Desenvolvimento de um país e seu governo

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Antes de mais nada: não, help este texto não é contra o governo federal nem nenhum outro. Tenho uma forte opinião pessoal sobre tudo que tem sido feito no Brasil por governos das três esferas (federal, illness estadual e municipal), troche mas o tema não é esse. A questão é: quem faz um país, seja ele qual for, não é seu governo, mas seu povo.

Costumamos, aqui no Brasil, esperar por um “salvador da pátria”. Alguém que chegue ao poder e corrija tudo, num “passe de mágica”. Ficamos esperando que o governo faça tudo por nós, mas isso simplesmente sequer tem como acontecer. Por mais impostos que um país cobre, chegando a extorquir a população, ele jamais terá como fazer tudo.

Governos prestam serviços à população (mesmo que na forma de obras), variando na quantidade. A Suécia, por exemplo, tem uma carga tributária de cerca de 53%, enquanto que a brasileira é de cerca de 36%, e, por óbvio, o retorno desses impostos sequer se compara. No Brasil perde-se dinheiro demais com corrupção, burocracia, falhas no sistema que nunca são corrigidas, entre tantos outros. Coisas que não são nem fáceis nem rápidas de se corrigir e, boa parte sequer depende de leis ou vontade política.

Governos também não geram riquezas. Tudo dinheiro com o qual presta esses serviços vem de impostos, os quais ele cobra exatamente sobre a geração de riquezas, que normalmente é feita pela iniciativa privada. “Iniciativa privada”, aliás, não são apenas as grandes empresas: as pequenas e mesmo minúsculas, como o carrinho de pipoca na saída da escola, entram aqui. A única excessão vem de empresas estatais, que podem vir a gerar lucros (embora isso seja raro e sequer deveria ocorrer, já que pertencem à população do país).

O poder para produzir e gerar riquezas, portanto, está nas mãos da população. Quando digo “população” aqui, óbvio, incluo desde os mais pobres até os mais ricos: uns têm a função de criar empresas e gerar empregos, enquanto outros têm a função de trabalhar e gerar a riqueza em si. Da mesma forma está todo o poder em um país: nas mãos da população. A população vota e escolhe seus administradores e legisladores, assim como também pode sair às ruas em protesto, seja contra os eleitos, seja contra/a favor de temas específicos, seja pela situação geral. A população pode até mesmo derrubar ditadores, como vimos recentemente no Egito e outros países daquela região.

Por isso tudo, se nosso país está como está não é culpa “dos poderosos”. Nem de governos, nem da Dilma, Lula, Fernando Henrique, “illuminatis”, maçons ou “reptilianos”. A culpa é nossa, da população! Se quisermos mudar nosso país, teremos de começar mudando nossas atitudes. Não cometer ou aceitar corrupção, ao contrário, denunciá-la; não aceitar o que vier de governos e acharmos errado; aprender a votar direito, incluindo em nossos legisladores; e assim por diante. Só assim nosso país poderá melhorar.

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.”

– John F. Kennedy

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Autor(es):

Mário César

Sou formado em Engenharia de Software e QUASE em Ciência da Computação (não concluí). Pretendo, agora, fazer astronomia na USP assim que possível para, depois, me especializar em astrobiologia. Sou um apaixonado pela ciências em geral e gosto muito de investigar alegações extraordinárias (como a ufologia, por exemplo).

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2 Comments

  1. Não é bem assim Mário César, concordo em grande parte com você, mas esse seu pensamento neo liberal não convence totalmente. O governo tem sim a obrigação de criar riquezas, não do nada, aumentando juros e imprimindo papel moeda. E sim, investindo maciçamente em infra estrutura pra atrair empresas e principalmente e ciência e tecnologia. Isso sim, só um bom governo pode realizar.

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    • Olá, Marco. Tudo bem?

      Antes de mais nada, não sou “neo liberal”, sou simplesmente liberal. O que chamam de “neo liberalismo”, na verdade sequer existe. É uma mistureba de social democracia (representadas, aqui no Brasil, principalmente por PSDB e PT) e liberalismo austríaco (Mises, entre outros – o libertarianismo).

      Sobre essa “geração de riquezas” que você falou, óbvio que são coisas necessárias! Mas não geram riquezas, na verdade. Mas vamos por partes (como diria o mestre Zé Picadinho LOL).

      Primeiro, temos o que é chamado de “investimento governamental” e se divide em: investimento humano (educação, segurança e saúde) e investimento físico (infraestrutura – que inclui saneamento básico). Essas coisas são o mínimo de serviços que um estado deve prestar à população. (Não especifiquei no texto o que seriam os serviços para não virar um livro.)

      Sobre atrair empresas, existe diversas formas de se fazer isso. Por exemplo, dando impostos reduzidos por X anos. O problema é que isso gera injustiça fiscal entre empresas, além de concorrência desleal! (Afinal, se você paga menos impostos, pode ter preços menores.) Isso gera, inclusive, insegurança trabalhista.

      A forma correta de se fazer isso, em nosso país, é colocando nossa economia em dia (pois ela está quebrada, graças ao Mantega) e fazer uma reforma tributária. Aí, não só empresas virão para o país, como facilitará para brasileiros criarem empresas. (Eu mesmo gostaria de abrir uma, apenas ainda não tenho dinheiro suficiente.)

      De qualquer forma, a melhor forma de entender o mercado é conversando com quem está nele. Donos de pequenas lojas, donos de banca de jornal, donos de posto de combustíveis, etc.

      Abraços!

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