O valor do ceticismo e do livre pensamento

Posted by on jul 8, 2011 in Artigos, Ceticismo, Filosofia | 7 comments

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À medida que desconhecemos a natureza que tange a duas opiniões divergentes, devemos suspender o julgamento a fim de sermos livres para indagar sobre as múltiplas hipóteses que sustentariam uma possível afirmação sobre a natureza do desconhecido. No mais, a única afirmação que podemos ter, é que não temos uma afirmação. Com o propósito, então, de chegarmos a um ponto em que nossa razão aceite o fato com tranquilidade, devemos estar cientes da nebulosidade do fato em questão. Devemos então proceder como céticos, estando propícios a sempre nos desprender de nossas crenças, à medida que elas não se fundamentam. Devemos ter em mente, que nossas crenças devem ser o máximo flexíveis, a ponto de ponderá-las sempre que novos estudos as corroborem, ou, caso contrário, devemos descartá-las. A prudência diante de cada objeto de estudo deve ser então amparada pelo ceticismo. Não o ceticismo pirrônico que mais se aproxima a um pensamento dogmático, mas sim de um ceticismo metodológico, em que se: “considera que a realidade é passível de apreensão e proposições verdadeiras podem ser feitas sobre ela. Todavia reconhece não haver garantia “a priori” da veracidade de qualquer afirmativa sobre a realidade (entendida como o que a coisa em si […]

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Dogma antidogma? OH, WAIT!

Posted by on jun 10, 2011 in Artigos, Filosofia | 22 comments

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O Livre Pensamento é fortemente baseado no antidogmatismo, pois, segundo este ponto de vista, aquele que segue dogmas não é capaz de pensar livremente. Livre pensamento é um ponto de vista filosófico que sustenta que as opiniões devem ser formadas com base na ciência, lógica e razão, e não devem ser influenciadas por autoridade, tradição ou dogma. – da Wikipedia Mas seria o antidogmatismo uma espécie de dogmatismo? Bem, para poder responder isto, precisamos primeiro analisar o que é o dogma e se alguém que segue dogmas pode ou não pensar livremente. Dogma é uma crença estabelecida ou doutrina de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerado um ponto fundamental e indiscutível de uma crença. O termo deriva do grego δόγμα, que significa “o que parece uma opinião ou crença” ou senão da palavra δοκέω (dokeo) que significa “a pensar, supor, imaginar”. – da Wikipedia A citação da Wikipedia acima não está precisa. Um dogma não é apenas uma crença, ou qualquer crença. Existem crenças que são muito bem fundamentadas, como a crença de que a vida na Terra surgiu a partir de uma ou mais formas de vida simples e dela evoluiu. E digo que esta é […]

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Deus teria Boas Razões para permitir o Mal?

Posted by on jun 4, 2011 in Artigos, Ateísmo, Filosofia | 19 comments

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A existência do mal, do sofrimento, do desconforto estaria diretamente implicando na inexistência de Deus ou na inexistência de algum atributo dEle. Pelos atributos que caracterizam sua essência, temos a Onipotência, onisciência, onipresença e onibenevolência. Deus teria então, capacidade, conhecimento e bondade o suficiente para que o Bem seja vivido. Poderam me objetar que se assim fosse, Deus não seria bom em relação ao livre-arbitrio. Pois se somente o Bem fosse praticado, nós, sua criação, seríamos parecidos com Robôs Programados e sendo assim não seriamos livres de fato e então, Deus não seria Bom ao nos programar para somente o Bem. Mas esta objeção não tem muita força, pois é refutada logicamente se formos analisar a sua essência. Poderam me objetar também, “argumentando” que Deus teria Boas Razões para permitir a existência do Mal. Para Deus permitir a existência de algo, ele teria que logicamente ter ciência do que está sendo permitido e no que isso implicaria. Pela sua Oniciência podemos considerar que Ele está ciente desta permissão. Ao permitir então a existência do Mal, Deus estaria se contradizendo, ou seja, estaria contradizendo com sua Onibenevolência. Pois sendo Onibenevolente – desejar, pensar, permitir somente o bem – nada justificaria a […]

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As revoluções científicas de Thomas Kuhn

Posted by on maio 25, 2011 in Artigos, Filosofia | 0 comments

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Postado originalmente no blog Metropolis Fonte: ReoCities Autor: Alexandre Pires A teoria central de Kuhn é que o conhecimento científico não cresce de modo cumulativo e contínuo. Ao contrário, esse crescimento é descontínuo, opera por saltos qualitativos, que não se podem justificar em função de critérios de validação do conhecimento científico. A sua justificação reside em fatores externos, que nada têm a ver com a racionalidade científica e que, contaminam a própria prática científica. A importância atribuída por Kuhn, aos fatores psicológicos e sociológicos na organização do trabalho científico, constitui um rude golpe na “imagem da ciência que se foi consolidando desde o século XVIII e que tende a identificar a cientificidade com a racionalidade – senão com a racionalidade «no seu todo», pelo menos com a racionalidade «no seu melhor».” (1) A obra de Kuhn desencadeou um autêntico terremoto na filosofia da ciência e inaugura um discurso inovador, que privilegia os aspectos históricos e sociológicos na análise da prática científica, desvalorizando os aspectos lógico-metodológicos que ainda encontramos no discurso epistemológico popperiano. Os saltos qualitativos preconizados por Kuhn, ocorrem nos períodos de desenvolvimento científico, em que são questionados e postos em causa os princípios, as teorias, os conceitos básicos e […]

