. (Salmos 7: 11).
    Ateísmo (não dogmático) é o único lugar em que posso me sentir “eu mesmo”, primordial, sem a maléfica influência de qualquer “deus-inventado”.
    Digo Ateismo não dogmático, ou cético, porque existem aqueles que, igualmente, fazem do Ateísmo uma espécie de “Imposição do pensamento” e acabam, por transformá-lo, assim, igualmente, numa religião, com seus dogmas igualmente inexplicáveis, com “sacerdotes” e proselitistas.
    Por isso, particularmente, classifico como “religião”, qualquer imposição dogmática ao pensamento humano.
    Digo que todos os deuses que já me foram apresentados, até agora, não passam de meras conjecturas criadas pela imaginação e pelo lado mais podre da alma humana, pela ganância humana, principalmente, o deus descrito nas páginas da bíblia; exemplo claro de tudo o que não presta para ser Deus, sob qualquer aspecto.
    Como também sei que, muito provavelmente, o próximo “Deus” que me for apresentado, provavelmente, nas páginas de algum outro livro, religioso, desonesto, falacioso e tendencioso como a bíblia, também, será, igualmente, fruto da malvada imaginação de alguém.
    Sou ateu por simples questão de humildade e de honra e de sobrevivência de minha identidade cósmica original.
    Bem como, também sei, que todos somos ateus.
    Pois mesmo os que dizem acreditar em algum “deus”; se acreditassem mesmo, em algum, digamos, “deus” não fariam nem 10% do que fazem.
    Até os que acreditam em algum deus, acreditam “de mentirinha”, e, talvez, pela mais pura coincidência, justamente os chefes das religiões que querem, a todo custo, nos fazer acreditar em algum deus, são EXATAMENTE ESSES QUE NÃO CONSIDERAM QUALQUER TIPO DE DEUS EXAMINANDO OS SEUS ATOS HEDIONDOS. Não passam, portanto, de ATEUS-SEM-ÉTICA-E-SEM-ESCRÚPULOS.
    Se não acreditamos nem em nós mesmos, porque vivemos nos enganando, dizendo que acreditamos em um Deus?
    Por que vivemos explorando uns aos outros?
    Será que é, mesmo, porque não acreditamos em Deus?. . . .
    Ou, será, de verdade, por que ainda não acreditamos em nós mesmos, como sendo todos nós, verdadeiros seres de origem sideral e cósmica?
    Por que, então, pregamos a doutrina de uma “raça superior”?
    Por que, então, pregamos a doutrina de uma “religião superior”?
    Por que, então, pregamos a doutrina dos “escolhidos de deus”, dos “salvos” e dos “perdidos”?
    Ou, como, até mesmo, um escritor bíblico já teve a idéia de escrever: Se não acreditamos no que vemos, como vamos ter a “cara-de-pau” em dizer que acreditamos no que não vemos?…
    Mas como vamos acreditar em nós mesmos, quando outro escritor, no mesmo livro onde encontramos a assertiva anterior, disse: “Maldito o homem que acredita no homem”?
    Assim, a bíblia, na verdade, não passa de um “Ourobolos”, ou seja, aquela serpente, figura mitológica, que vive comendo o próprio rabo.
    Seguindo a bíblia, só vamos fazer por andar eternamente em círculos, construindo e destruindo o que construímos, porque precisamos, eternamente, de destruir para construir e construir para destruir.
    Neste contexto, sou ateu, não dogmático, mas cético até a ponta do cabelo.
    Dogmático, fui, quando era cristão. Dogma me cheira a cegueira, à intolerância. O dogma, arranha a minha, digamos, inspiração.
    Sou ateu, sim, porque nenhum “comedor de feijão” neste planeta vai mais falar de deus para mim. Nenhum livro escrito por “comedores de feijão”, neste planeta, jamais vai falar de deus para mim. Nenhum “céu”, nunca mais irá subornar a minha consciência, como também, nenhum “inferno” jamais vai amedrontá-la, ou sequer intimidá-la.
    Sou, assumidamente, ateu; definidamente, ateu, rejeitando, definitivamente, qualquer deus:
    Que queira ou que admita ser adorado.
    Que queira ou que admita a construção de templos em sua honra.
    Que tenha, a seu serviço e de sua “doutrina”, uma verdadeira horda de sacerdotes vadios, enganadores, prepotentes, que manipulem, em proveito próprio, os medos, dos ignorantes de sua condição cósmica original.
    Que tenha, a seu serviço e de sua “doutrina”, uma verdadeira horda de sacerdotes bons, honestos e bem intencionados, mas, manipulados e submissos aos seus superiores, vadios, enganadores, prepotentes, que manipulem, em proveito próprio, os medos, dos ignorantes de sua condição cósmica original.
    Que não saiba, ou que não queira se expressar, por si mesmo.
    Que não respeite a própria “inspiração” que diz dar aos seres humanos, justamente, por não considerar a sua condição de seres cósmicos.
    Que não dê o devido valor à sua própria existência.
    Que não se incomode em SEMPRE SER MENCIONADO NA TERCEIRA PESSOA.
    Que, enfim, tenha “procuradores”, “representantes”, “prepostos” ou que tenha o péssimo hábito de assinar documentos em branco.
    Deus, se existir, será um cidadão cósmico, tanto quanto eu.
    No mínimo, conversará civilizadamente, comigo.
    Respeitará a honestidade das minhas limitações.
    Compreenderá o meu raciocínio.
    Não será impositivo porque saberá argumentar.
    Não exigirá adoração porque terá auto-conhecimento DE SI MESMO e honestidade suficientes para JAMAIS FAZÊ-LO.
    Sou ateu, principalmente, do Deus da bíblia, de seu Jesus, de seu Diabo, de seu céu, de seu inferno e de toda essa parafernália criada com a única finalidade se sugar o sangue, o suor, a inteligência e o tempo de seres humanos tão cósmicos como eu.
    Enfim, DEUS, se é identificado como ALGO, . . . NÃO PODE SER TUDO. Pode, até, ter criado, alguma coisa, DENTRO DO NADA, ou melhor, DENTRO DE TODA ESSA IMENSIDÃO, que existe até hoje; mas se é identificado como ALGO, DE ALGUMA FORMA, DIFERENTE, em toda essa imensidão, então, acho que não preciso de dizer mais nada, pois Deus, termina por ser tudo aquilo que eu também sou, ou seja, apenas, um ser cósmico, nascido ou proveniente de toda essa imensidão sem fim; com poder de me dizer a verdade, ou, também, de mentir sobre quem, ou o que, de fato, ele é”.

    Leia mais sobre importantes depoimentos, no site Irreligiosos:
    Por que as pessoas são levadas ao ateísmo ou à irreligiosidade?
    Ateísmo e Ceticismo-Os que estudaram e repeliram as religiões, indicam o caminho!

    http://irreligiosos.ning.com/
    http://irreligiosos.ning.com/forum/topics/por-que-as-pessoas-sao-levadas-ao-ateismo-ou-a-irreligiosidade?commentId=2626945%3AComment%3A81588&xg_source=activity

    Colaborou, Oiced Mocam

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  2. Ninguém é obrigado a nada. Ponto.
    Décio, “virar” ateu?!
    Nascemos assim. É a educação (boa ou má) que nos torna algo.
    Nascemos questionando, duvidando, experimentando, enfim, livres de dogmas.

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