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Deus, Tempo e Criação

Posted by on maio 16, 2011 in Artigos, Ateísmo, Filosofia | 20 comments

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Aliás houve tempo para Deus criar? Proponho uma analogia para entender esse dilema: Existe a possibilidade de podermos aparar o gramado do campo do Corinthians (Barueri)? Seguiria logicamente que não, pois para haver esta possibilidade, a de primeiramente existir o campo do Corinthians com o seu respectivo gramado, para que assim pudéssemos ter a possibilidade – aparar o gramado. Pois bem, no caso da criação do Universo por Deus, haveria esta possibilidade ou seja, a de criação divina antes mesmo da existência do tempo? Em um artigo publicado no site Teismo.net onde a questão é levantada, podemos conferir a seguinte pergunta feita por Blake (Segue o link da postagem W.L. Craig – Deus, Tempo e a Criação) “Dr. Craig, você parece defender que Deus exista fora do tempo quando não há universo [Deus (a)] e dentro do tempo quando há um universo [Deus (b)]. Minha questão é: qual dos dois criou o Universo? Deus (a) não pode criar o universo porque um ser atemporal não “criar” [“criar” é uma ação temporal]. Deus (b) não pode criar o universo porque um ser que exista no tempo não pode criar o tempo no qual Ele existe. Blake” Por Atemporal, queremos dizer que esteja Fora do […]

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Experiência Mística

Posted by on maio 5, 2011 in Ateísmo, Ceticismo, Filosofia | 4 comments

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  Afinal, o que seria essa experiência, o que a definiria? Uma súbita sensação de paz? Um certo clamor inimaginável? Uma visão inexplicável? O que seria essa Experiência Religiosa? Aquele que a teve, que a proclame. Eu não tive. Terei? Não sei. Não sei o que irei vivenciar. Não sei se irei vivenciar. Não sei se pode ser vivenciado . Acreditar no que é me dito? Porque não? Se eu vivê-lo, que ao menos não me reste dúvidas. O que estarei vivenciando?! De onde origina-se?! De quem origina-se?! Enquanto isso, prefiro acreditar no que tenho em mãos. O mistério é real. Pois ele está presente. Talvez sempre estará. E por simplesmente estar, é que me faz querer conhecê-lo. Que me faz ser nobre. Que me faz caminhar. Mas não o nomeio. Apenas acolho como simplesmente é, Mistério. Se eu soubesse, não chamaria de mistério. Pois esse é o espírito. Isso que é o mistério. O mistério é aquilo que nos intriga. Ou melhor, me intriga. Me instiga a imaginá-lo, a conhecê-lo. Me faz admirá-lo. Ter medo? Medo do que? De quem? E por que terei? Por não ter passado por essa experiência, não me faz descrer de sua existência. Afinal, […]

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Mazelas Sociais Que Afetam o Desenvolvimento Intelectual

Posted by on fev 17, 2011 in Artigos, Filosofia | 19 comments

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por Kauê Grecco Que a sociedade produz benefícios à busca do conhecimento é notório; a ciência impulsionada pelas demandas sociais e o troca de experiências e pensamentos centralizados nas academias são de irrefutável valor para a verdadeira cultura da humanidade. Já as mazelas causadas por ela não são tão claras. Assim como Zaratustra subiu às montanhas, exilando-se em uma caverna em companhia de sua águia, para se desintoxicar do convívio em grupo com o intuito de livrar seu espírito das morais humanas e permitir a sua lucidez, proponho um exercício menos penoso que consiste na observação cotidiana e crítica do homem em atividade para identificar as fontes dos percalços que afligem a mente em busca do conhecimento. Ao longo da história, as civilizações assumiram diversas formas e valores, gerando também toda a sorte de características e padrões de comportamento social, podendo ser edificantes ou castradores do conhecimento. Estes últimos, no entanto, podemos agrupar em três grandes grupos, sendo o sexo, trabalho e religião. Em cada tempo ou lugar os desdobramentos deles se fizeram distintos, mas sempre foram as origens das barreiras ao conhecimento.   Iniciando pelo mais primitivo, que originado pelos nossos instintos moldam fortemente nossa sociedade, como ilustrado nas […]

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